“É um exagero”, afirma Arthur Virgílio sobre a convocação de Bolsonaro para a CPI

Virgílio defende o respeito à isonomia dos poderes

Vicente Limongi Netto

O ex-senador e ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), usou suas redes sociais nesta quarta-feira (26.5) para se posicionar contra o requerimento apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é vice-presidente da CPI da Pandemia, convocando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a ser ouvido pelos parlamentares na condição de testemunha.

“A convocação de um presidente para uma Comissão Parlamentar de Inquérito é um exagero. Há um arsenal de armas dentro da democracia para puni-lo por seus erros, como a figura do impedimento – no próprio Congresso Nacional – e a representação no Supremo Tribunal Federal. Na democracia não cabem hipérboles, basta apenas o cumprimento da lei”, escreveu Virgílio.

QUEBRA NA ISONOMIA – Ainda segundo o político amazonense, a medida é uma quebra na isonomia de poderes. “Todos sabem da minha posição de oposição ao governo de Jair Bolsonaro. Mas, coerente com a minha luta pela democracia, não concordo com a convocação do presidente para CPI da Pandemia”, defendeu, ao lembrar do trágico suicídio de Vargas e o episódio da República do Galeão.

“Com todo respeito e amizade ao senador requerente, mas não sou a favor de atitudes extrademocráticas, extranormais ou extrajustas. Todas as vezes que houve golpe neste país nós perdemos, porque só ganhamos, verdadeiramente, com a democracia”, finalizou Arthur Virgilio.

A proposta do senador Randolfe Rodrigues ainda não foi votada, uma vez que o regimento interno do Senado prevê que um requerimento deve ser apresentado com, pelo menos, 48 horas de antecedência para ser apreciado pela CPI.

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