É preciso nacionalizar a Petrobras, com a máxima urgência, para salvar o Brasil

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Charge do Amorim (Arquivo Google)

Carlos Newton

É impressionante como se consegue desviar a atenção de um fato importantíssimo, relegando-o a um plano inferior, para então passar a discutir o sexo dos anjos, como está ocorrendo agora em relação à possibilidade de intervenção militar, que é algo inconsistente, inexistente e inconveniente. O que o país precisa debater é a impatriótica e arrasadora política de preços da Petrobras, que acaba de provocar um das maiores e ameaçadoras crises da história deste país.   

Quando o assunto é petróleo, convém sempre consultar a Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobras), que publicou na sexta-feira passada, dia 25, um artigo demolidor do engenheiro Paulo César Ribeiro Lima, considerado um dos maiores especialistas do país. Depois de fazer brilhante carreira na Petrobrás, Ribeiro Lima tornou-se consultor legislativo do Senado e da Câmara dos Deputados e deveria ser nomeado Ministro do Petróleo, tal o seu conhecimento de causa.

PREÇOS ABUSIVOS – No artigo, enviado à Tribuna pelo comentarista Carlos Frederico Alverga, o engenheiro demonstra que a Petrobras está esfolando o consumidor para tapar o rombo da roubalheira oficial.

A pretexto de preservar os interesses dos investidores estrangeiros e dos acionistas minoritários, o então presidente da estatal, o tucano Pedro Parente, estabeleceu uma política de preços flutuantes, com base na cotação do dólar e no valor do barril de petróleo no mercado internacional.

Aparentemente, trata-se de uma política até mesmo lógica, com a Petrobras se comportando como uma empresa moderna e competitiva, mas o objetivo não é exatamente este.

TUDO ERRADO – O estudo do especialista Ribeiro Lima mostra que na verdade a Petrobras estava adotando estratégias totalmente equivocadas, ao resistir à necessidade de adaptação das refinarias ao processamento de óleo pesado (maior parte da produção nacional), o que obriga o país a importar cada vez mais óleo diesel, enquanto as unidades de refino ficam subutilizadas.

É surpreendente ficar sabendo que o custo final de produção do diesel brasileiro é muito baixo, apenas R$ 0,93 por litro.  “Se todo o óleo diesel consumido no Brasil fosse produzido internamente a um custo de R$ 0,93 por litro, o preço nas refinarias, mesmo com uma margem de 50%, seria de R$ 1,40 por litro, valor muito inferior ao praticado pela Petrobrás, de R$ 2,3335 ou R$ 2,1016 por litro”, explica Ribeiro Lima, acrescentando que a Petrobras é uma das empresas mais viáveis do mundo.

ÊXITO DO PRÉ-SAL – Ao contrário do que se propaga, a tecnologia brasileira do pré-sal é um sucesso comercial. Em agosto de 2017, Pedro Parente deu entrevista para comemorar que o custo de extração do pré-sal já tinha caído para apenas 8 dólares o barril. Com a alta da moeda americana, está agora em 7 dólares.

“O preço mínimo do petróleo para viabilização dos projetos do pré-sal (break-even ou preço de equilíbrio), que era de US$ 43 por barril no portfólio da Petrobrás de três anos atrás, caiu para US$ 30 por barril no plano de negócios em vigor, o que representa uma redução de 30%”, revela o especialista, salientando:

“Mesmo se adicionarmos à extração do óleo as demais despesas – como depreciação e amortização, exploração, pesquisa e desenvolvimento, comercialização, entre outras – o custo total de produção pode chegar a apenas US$ 20 por barril”.

REFINO BARATO – Destaca Ribeiro Lila que não é apenas o custo de produção do Pré-Sal que é baixo, pois o custo médio de refino da Petrobrás no Brasil também é barato, muito inferior ao do exterior. Nos últimos quatro trimestres, o custo médio de refino da Petrobrás foi inferior a US$ 3 por barril.

Mesmo tendo este baixo custo de produção e refino, a Petrobras estava praticando um preço médio nas refinarias de R$ 2,3335 por litro, o que representa uma margem de lucro de 150%. Depois dessa redução de 10%, o preço do óleo diesel nas refinarias reduziu-se para R$ 2,1016 por litro, e a margem de lucro da Petrobras passou a ser de 126%, ainda altíssima em qualquer país capitalista.

O que dizer diante desses números? Ora, só se pode dizer que a economia poderia estar em outro ritmo de crescimento, caso a suposta estatal praticasse níveis civilizados de lucratividade, o que reduziria muito o Custo Brasil, que depende diretamente dos preços dos combustíveis e da energia das termelétricas, movidas a diesel ou óleo combustível.  

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P.S. – Como se vê, é preciso nacionalizar urgentemente a Petrobras, para que a empresa possa nos ajudar a sair da crise. (C.N.)

23 thoughts on “É preciso nacionalizar a Petrobras, com a máxima urgência, para salvar o Brasil

    • …”O Presidente da Republica é a pior coisa que o Brasil podia ter tido nesses últimos anos.
      O Presidente da Republica obedece a um comando alienígena, que não é do nosso país.
      Uma coisa fundamental é parar instantaneamente com a drenagem de recursos que são mandados para o exterior.
      Toda a riqueza nacional está indo embora”…

      – Enéas Carneiro

      https://youtu.be/ilIRFmiVjPM

  1. Nacionalizar? Eu, hein. Precisamos é tirar da Petrobras os privilégios atuais na exploração e distribuição de petróleo. Depois, e o mais cedo possível, privatizá-la! É assim que funciona nos States, meu caro, e funciona bem! Tanto que o preço da gasolina na bomba do COSTCO em Virginia custa 2.83 dolares por 4 litros. Ou seja: 2.61 reais por litro (dolar a 3.7). E não há greve de caminhoneiros! Nem ladrões para encher a pança de um desgraçado analfabeto e sua gang!

  2. Veja o que diz Roberto Castelo Branco, ex conselheiro da Petrobras:

    “Precisamos de várias empresas privadas competindo nos mercados de combustíveis.
    É inaceitável manter centenas de bilhões de dólares alocados a empresas estatais em atividades que podem ser desempenhadas pela iniciativa privada, enquanto o Estado não tem dinheiro para cumprir obrigações básicas, como saúde, educação e segurança pública, que até mesmo tiveram recursos cortados para financiar o subsídio ao diesel.” (fonte: o antagonista)

  3. Complicado explicar para esses adoradores dos EUA que lá tudo e barato porque nos brasileiros estamos pagando a diferença no preço….
    Assim como somos nos que patrocinamos os asfaltos tapete, a riqueza desses países do norte completamente arrasados que sobrevivem sugando recursos de quem ainda os tem, incitando a guerra (comercial, etc.) para tanto….
    Fazer o que?
    O plano Marshall funcionou….

    • A economia brasileira é fichinha perto da americana. Nós estamos arrasados porque um fdp petista organizou uma quadrilha enorme de ladrões insaciáveis que destruiu o país.
      É fácil culpar os outros pelos nossos erros. O Brasil, meu caro, praticamente não existe para o mundo – voltamos a ser um paisinho de merda depois do Mentecapto Lula e sua analfabeta Dilma. Ah, ia me esquecendo: e o vergonhoso 7X1 para a ALEMANHA!

  4. Carlos, infelizmente com nossos políticos atuais qualquer empresa que for nacionalizada passará a servir unicamente como cabide de empregos e moeda de troca para apoios nesse “governar por coligação”. É preciso sanear o governo antes disso.

  5. Os crimes cometidos pelas empresas particulares em conluio com o governo e parlamentares – mensalão, petrolão, obras superfaturadas -, comprovam que a privatização também não seria a solução para os problemas da Petrobrás, como de resto para qualquer outra estatal!

    Em princípio, deve cair por terra a nomeação de diretores dessas empresas pelos governantes, como tem sido feito nas últimas décadas.

    O mal é a política que passa a dominar com a entrada de dirigentes cujas funções não são de administrar bem o patrimônio nosso, mas de roubá-lo, e aliados a complexos privados com o mesmo objetivo!

    Indiscutivelmente o petróleo tem a sua importância não só estratégica como também de o país não estar à mercê do fornecimento de combustível e gás nas mãos de quem apenas se interessa pelo lucro.

    Funcionários originários de cada estatal e concursados, mediante um bom Plano de Carreira, deveriam ascender ao poder;
    A política de preços seria de acordo à realidade do país;
    Ao governo seria proibido, conforme Emenda Constitucional, de nomear quem quer que fosse como mandatários dessas empresas;
    Da mesma forma, os ministros correspondentes à cada estatal – Minas e Energia, por exemplo -, somente seria nomeado um técnico, jamais um político ou parlamentar;
    Auditorias semestrais, independente e de fora do país, cujos resultados seriam publicados, de modo que o povo soubesse como andam as empresas que lhe pertence;
    Exigência de produtividade e lucratividade para reajustes salariais;
    Aperfeiçoamentos técnicos constantes, visando a colocação de supervisores e gerentes em cargos onde melhor desempenhassem as suas funções;
    Comissão Interna de análise do comportamento profissional e particular do servidor, que decidiria pela sua demissão ou transferência de funções/cargos, de modo a otimizar a capacidade do servidor com a necessidade da estatal.

    Privatização ou não, a corrupção continuaria do mesmo jeito, porém se a Petrobrás fosse mesmo vendida, o grande problema que teríamos seria perder o controle do fornecimento de combustíveis e gás, os custos verdadeiros de extração do petróleo, os lucros adquiridos, a valorização da empresa, a questão estratégica, de fundamental importância ao país, milhares de empregos que poderiam estar sendo canalizados para o povo, obviamente através de concurso público, e jamais por indicação política porque vedado ao governo tal concessão.

    A Petrobrás deixou de ser nossa para ser rateada entre partidos políticos, que se associaram a empresários desonestos, logo, o inverso continuaria acontecendo normalmente:
    Empresários desonestos e donos da Petrobrás, aliando-se a políticos corruptos para vender combustíveis e gás superfaturados!!!

  6. Caro CN … Bom dia!!!

    O que se precisa explicar é porque, com tanto investimento, a produção da Petrobrás continua a mesma desde 2.009 kkk KKK kkk

    Inclusive na Bacia de Campos … cai que cai KKK kkk KKK

    Abraço

  7. Júlio Marcelo de Oliveira defende abrir a caixa da OAB
    O Antagonista

    Júlio Marcelo de Oliveira, procurador do Ministério Público de Contas junto ao TCU, em artigo na Folha, defende que a OAB, como qualquer outra instituição da República, preste contas ao tribunal.

    “Todos os conselhos profissionais prestam contas, menos a OAB. Como eles, a OAB exerce poder estatal de polícia, fiscalizando e determinando quem pode ou não advogar, assim como o CFM fiscaliza o exercício da medicina e determina quem pode ou não atuar como médico. Também o CFM pode propor ADI perante o STF e também é guardião de valores fundamentais como a vida e a saúde; nem por isso, deixa de prestar contas das anuidades cobradas de todos os médicos (…).

    Curioso é que, quando se trata de usufruir de privilégios próprios da administração pública, a OAB não se faz de rogada. Acha ótimo gozar de imunidade tributária e considera perfeito usar a Justiça Federal para cobrar inadimplentes de anuidades cujos valores ela mesma estabelece e impõe, graças à parcela de poder estatal que lhe é confiada. Para ela, tudo isso pode. Só prestar contas é que não pode (…).

    Pelo contrário, em razão mesmo de sua posição institucional, da respeitabilidade inconteste, da missão de defesa da República e da ordem jurídica, a OAB, em vez de lutar pelo privilégio odioso de não prestar contas, deveria dar exemplo, fazendo questão não só de prestar contas ao TCU, como também de divulgar na internet, detalhadamente, todos os seus gastos. República é isso!”

  8. É então vamos tapar os olhos para os desvios atuais, e corrigir os erros de 40 anos atras, conta outra é só fumaça pra desviar o foco, os militares foram ruins, sim e da i , já passou, vivemos no agora, o que importa é de agora em diante.
    Realmente as vivandeiras alvoroçadas existem e dos dois lados.

  9. Não precisaria de ouvir o melhor especialista, bastava olhar o balanço da Petrobrás. A empresa conseguiu diminuir a dívida em 150 bilhões em apenas dois anos. De onde veio isto? Óbvio como 2+2 são 4, aumentaram a margem escandalosamente e venderam patrimônio a preço de banana como é característica principal de um tucanalha. Agora, nacionalizar é a pior solução, é solução de comunista, onde meia dúzia se dão bem em cima da população. Tem é que abrir concorrência, deixar florescer no país outras empresas de refino e extração, aí o preço vai abaixar. Não existe na Bolsa de Valores empresas com margem de 150%. Acho que a maior é a Seguradora da Caixa com 50% de margem líquida e mesmo assim vai cair. A maioria das empresas trabalha com margem líquida de 20% que é bem maior que a Selic.

  10. Petrobrás salvar o Brasil?
    ah-ah-aha, que piada.

    A Venezuela , um dos maiores produtores do mundo foi salva pelo petróleo?

    Temos que salvar o povo desse estado socialista que o escraviza com impostos altíssimos.

  11. Renacionalizá-la, mantendo o status de empresa sob controle majoritário do governo federal. Como seria o recrutamento e regime empregatício dos seus funcionários? Atualmente, o maior motivo da insatisfação de pessoas que dependem do serviço público, tem nome: a Estabilidade Funcional do servidor.
    Seria possível uma arrumação seria, saída das mãos de um governo pífio; refém dos traidores internos que se vendem à cobiça estrangeira?

  12. Aqui no Brasil nada deve mudar nos próximos 250 ou 300 anos já que precisamos ajudar a recapitalizar a Petrossauro destroçada e assaltada pelos partidos políticos, bem como consumir seus combustíveis e, portanto, pagar sua tributação absurda e indecente pra sustentar a máquina pública ineficiente e paquidérmica.
    A nação se comporta, consciente ou não, como gado num brete, pois é refém de uma matriz energética com monopólio do refino de uma estatal, ou seja, aceitamos passivos e pacíficos o estupro estatal do nosso bolso.
    Nestes momentos, eu me questiono: se existe uma classe exploradora é porque existe uma classe que é conivente. Será que os errados são os que usufruem dos impostos ou os pagam os impostos?
    Será que o verdadeiro “conflito” de classes, tanto apregoado pelas mentes marxistas/socialistas, não seria entre os pagadores de impostos e os que usufruem dos impostos?

    • O nosso foco deveria ser o estado e seu mecanismo arrecadatório e centralizador.
      Nunca deveríamos ter centralizado o poder e os recursos num único lugar, pois se torna muito convidativo para criminosos do estado e do setor privado tomarem conta dos nossos recursos.
      Deveríamos simplificar a arrecadação de impostos, migrando para a modalidade eletrônica, com isto os custos arrecadatorios seriam reduzidos ao mínimo, podendo-se inclusive extinguir a receita federal, visto que os impostos seriam insonegaveis. Também não haveria custos com escritórios contábeis.
      Extinguir a justiça trabalhista, visto que é uma safadeza socialista: quem se sentir explorado pelo patrão, que abra sua própria empresa e sinta na pele todos os riscos envolvidos. Empregue pessoas e não seja empregado.
      Fechar as casas das mães Joanas, tais como Senado e câmara dos dePUTAdos, pois destes lugares não sai nada, a não ser desperdício e roubalheira. O STF dos dias atuais é outra anomalia grosseira e cara. Portanto, também perdeu o sentido de existir para a sociedade.
      Estimular as pessoas a empreender e a empregar pessoas: quem for mais produtivo ou mais trabalhador, paga menos imposto de renda.
      Colocar um teto e salários pouco atrativos para funcionários públicos, bem como alíquotas de imposto de renda mais altas para estes, desestimulando concursos públicos bem remunerados, tais como judiciário, ministério público e receita federal.
      Diversificar a nossa matriz energética, passando utilizar fontes renováveis, tais como eletricidade e ficando blindados de greves.
      No final, temos que nos conscientizar, que todo brasileiro ama o estado e odeia os políticos, só que esquecemos que são estes seres pantanosos que parasitam os estado, visto que o melhor exemplo disto é o partido que está no poder atualmente, visto que o mesmo nunca largou a teta deste a democratização do país. Estado e políticos foram feitos um para o outro. Então, nada mais racional de cuidar para que o estado seja pequeno, pois este inexoravelmente vai ser infestado por parasitas.
      Por fim, estou ciente, que o estado e por consequencia os políticos nos dão exatamente tudo o que queremos:
      Se pedirmos bolsas esmolas para a classe pobre, concursos públicos milionários para a classe média e subsídios e protecionismos para a classe rica, teremos tudo isto bem atendido pela classe parasitária, pois eles têm olhos e ouvidos bastante afiados. Até agora foi nos dado exatamente tudo o que a mentalidade coletiva brasileira desejou. Estou errado?
      Um abraço e bom final de semana para todos.

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