É preciso entender que educar e escolarizar são coisas muito diferentes

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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Antonio Carlos Fallavena

Em primeiro lugar, é preciso corrigir o que se quer corrigir: educação não é escolarização e família não é escola! Então, pergunto: quem deseja, realmente, um ensino de qualidade? Os professores querem mais salários, liberdade para “ensinar” mesmo sem qualidade no serviço. E ensinar o que? Já os pais querem que os filhos tenham um lugar para ficar. Muitos nem sabem onde os filhos estudam!

Os governantes tem medo de enfrentar os problemas da escola e loteiam o setor das secretarias para partidos. Os legisladores “demagogizam” o mais que podem. Se pressionados, aprovam tudo. Afinal, já estudaram e os filhos estão na escola privada. Aliás, muitos professores da rede públicos têm seus filhos na escola particular. Deveriam explicar as razões. Espero que não seja pela baixa qualidade da escola pública.

E OS ALUNOS? Bem, os alunos querem passar, mesmo não sabendo muito. Afinal, a legislação faculta a aprovação dos não qualificados!

As comparações com outros países são vexaminosas e servem também para clarear as diferenças da sociedade. Países como Finlândia e Coréia do Sul oferecem um modelo de escolarização que justifica também as profundas diferenças culturais e de formação dos seus povos em relação ao Brasil. Estas pequenas/grandes diferenças fazem toda a diferença!

Fico imaginando o que diriam nossos professores, atualmente idealizados por si mesmos como “trabalhadores em educação”, como reagiriam diante das normas aplicadas nos países acima! Talvez argumentem que, naqueles países, os professores são respeitados, bem remunerados e as escolas possuem boas estruturas, etc, etc. Ora, é preciso fazer-se perguntas sérias, fundamentadas e oferecer respostas, propostas.

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ALGUMAS PEQUENAS PERGUNTAS AOS PROFESSORES

Agora, vamos a algumas perguntas que poderiam/deveriam ser feitas para aqueles que só dizem que a escola é ruim porque faltam recursos; porque os governos não querem que o povo tenha conhecimento e cultura para continuar alienado e idiota; porque os professores são mal remunerados e desrespeitados; porque as escolas não tem equipamentos, etc; porque as escolas são assaltadas, vandalizadas e tudo mais.

– concordam com avaliações anuais de conhecimentos e de resultados de seu trabalho?
– aceitam avaliar seus colegas, suas escolas, direções etc.?
– alteração de seu tempo de serviço, considerando a maior expectativa de vida?
– utilização da meritocracia?
– concordam na reforma de seus estatutos funcionais?
– aceitam organização legal e independente do segmento dos pais?

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ALGUMAS PEQUENAS PERGUNTAS AOS PAIS

Vamos a algumas perguntas que poderiam/deveriam ser feitas para os pais ou responsáveis pelas crianças:

– entendem que educar é tarefa da família e escolarizar é missão dos professores?
– aceitam participação obrigatória na associação de pais da escola?
– participar das reuniões de avaliação de resultados e ocorrências nas escolas?
– ajudar a escola nas atividades comunitárias e sociais?

MAIS DINHEIRO? Para quê? Para reformar uma casa que já ruiu? Para pagar melhor os que não trabalham, sem diferenciá-los dos que são dedicados?

Vivenciando a escola, por dentro e por fora, é possível conhecer e avaliar as dezenas de questões sem soluções, que colocaram a educação e o ensino no patamar atual.

Para muitas delas, existem experiências e respostas. As não correções de rumo levaram, e continuam levando, nossa escola para a escuridão!

PALPITEIROS – Enquanto isto, centenas de “palpiteiros” falam mesmices, chavões e avaliações ridículas. Falam o que lhes interessa e o que os “mesmos de sempre” querem ouvir. No fundo, consciente ou não, ajudam a que tudo continue como está – ruim e sem um futuro melhor.

Será que todos os interessados, realmente, querem uma escola melhor?

Na minha infância, brincávamos de escola. Nas últimas décadas, governos, magistério e a sociedade, têm brincado com a escola!

19 thoughts on “É preciso entender que educar e escolarizar são coisas muito diferentes

  1. Com ( Bolzonaro e a pastora que viu Jesus no pé de goiabeira ) vai ser difícil !!! Alias , perceberam que Bolzonaro tentando imitar seu senhor ( Donald Trump ) passou usar kep , quero dizer boné ?

  2. 1) Meu caro Fallavena.

    2) Qdo começou a reabertura, no período do General Geisel, eu lembro que ele disse: “A Teoria na pratica é outra”.

    3) Leciono Língua Portuguesa/Literatura na Baixada Fluminense, uma região de periferia do Grande Rio.

    4) Eu e muito colegas de magistério observamos que muitas reformas educacionais são feitas em gabinetes com ar refrigerado, longe da realidade das salas de aula.

    5) Qualquer proposta nessa área não deve vir só do andar de cima, dos iluminados. É preciso a participação dos docentes que estão atuantes, nas salas de aula.

    6) Suas sugestões podem e devem ser estudadas, pesquisadas;

    7) Por falar em realidade… Imagine uma sala com 40 alunos nesse verão de 40 graus, ventiladores muitos quebrados ? Antigamente faltava água no verão, de uns cinco anos para cá melhorou…

    8) Meus colegas professores são heróis anônimos, os alunos também, os pais idem…

    9) E… gosto de lecionar…

    • Prezado Antonio
      Já disse varias vezes mas posso repetir: no meu teste vocacional, com 15 anos, um dos resultados era a missão de professor. A vida me levou para outros lados.

      Bem sei, uma parcela do magistério é de abnegados. Mas outra parcela jamais poderia estar numa sala de aula. Também sabes disso. E isto não desmerece a missão. Em todas existem os bons e os maus.

      Quanto as propostas, também quero reforçar que são professores e especialistas que mandam na escola, nas secretarias e até no MEC. Não são leigos e/ou com outras formações.

      Vou reiterar outra vez: nos dias atuais, corrigir questões que envolvam servidores públicos é, praticamente, impossível! O estado foi “assumido” pelos servidores e os governantes, incapazes e com medo, vão empurrando, remendando aqui e ali.

      Assim, teremos de quebrar (falir) tudo para reconstruirmos. teremos de perder tudo! Se mexer no vale-alimentação, na hora aula, no difícil acesso (antes, era uma lomba de terra – agora com asfalto e transporte na porta continua sendo difícil acesso), falar em avaliações e reciclagens, nossa, o mundo acaba.

      Tudo mudou e continua mudando. mas as pessoas querem como era, fazendo tudo diferente. Impossível.

      Obrigado pelo comentário. Saúde e um abraço.
      Fallavena

  3. Amigo, a maior parte das crianças brasileiras, pobres, negras, bisnetas de escravos, não são reconhecidas pelos pais biológicos, não têm uma moradia decente, moram em barracos precários ou nas ruas, não têm alimentação adequada, vivem em comunidades sob o domínio do tráfico, são criadas por suas mães negras que ganham menos de um quarto de salário mínimo por mês, e as pessoas pensando nessa cretinice de escola sem partido que é preocupação apenas de uma minoria de pais de classe média imbecilizados que censuram livros como no Colégio Santo Agostinho, onde eu estudei, que vergonha. Pense nisso quando escrever sobre educação.

    • CARLOS ALVERGA
      A realidade que descreves é
      parte verdadeira!
      Eu a conheço. Pois foi para crianças assim que a escola de tempo integral foi criada. Estas necessitam de proteção, de ajuda e amparo e de esforço dobrado.
      Mas não é a maioria. E se não é a maioria, por que então a escola, como um todo, virou o que virou?

      Agradeço tua contribuição.
      Um fraterno abraço.
      Fallavena

  4. Não se educa por que não é interessante para Metrópole e nem para seus Capitães – do – Mato . Por aqui o cidadão é adestrado para produzir , consumir e servir os interesses do capital .

  5. Vejo, a cada ano, o Brasil, cada vez mais, se distanciar do seu povo.

    Difícil dizer que somos uma Venezuela, uma Zâmbia ou uma Suíça. Somos um pouco de tudo isso, depende para onde e de onde se olhe.

    É como o obeso que sabe o que não deve fazer para melhorar a saúde, sabe tudo, mas nada faz em prol de si mesmo.

    Esse é o Brasil. Há anos sabemos, se não as soluções, pelo menos os caminhos que poderiam levar a elas. Mas o tempo vai passando e as soluções não são postas em prática. A inércia aumenta o problema. E, infelizmente – não quero crer, mas já estou crendo sem querer -, é de se vislumbrar que perdemos, com país, o momento da virada. Se houver, será muito mais difícil do que seria em outros tempos.

    Como a economia mundial é como uma balança – o empobrecimento de alguns países pode significar o enriquecimento de outros -, só podemos confiar no azar dos países ricos como nossa ponte de salvação para um futuro melhor. Mas não basta o naufrágio alheio, é preciso que iniciemos a jornada, ainda que com esse indesculpável atraso.

    • Prezado Oigres Martinelli

      “Mas o tempo vai passando e as soluções não são postas em prática. A inércia aumenta o problema.”

      Amigo, e por que será que não são postas em prática? Será que é só incapacidade dos governos? Falta de dinheiro? É claro que não!

      Nos tornamos um povo dependente de soluções fáceis. Sem sacrifícios: já pagamos muitos impostos. Esta afirmação é uma meia verdade. Se a sonegação continua na média, arrecadamos só a metade do que deveria. O roubo está autorizado. Rouba-nos até legalmente! O que são os salários dos parlamentares, dos juizes, etc?

      Já pensou uma lei obrigando que alunos das universidades públicas trabalhem para pagar os estudos, para o estado, por alguns anos? Já pensou universidades públicas disponibilizando somente os cursos que o país necessita? Alguns países comunistas/socialistas fizeram isto. Tente fazer isto aqui. e verá o resultado.

      Reitero: o problema deste país é o povo. Agora, se esperarmos que governos tomem atitudes fortes e necessárias, irão mais alguns anos.

      O que será perder mais uma ou duas gerações?

      Temos tudo e somos tão pouco! Lembrei-me do professor Pier quando dizia que nosso problema é que o “ser humano veio sem manual”.

      Obrigado por sua contribuição.
      Abraço e saúde.
      Fallavena

  6. Os debates sobre educação ou escolarização ou ensino, sempre rendem momentos de enfrentamentos entre o articulista e comentaristas, onde é notório que uns pensam na escola pragmática, e outros apenas nas questões sociais dos alunos e de uma etnia específica, deixando de lado abordar sobre a matéria em tela.

    Certamente eu não deveria comentar sobre essa questão, pois não tenho Curso Superior, não sou professor ou especialista, logo, eu seria um mero palpiteiro, figura já identificada pelo Fallavena.

    No entanto, minha mulher foi professora por 28 anos, tendo feito faculdade e Pós-Graduação.
    Nossos filhos são profissionais liberais, então passaram pelo Fundamental, Médio e Superior.

    Em consequência, amealhei alguma experiência com eles, tanto nas escolas quanto depois nas Universidades.

    Dito isso, Fallavena, meu amigo, aborda mais a respeito das responsabilidades dos pais e dos professores, onde menciona algumas perguntas específicas a ambos, mas deixou-me surpreso quando realça a partidarização no meio dos mestres, mas sequer comenta a respeito da atuação dos governantes, os verdadeiros responsáveis pelo estágio atual da educação brasileira, simplesmente vexatória!

    Alverga, dá a entender que será candidato futuramente a parlamentar.

    Critica Fallavena, que alega ter esquecido de analisar a criança negra e seus problemas familiares, criados por mães pobres e em comunidades dominadas pelo tráfico, e filhos de pais que se escafederam, que repudiaram suas crias.
    Mas, enfatiza veementemente, a discussão em torno da escola sem partido, que afirma ser a preocupação de uma minoria de pais imbecilizados da classe média.

    Curiosamente, deixou de considerar os problemas que aventou sobre a criança negra e como ela tem sido “sustentada” pela mãe, que é pobre ou está abaixo da linha de pobreza, como se a escola com ou sem partido fosse para essa etnia o maior dos problemas!!!

    Se, Fallavena, quer uma escola de resultados, mas deixa de lado o poder do Estado e, Alverga, faz questão de uma escola política, evidentemente com viés de esquerda, lamento, mas tanto um quanto o outro foram superficiais no que escreveram, por terem simplesmente desconsiderado os porquês de se colocar filhos na escola, as razões pelas quais hoje o professor carece de qualidade, os motivos pelos quais os pais não mais se importam com o desenvolvimento dos filhos em salas de aulas, e as causas de pais abandonarem seus filhos e a criança negra pouco frequentar a escola por problemas familiares e, esquecendo, que as crianças brancas sofrem do mesmo mal, de pais que as abandonaram, de mães que tentam sustentá-los, e que são deixados nas ruas até ela voltar para “casa”.

    Decididamente não é só a criança negra a discriminada pelos governantes, mas de qualquer etnia.

    Por fim – e lamento eu estar apontando os esquecimentos de Fallavena no seu importante artigo em tela -, não li do autor e do seu crítico, Alverga, a solução para a nossa educação!

    E, que seria, a meu ver, o reinício da Escola em Tempo Integral, onde a criança branca, negra, parda, sarará, estivessem o dia inteiro na escola aprendendo, tendo momentos de laser, atendidas por médicos, dentistas e psicólogos, enquanto seus pais ou a mãe ou o pai estão trabalhando, e virão buscar as suas crias no final da tarde!

    Paralelamente, se não houver a valorização do professor, podem esquecer a escola de qualidade, pois está na razão direta o profissional ser remunerado de acordo com a sua importância para a criança, sociedade e país!

    Ou, por acaso, um mestre por mais simples que seja, apenas com o Ensino Médio completo não é muitíssimo mais útil e necessário que qualquer vereador, deputado estadual, federal, senador, neste Brasil injusto e desigual??!!

    Quer dizer que o professor não tem dignidade?
    Pode, paralelamente à sua profissão, vender Avon, calcinhas, perfumes, para complementar o seu salário ofensivo e degradante, enquanto nossos parlamentares ganham mais de cem mil reais por mês??!!
    E nos exploram e nos roubam, ainda por cima??!!
    E não li nada a respeito??!!

    Alverga é professor, estudou no exterior, sendo um homem culto, dotado de conhecimentos muito vastos, mas me deixou frustrado e decepcionado, pelo fato de queixar-se da discussão se a escola deve ou não ser partidarizada.
    Ora, como ela vem sendo atenção da esquerda, e os mestres na sua maioria têm esta tendência, e a divulgam claramente a seus alunos, a educação deveria estar muito melhor do que está!!!

    Se Fallavena diz que não podemos comparar o nosso Ensino com a Finlândia e Coréia do Sul, por óbvio, o meu amigo não precisaria ir tão longe.
    Bastaria resgatar o Uruguai, Chile, Argentina e ATÉ A VENEZUELA(!!!), cujo ensino estão muito superior ao nosso!

    Logo, a questão educacional não está ligada tanto ao aspecto do desenvolvimento daquela nação, mas do interesse de seus governantes em oferecer condições de aprendizados próximos do ideal, pelo menos, unindo pais, mestres, filhos e autoridades especializadas, menos colocá-las como se estanques fossem, e entender que a solução passa pelo isolamento de cada setor quanto ao saneamento de seus problemas!

    Simplesmente um erro clamoroso, imperdoável e crasso!

    Meu abraço a ambos.

    • Lamento não dispor de tempo, tão necessário e sem condições de comprar mais. Também lamento não poder, num comentário tão rápido e com defeitos da língua, expor tudo o que poderia pretender.
      O tema é por demais complexo, extenso e que ainda envolve interesses múltiplos.
      Não esquecendo. Quando digo “palpiteiros” estou a identificar “livres atiradores”, pessoas que não sabem nada, não estão comprometidos e só querem dar pitacos. Felizmente, a imensa maioria dos colegas da TI, não se enquadra nesta minha concepção.
      Discordar é da política, e dos humanos. Eu passo o dia discordando, aqui e ali, mas juntando pedaços para poder errar menos.
      A escola está no meio de um redemoinho sem fim, misturada com muitas tarefas, algumas que não são suas, mas que teve de assumir.
      Bem sei que sou um chato, mas isto faz parte das experiências, dos estudos e análises e das crenças. Uma delas é de que as pessoas, a organização social, os usos e costumes, tudo veio antes do estado e dos governantes.
      Assim, quero, com licença de todos, tocar em dois pequenos atores que incluístes em teu comentário, pelo qual já agradeço muito: escola integral e governos.
      A mística, generosa por certo, da escola integral, é que a fez chegar aos dias atuais e ficar como esta. O mito, equivocado, de que a escola integral é para todos a está destruindo. Escola integral era para camadas sociais que necessitavam (e continuam necessitando) de atendimento diferenciado (especial e complementar), e não universalizada! Vinte anos atrás participe de um grande debate e quase apanhei quando disse isto, pela primeira vez. Algumas horas se passaram e depois das exposições, “palpiteiros e papagaios” entenderam o que disse e me deram razão. Não fiquei feliz. Sabia que era uma luta inglória e que a maioria não entendera e não queria entender. Vender ilusões é fácil. Enganar também.
      Já em relação a responsabilidade dos governos, jamais as eliminei. É claro que são responsáveis. O que tento dizer, e poucas vezes sou compreendido, é que governos são espelhos do povo. Não existe povo ruim com governo bom! Quando culpam os governos, eximem os que os escolheram. Um povo muda um país. Governos sozinhos, quase nunca mudam.
      Aproveito para questionar:
      – os pais se organizam, acompanham os filhos, estão preocupados e cobram uma escola melhor? Opinam sobre o que os filhos precisam e precisarão para o futuro? Precisam ser cobrados a fazer isto? Quem deve cobrá-los? Os filhos são prioridades? Se forem, por que não cobram uma escola melhor e assumem a educação dos filhos?
      – se são os professores que estão na sala de aula, os resultados obtidos na formação/instrução é responsabilidade dos governantes?
      – que governo procederá realizar as reformas e as correções necessárias na escola se os interesses dos diferentes segmentos são conflitantes?
      Amigo, quando as pessoas ditas cidadãs (receberam de brinde o título, mas nem sabe o significado) definem suas prioridades (e filhos não são mais), não sabem diferenciar os atos de educar e de escolarizar, chegando mesmo a transferir suas responsabilidades à escola de onde esperam só a aprovação dos filhos no final do ano, o que esperar-se do estado?
      Somos todos “Dom Quixote” a lutar por um mundo que já não mais existe e tentando mostrar onde nascem, crescem e se desenvolvem os problemas de nosso país.
      Infelizmente, a imensa maioria da sociedade quer soluções belas, fáceis, práticas, sem custo e sem dor.
      Bem sabes, de minha parte, continuarei dando a elas choques, sacudidelas, trambolhões. Para quem não quer enxergar e quer tudo pronto, entendo ser ainda o melhor remédio.
      Bendl amigo, continue me ajudando e ao grupo que faço parte. As idéias e as críticas alimentam aqueles que querem ajudar a construir e a continuar aprendendo. E você também é como nós.
      Um fraterno abraço.
      Fallavena

  7. Na faixa etária infanto-juvenil, resgatar o pátrio poder – o qual foi confiscado e transferido para Conselhos Tutelares e Juizados da Infância e Adolescência – já devolveria aos pais a autoridade de cobrar resultados do filho-aluno.
    No âmbito acadêmico, pôr fim nesse handicap ou “muleta intelectual” alcunhada de cotas universitárias.
    As grades curriculares, inclusive dos Cursos Técnicos, estão repletas de teorias, o que deixa os malformados com um deficit de conhecimentos muito aquém do que exige o mercado de trabalho.
    As faculdades particulares, em grande parte, verdadeiras fábricas de diplomas: PPP-Pagou, Pescou, Passou. Elas deveriam ser inspecionadas e frequentemente avaliadas com rigor máximo.

    • Prezado Paulo III

      Ao agradecer tua contribuição, me lembraste de algo que até poderia colocar no texto. mas o tema merece um outro.
      Quando um país não cuida dos seus “superdotados”, o que se esperar que fará com os ditos comuns?
      procure em sua cidade, local para avaliar de um superdotados. Se encontrar, favor me mandar dados para que eu possa fazer uma visita.

      Estamos perdendo, dia a dia, cabeças especiais, acima do padrão normal. E isto é um prejuizo para todos, irremediável!

      E agora, o que fazer? Muitos esperam a volta do salvador!

      vamos tentar antecipar alguma coisinha.

      Abraço fraterno.

      Fallavena

  8. Lá no meu Nordeste, nos últimos anos, vem ocorrendo um fenômeno que nem mesmo o Fernadindo Beira-Mar consegue explicar. Famílias imersas, no mundo do crime, enfiam parentes aos montes, em faculdades particulares, para cursarem direito.
    Outrora, a vocação dessa gente era introduzir o máximo de seus integrantes nas forças policiais. Esta segunda opção ainda perdura, mas vem perdendo em preferência para a graduação em ciências jurídicas.
    Alguém sabe por que este porquê está tão em voga?

    • Paulo III
      Não é difícil e posso tentar acertar.
      Algumas profissões estão em franco crescimento. medicina, comércio exterior, as áreas de informática -robótica-mecatrônica – programação – games e outras e também do direito.
      Na do direito, as áreas de família (a que mais cresce), direito internacional, civil,/crime comercial, mesmo que com muitos formandos, tem lugar para bons profissionais – que não percam muito tempo para conquistas o registro na OAB – muito operando sem registro e trocando de área.

      Ainda existe um probleminha desconhecido para muita gente: a extinção de profissões. Diz pesquisa que, até 2035, um grande numero profissões terá sumido.

      Onde estão as avaliações e testes vocacionais?

      Vamos em frente. Um dia, quem sabe …
      ABraço e esaúde.
      Fallavena

  9. Só falta iniciarmos estudo para melhorar a educação. Já estou vendo a formação de comissões, grupos de doutores e assessores para se chegar á educação ideal ás crianças da pátria amada. A roda já foi inventada! Procurem uma referência para adotarmos ou uma composição de soluções de sucesso de sistemas implantados em outros países. Mas, por favor, não formem astronautas caríssimos antes de aprender a fazer o buscapé que o lançará ao espaço.
    Temos que aprender a não ser ridículos e idiotas. Nossa educação não tem cadeiras nem mesas nem livros, nem latrinas, para as crianças usarem. Vamos comprar um pouco de vergonha e fibra dos gringos e começar algo objetivo na capacitação do jovem para o mercado moderno. Mais técnicos e menos doutores de anedotas e de champanhotas.
    Fiquem na paz de Zeus.

  10. Prezado Tosen Sacs
    Agradeço a gentileza de comentar o texto.
    É preciso seriedade, conhecimento, experiência, vontade e mais algumas coisinhas.
    Me permita chamar a atenção de alguns detalhes que comentaste.
    “Nossa educação não tem cadeiras nem mesas nem livros, nem latrinas, para as crianças usarem.”
    Amigo, vou escrever algo que alguns podem não gostar. Paciência! Existem deficiências sim, mas também existe destruição. Na maioria das vezes, a destruição é causada pelos próprios alunos. Isto os professores não denunciam e muitas direções escondem, calam. Até secretários e governantes omitem da sociedade. E neste tema falo de cátedra. Um dia conto o que ocorre em muitas salas de aula, banheiros, etc.
    “Vamos comprar um pouco de vergonha e fibra dos gringos e começar algo objetivo na capacitação do jovem para o mercado moderno. Mais técnicos e menos doutores de anedotas e de champanhotas.”
    Faz alguns anos, debatíamos o acesso de alunos da escola pública nas universidades. Os sindicatos de professores defendiam a universalização do acesso e eram contra os cursos técnicos. Ou seja, todos para a universidade! Argumentação? por que os filhos dos pobres tinham de fazer cursos técnicos enquanto os dos ricos faziam universidades! Durma-se com um barulho desses!

    Amigo, o que precisa é parar de brincar, de mudar a toda a hora o que está sendo feito, sem avaliações de resultados. A cada novo governo, novos projetos! Novos secretários, novas propostas. Não existe instituição que consiga se desenvolver, crescer e dar resultados mudando a cada momento!!!
    Nós não precisamos comprar “vergonha na cara”. Nós precisamos é de projeto de país, mas algo para 20, 30 anos sem mudar, só corrigindo pequenos detalhes e, se tivermos de abrir mãos de alguns direitos, paciência.
    O problema do país e das instituições está conosco e as soluções também.
    Fraterno abraço.
    Fallavena

  11. Amigos da TI
    Meu dia esta terminando. Ainda não sei até que horas trabalharei, mas estou contente. Agradeço cada comentário, cada questionamento, cada informação Amo o trabalho comunitário que venho realizando desde 1989 e os relacionados a escola em especial. Afinal estudei em escola pública, minha única filha também e tive a honra de dirigir, por 8 anos, a entidade de pais/responsáveis por alunos no RS.

    Acabei de receber mensagem no celular, vinda de amigo, para o qual havia faz tempo indicado a nossa TI. Me encaminhou a seguinte pergunta sobre o tema e parabenizou a todos. Tomara crie coragem e se inscreva para também participar. Não estranhem: a maioria dos meus amigos é como eu: chato, perfeccionista, cheio de idéias e ideais.
    Vejam o que ele me perguntou.
    * Onde encontrei, no sistema brasileiro, educação e ensino se confundindo?

    Minha resposta
    – Poucos anos passados, as secretarias utilizavam as denominações de ensino e não de educação. Muitas, municipais, continuam utilizando.
    Olhem só a confusão:
    “Nome dado aos diferentes estágios da educação escolar. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, estabelece dois grandes níveis de educação escolar: a educação básica (que compreende a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio) e a educação superior.” http://www.educabrasil.com.br/niveis-de-ensino/
    Dá para entender a “mistura” entre educação escolar e níveis de ensino? E o significado de educação superiora é o que?
    É preciso, a bem do entendimento geral, que isto seja corrigido, com a maior rapidez.
    Reafirmo: a educação é papel precípuo da família, cabendo a escola o papel de escolarizar.
    Tem muita gente querendo misturar tudo: uns para se beneficiar e outros para se eximirem.
    Fallavena

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