Economistas advertem que, sem corte de gastos, a situação está ficando cada vez mais preocupante

Charge Erasmo Spadotto - Crise - Portal Piracicaba Hoje

Charge do Erasmo (Arquivo Google)

Alvaro Gribel
O Globo

Mais do que por palavras, o mercado financeiro fala pelos números, e eles indicam uma preocupação cada vez maior com a economia brasileira. Vários indicadores estão refletindo essa visão: o real é a moeda que mais se desvaloriza entre os emergentes, os juros futuros voltaram a subir, a bolsa opera abaixo dos 100 mil pontos, e o risco-país está em alta.

O que mais pesa é o temor fiscal, pelo crescimento da dívida e a dificuldade de tramitação das reformas, mas também entrou no radar uma possível elevação da inflação.

AJUSTE FISCAL – Os preços no atacado subiram muito, o IGP-M chegou a 18% em 12 meses até setembro, e o receio é de que haja repasse aos consumidores. O dólar é outra fonte de pressão.

— Estamos com posição cautelosa há três ou quatro semanas, com redução de risco e exposição. Se não houver o ajuste fiscal previsto, certamente você vai ter um impulso inflacionário porque a tendência do real também é desvalorizar. Isso tudo se reflete no mercado de juros — explicou Álvaro Bandeira, sócio e economista-chefe do banco digital Modalmais.

INVESTIMENTOS EM BAIXA – Apesar de a inflação no atacado estar muito alta e os preços dos alimentos terem subido, a inflação aos consumidores permanece baixa, em 2,44% pelo IPCA de agosto. Ainda assim, os juros futuros têm disparado e isso encarece o financiamento de longo prazo.

 A aposta do governo de destravar investimentos em infraestrutura, por exemplo, fica mais difícil. Segundo levantamento feito pelo economista Fábio Giambiagi, com dados da Ambima, os títulos com vencimento em 30 anos saltaram de 3,6% em fevereiro, antes da pandemia, para 4,7% na última sexta-feira. No ano passado, a taxa média foi de 4,1%.

DÍVIDA DESCONTROLADA – O economista Nathan Blanche, sócio da Tendências Consultoria, acha que o mercado financeiro ainda está pegando leve com o governo por causa da proximidade das eleições municipais, que dificultam a condução do ajuste fiscal.

Ele diz, no entanto, que depois disso o presidente Bolsonaro terá que se decidir: “Se ele não seguir pelo caminho do corte de gastos, os juros vão continuar subindo e a dívida ficará impagável”, alertou. Enquanto a dívida do Brasil chegou a 85%, Chile, Colômbia, México e Peru têm endividamento médio de 39%. Assim, Nathan não vê espaço para ampliação de um programa de renda básica.

7 thoughts on “Economistas advertem que, sem corte de gastos, a situação está ficando cada vez mais preocupante

  1. Qual o problema financeiro do governo? Falta verba, crie CPMF ou recupere as rachadonas. Ah, poderiam também reduzir a comitiva presidencial nos deslocamentos por terra. É um exagero vergonhoso o uso de tantos veículos para transportar um presidentinho egocêntrico e desmiolado. Haba sacus!

  2. Nero se contentou em incendiar Roma. Jair Bolsonaro, com seu pau mandado Salles, incendiaram as nossas florestas, permitido grileiros, fazendeiros inescrupulosos sem que invadiram terras do governo sem titulo de propriedade, e criminosos que não só desmataram como usaram mercúrio para tirar toneladas de ouro de terras indígenas e de terras públicas e, pior, ele quer dar título de propriedade a estes fazendeiros ilegais, criminosos e assassinos de índios, tanto os que mantém contato dom os brancos quanto os índios isolados, que hão querem contato com os brancos e desejam manter sua língua e tradição cultural, o que é de seu pleno direito. Bolsonaro é um incendiário genocida. Com isso, o capital estrangeiro está deixando em massa os investimentos no Brasil.

  3. Eu gostaria muito que um economista me contestasse porque afirmo, categoricamente, que se existe alguém que NADA SABE de economia é exatamente o economista!

    Estudar por tanto tempo para ter somente como solução cortar gastos, qualquer dona de casa tem mais aptidões e qualidades que nossos célebres especialistas nesse segmento.

    Em princípio, cortar gastos significa que a arrecadação do país não está sendo apropriada para o seu custo.
    Pelo fato de não precisar de criatividade alguma, as decisões invariavelmente advém de aumentos de impostos, constituindo-se a mais estúpida e burra possível!

    Ora, se a arrecadação está aquém da necessidade, aumentar a carga tributária VAI DIMINUIR mais ainda o consumo, com o governo obtendo menos dinheiro que o calculado.

    Então ele parte para o terrorismo social congelando salários, acrescentando descontos através de aumentos na previdência, atrasando pagamentos e quitando-os em parcelas.
    Sempre medidas levadas a efeito contra o povo, a massa que sustenta os poderes, e nada, absolutamente nada, referente às castas que vivem nababescamente às custas da pobreza, miséria e do desemprego atuais!

    Dito isso, se ontem escrevi que Paulo Guedes é idiota e imbecil, assim como seu chefe, Bolsonaro, repito as palavras nesse comentário, pelo fato de mais uma vez a falta de criatividade por parte do governo federal é escandalosa, inacreditável.

    Muito antes de cortar gastos, CASO FOSSEM RELATIVOS À VIDA MANSA DO LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO, então o aplauso da população, o ministro, que brinca de economia, deveria AUMENTAR A ARRECADAÇÃO!

    Se o dinheiro está curto, e o Planalto quer gastar mais pela condenação imposta a milhões de pessoas que recebem o Bolsa Família, um contingente de pessoas improdutivas, que as colocasse para trabalhar, pagando um salário mínimo e direitos trabalhistas!

    As arrecadações de impostos de várias origens seriam a solução para qualquer governo, menos ocasionar aumento de impostos que geram desemprego E SONEGAÇÃO!

    Enquanto esta administração patética, incompetente, irritantemente sem qualquer criatividade, seguir nessa linha que jamais deu certo em qualquer canto do mundo, o Brasil vai de vento em popa para o buraco.

    Se não decidir enfrentar o desemprego, mediante a abertura de campos de trabalho, que já cansei de escrever que seriam as construções de ferrovias, rodovias, pontes, viadutos, elevadas, túneis, metrôs, escolas e hospitais, os dados econômicos de Bolsonaro serão cada vez piores que os anteriores!

    Não há solução para um país com seus gastos absurdos com os poderes constituídos, que cortando gastos e aumentando impostos, consertará o problema, pelo contrário.

    Mas isso que escrevo é primário, corriqueiro, que me causa espécie um economista que até estudou no exterior não saber!!
    A menos que não possa implantar a solução verdadeira que apontei combatendo o desemprego, pois não quer o presidente, e seu comportamento indica que detesta o povo, que o despreza, então a questão é outra, que está torrando Guedes e deixando-o ser execrado em praça pública.

    Independente do instável Bolsonaro, o povo só tem pela frente desespero, desemprego, e uma vida de sofrimento constante e insuportável.

    Sendo assim, mais uma vez apelo ao meu mestre Bortolotto, que me corrija se eu estiver errado que, a solução para o Brasil, a meu ver, passa obrigatória e principalmente, pelo desemprego.

    Mais gente trabalhando teríamos mais arrecadações;
    a economia seria fortalecida;
    o comércio seria incentivado;
    a indústria teria como produzir mais;
    os serviços voltariam a funcionar;
    o país poderia voltar a se desenvolver.

    Agora, cortar custos, na razão inversamente proporcional ao aumento de impostos, trata-se de uma ideia digna de mentecaptos, idiotas e imbecis, que não conseguem enxergar um palmo adiante de seus focinhos!

  4. Prezado Colega Sr. FRANCISCO BENDL,

    Quando o Gov. do Brasil consome +-36% do PIB em Carga Tributária, e ainda tem um Deficit Nominal ( o que leva em conta o Custo do Carregamento de uma alta Dívida Pública de +- 85% do PIB e crescente) de +- 10% do PIB, CUSTANDO atualmente +- 46% do PIB, ou seja quase a metade do PIB, agora tudo agravado com o Custo do Gov. com a Pandemia Covid-19 estimado em +- R$ 600 Bi/2020, e +- R$ 300 Bi/2021, não tem outra alternativa que o Gov. CORTAR CUSTO e AUMENTAR a Arrecadação.

    Nossa ideia para o Gov. Cortar Custos de sua Folha de Pagamentos: Aumentar a Alíquota Max. de Imposto de Renda na Fonte de 27,5% para 50%, assim os Funcionários que ganham o máximo levariam para Casa, – 22,5%, o que nos parece ficaria razoável. Quem ganha mais tem que contribuir com mais para a manutenção do Estado.
    Outra grande Despesa do Gov. Juros da Dívida Pública, agora já está no mínimo com o Juro Básico SELIC de 2%aa com viés de baixa, portanto em território NEGATIVO, mais que isso não dá para fazer.

    O aumento da ARRECADAÇÂO como o senhor bem diz deve vir do crescimento da Economia / Redução do DESEMPREGO, via uma Vanguarda de Investimento Gov. “Plano Brasil” de iniciais R$ 135 Bi para terminar Obras paradas e abrindo caminho para o grosso da Tropa da Iniciativa Privada no aproveitamento do êxito.

    Fazer um grande esforço para se aumentar a LUCRATIVIDADE das Empresas;

    Aumentar muito as EXPORTAÇÔES LÍQUIDAS, principalmente em Produtos Manufaturados.

    O Brasil é muito viável com seus 220 Milhões de Habitantes entre os quais tem muita Gente de grande CAPACIDADE em todos os campos.

    Estudei os 2 Modelos Básicos de Desenvolvimento Econômico do Brasil:
    Império e República até 1930 – Liberalismo Laissez-Faire. Estado pequeno.
    República 1930 começando com o grande Presidente GETÚLIO VARGAS – Nacional-Desenvolvimentismo Industrial Semi-Estatal. Estado médio que acabou inchando a Grande,
    Embora o Nacional-Desenvolvimentismo Industrial desse muito mais Desenvolvimento e Padrão de Vida para a média do POVO, ambos acabaram fracassando por INDISCIPLINA FISCAL ( O Gov. gastando sempre bem mais do que Arrecada e se Endividando até o Limite).

    A nosso juízo, o Gov BOLSONARO/MOURÃO deveria optar claramente pelo melhor Modelo de Crescimento, o NACIONAL-DESENVOLVIMENTISTA INDUSTRIAL expurgando-o dos excessos cometidos no passado que o levaram ao fracasso lá pelos anos 90, e do qual ainda não nos recuperamos.

    A Argentina, País que já foi RICO lá por 1900 ( Padrão da França) mostra bem claramente como a INDISCIPLINA FISCAL fracassa qualquer tipo de Economia.

    Abração.

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