Economistas alertam governo sobre a ameaça do crescimento da dívida pública

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Charge do Kayser (Blog do Kayser)

Antonio Temóteo
Correio Braziliense

Além de alterar as normas para concessão de benefícios do Instituto Nacional do Seguro (INSS), o governo precisa encaminhar uma série de medidas para reequilibrar as contas públicas e melhorar o ambiente de negócios. Essa é a avaliação dos economistas Marcos Lisboa, presidente da escola de negócios Insper, Samuel Pessôa, da Fundação Getulio Vargas (FGV), e Mario Mesquita, do Itaú Unibanco.

Os três palestraram no 1º Seminário Internacional da Dívida Pública, realizado pelo Tesouro Nacional, e detalharam que o reequilíbrio das contas públicas é fundamental para que o país volte a crescer de maneira sustentável e para que o investimento volte a crescer. Lisboa ressaltou que empresários, trabalhadores do setor privado e servidores públicos precisarão dar sua cota de sacrifício e os privilégios existentes precisam acabar.

INSUSTENTÁVEL – Mesquita relembrou que nos últimos cinco anos a dívida pública cresceu 23 pontos percentuais e sem a reforma da Previdência o teto de gastos é respeitado, no máximo, até 2020. “A trajetória de crescimento da dívida pública é insustentável. Temos sim um problema de solvência”, alerta. Nas contas dele, sem reformas os gastos terão crescimento real de 2% e a dívida chegará a 103% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025.

A aprovação de reformas é urgente já que o ambiente internacional favorável pode estar perto do fim, destaca Pessôa. Conforme ele, com a aceleração do ritmo de crescimento da economia dos Estados Unidos, a tendência é de que o mercado de trabalho norte-americano comece a pressionar os preços de produtos e serviços do país. Com isso, o Federal Reserve (FED), o Banco Central dos Estados Unidos, seria obrigado a aumentar os juros, o que traria efeitos negativos para a economia brasileira.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Até que enfim os economistas parece que estão saindo da letargia para alertar o governo sobre a ameaça da dívida pública, que virou uma bomba-relógio. O assunto é tabu no governo, ninguém fala a respeito, e a mídia faz silêncio para agradar aos banqueiros. Assim, fica parecendo que o gravíssimo problema não existe. Na verdade, a irresponsabilidade com que a dívida é tratada chega a ser criminosa. O assunto deveria ser debatido todos os dias na mídia, obrigatoriamente. Mas quem se interessa? (C.N.)

10 thoughts on “Economistas alertam governo sobre a ameaça do crescimento da dívida pública

  1. Caro Newton, o amigo já vem denunciando essa divida criminosa, que está chegando a casa dos 5 trilhões. Temer/Meireles nada falam, e o Brasil, nesse caminhar, irá em breve para o Caos, levando ao desespero a população. Verdadeiras quadrilhas hediondas da caneta, nos transformou em republiqueta. Que Deus nos ajude, a sair pacificamente desse pantanal.

  2. Caro Carlos Newton,

    Desde sempre tenho colocado que a dívida pública federal e seus encargos é o maior problema do Brasil baseado nos estudos da auditora aposentada da Receita Federal Maria Lúcia Fatorelli que produziu o estudo Auditoria Cidadã da Dívida. Deve ser lembrado que essa auditoria foi vetada pela Presidente Dilma Roussef. A mídia corporativa é totalmente omissa em relação a esse assunto tendo desviado todo o noticiário político para a questão da corrupção. Finalmente estão surgindo economistas que são ouvidos por essa mídia e pelo mercado e que já alertam sobre a bomba-relógio que aguarda os brasileiros nos próximos anos. Só discordo do Théo Fernandes sobre sair pacificamente de tudo isso. Tudo que vemos diariamente só nos conduz a uma sociedade mais violenta, revoltada e desesperançada, principalmente com o fato de termos uma mídia onde o noticiário negativo e pessimista é predominante. Não é exagero. Uma edição dos principais telejornais tem mais da metade do noticiário ou sobre corrupção ou sobre violência. A dívida pública e seus encargos nos montantes em que são divulgados na mídia, torna qualquer governo inviável, sem recursos para investimentos e principalmente saúde, educação e segurança (do Orçamento de R$ 3,5 trilhões de 2018 R$ 1,77 trilhão é para a rolagem da dívida). A mídia alternativa precisa sempre estar publicando artigos como esse, pois existe um tabu sobre a discussão desse assunto na mídia corporativa em geral, bloqueada pelos grandes grupos financeiros nacionais e estrangeiros.

  3. Carlos Newton,

    O Amir Khair, que parece dominar o assunto da dívida pública (abaixo), não escreveria um artigo atualizado a respeito para o Tribuna?:

    Despesa com Juros no Setor Público
    A PEC do teto de gastos só trata de conter despesas primárias (que exclui o pagamento de juros), e a despesa com juros é a principal causadora do déficit fiscal. Em 2015, foi responsável por 82% desse déficit, a perda de arrecadação por 13% e o aumento de despesas por 5%.

    A explosão do déficit fiscal ocorreu a partir de 2014 (R$ 413 bilhões) e 2015 (R$ 676 bilhões), e este ano (2016) caminha para valor próximo a R$ 650 bilhões! O governo fala em R$ 170 bilhões, pois se “esquece” dos juros.

    “Esqueceram a LRF”, 18/12/2016.
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    A despesa com juros no setor público explodiu: passou de R$ 249 bilhões em 2013 para R$ 311 bilhões em 2014 e R$ 502 bilhões em 2015, levando o déficit nominal para o pico de R$ 613 bilhões!

    “O cão mordendo o rabo”, 23/10/2016.
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    Enquanto o governo batalha junto ao Congresso para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional PEC 241, que estabelece o congelamento por 20 anos das despesas primárias (que excluem juros), o impacto fiscal da política monetária vai aprofundando o déficit fiscal que pode ultrapassar R$ 670 bilhões neste ano (2016)!

    O déficit público previsto para este ano (2016) não é de R$ 170 bilhões como afirma o governo, mas sim de R$ 670 bilhões, pois ele omite cerca de R$ 500 bilhões (!) que é o déficit causado pelos juros.

    “Armadilhas monetárias”, 25/9/2016.
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    Se o desafio é o equilíbrio fiscal, não pode ficar escondido o principal causador deste desequilíbrio que são os juros responsáveis em 2015 por 82% (!) do déficit fiscal. Chega de proteger o sistema financeiro liderado pelos grandes bancos. Há que os pôr no centro do debate, juntamente com os danos causados pelo Banco Central.

    “Foco fiscal”, 14/8/216.
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    Em 2015 o déficit fiscal atingiu R$ 613 bilhões, dos quais R$ 502 bilhões foram despesas com juros e R$ 111 bilhões foram de déficit primário. Assim, os juros responderam por 82% do déficit do setor público e o déficit primário por 18%.

    “Nuvens carregadas”, 17/7/2016.
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    Neste ano (2016), os juros podem alcançar R$ 600 bilhões (!)… No ano passado os juros atingiram R$ 502 bilhões.

    “Até quando ficar no atraso?”, 22/5/2016.

    O Estado de S. Paulo, Economia, por Amir Khair, Mestre em Finanças Públicas pela FGV e Consultor.

  4. Quando se passou por um forte Ciclo de Contração Econômica, ( 2015 e 2016), a Dívida Pública dispara junto com o Desemprego.
    Quando se entra num Ciclo de Expansão como devemos entrar a partir de 2018, criam-se as condições para a redução relativa ao PIB, da Dívida Pública, e do Desemprego.

    Então, para se reduzir a Dívida Pública/Desemprego, é necessário produzir um forte Ciclo Expansionista.
    Querer fazer as duas coisas ao mesmo tempo, reduzir a Dívida Pública e reduzir o Desemprego é o mesmo que dirigir o caminhão com o pé todo no freio e no acelerador ao mesmo tempo. Não dá.

    Aliás, a correta Charge do Kayser vai a raiz do problema, pois o Riograndense pede ao Santo Negrinho do Pastoreio que Nos ajude encontrar o Deficit Zero, na realidade o Superavit Primário, esse disparado o nosso maior problema.

    Lenda do Santo Negrinho do Pastoreio:

    O Negrinho do Pastoreio era um dos Capatazes, encarregado de um rebanho de ovelhas, de um cruel Fazendeiro. Certa Sexta-Feira a tarde, na contagem das ovelhas, faltou uma, e o cruel Fazendeiro, para dar exemplo a todos, mandou “estaquear” ( amarar com tentos o Negrinho pelos pés e mão, a quatro estacas), sobre um formigueiro, besuntar todo seu corpo com mel para que as formigas rapidamente o devorassem.
    E assim aconteceu.
    O Senhor D´US, comovido com a injustiça, deu a Alma do Negrinho, o direito de cavalgar livremente por todos aqueles campos do Rio Grande e ajudar qualquer Riograndense que perdesse algum Bem, uma ovelha, boi, cavalo, moeda, documento, etc, encontrar.

  5. Auditoria da dívida também ninguém fala. Controlar a circulação do dinheiro aumentando o depósito compulsório dos bancos também ninguém fala. E que em crise o aumento dos juros é somente pra preservar o ganho dos ricaços ninguém também fala. E finalmente, que esse tamburete central só existe pra beneficiar os banqueiros ninguém também fala.
    Mas eu falo.

  6. A essa altura, só uma auditoria pode atacar o problema, pois a maior parte da dívida já foi paga. Sem isso, a dívida e os juros, mesmo baixando, sangra o país e é absolutamente impagável, s o país faliu, é só aguardar o momento em que se admitirá isso. Sem essa providência, todas as reformas são inóquas, e a violência urbana e agora também rural, vai explodir ainda mais que os 10% de homicídios mundiais que aqui são cometidos. Muitas mortes não devem nem fazer parte das estatísticas.

  7. Bomba-relógio, na verdade, é a própria república 171 do partidarismo eleitoral, do golpismo ditatorial e dos seus tentáculos, velhaco$, empurrada até aqui pelo me$mo$, com a barriga e a lábia, à moda vamos levar essa bagaça até onde der, e já deu, o golpe acendeu o estopim da dita cuja e tudo está prestes a ir par os ares porque nela tudo, ou quase tudo, apodreceu. A culpa maior de tudo isso aí é do partidarismo e do golpismo, sem vergonha na cara, que, no Brasil, há 127 anos são o protagonistas das benesses e do ocaso da dita cuja. E vejam só quem são os favoritos da disputada eleitoral para 2018, ou seja, as suas duas únicas vias, Bolsonaro X Lula (gospismo X partidarismo), podem até mudar os personagens, mas golpismo X partidarismo e vice versa, que, há 127 anos, vivem em sistema de simbiose e revezamento no poder ninguém muda, exceto Deus, talvez.. Daí, a tentativa da RPL-PNBC-DD-ME, o único fato novo no front, apresentando-se como a Terceira Via de Verdade em contraponto ao domínio dos ditos cujos. O duro é combinar isso com os me$mo$, os rabos presos com os me$mo$, os dependentes dos me$mo$, e os tentáculos dos me$mo$.

    • Vejam na mídia merda ‘ n água , enquanto tentáculo poderoso do dito cujo $istema político podre, que é pautado por ela em seus programas de entrevistas senão apenas o mais dos me$mo$. E isso só terá fim, pela Revolução Redentora, ou até que devorem o último centavo do erário nacional, a ser depositado em paraísos fiscais, porque os sonho$ dos me$mo$, ou dos mais “espertos”, são todos estrangeiros, é roubar o máximo que puderem aqui para viverem bem lá.

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