Economizar R$ 1 trilhão em dez anos? Só reduzindo aposentadorias e pensões…

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Charge reproduzida do Arquivo Google

Pedro do Coutto

De fato, somente cortes no valor das aposentadorias e pensões podem acumular 100 bilhões de reais por ano ou um trilhão de reais em dez anos, como anunciou o Ministro Paulo Guedes. Aliás não só essa impossibilidade encontra-se no elenco de perspectivas destacadas pelo governo para levar à aprovação final o projeto de reforma da Previdência. Há também que considerar reivindicações dos deputados do Centrão que desejam receber complementações capazes de superar reações contrárias de eleitores no caso de o projeto ser aprovado.

Há uma terceira proposta de sedução que se encontra em outro compromisso bancado pela equipe econômica, através da qual cada deputado receberia uma cota de 40 milhões de reais aplicados em obras públicas.

IMPOSSIBILIDADES – A meu ver, nesse elenco de sedução encontram-se duas impossibilidades. A primeira é que nenhuma medida econômica seria capaz de permitir esse acúmulo de recursos, sejam eles originários do INSS, sejam eles originários da fonte pagadora do funcionalismo federal. Vamos por partes.

Primeiro, comecemos pela reportagem de Bruno Goes, Geralda Doca e Marco Grillo, edição de ontem de O Globo. Além de apresentar um panorama geral da decisão da Comissão de Constituição e Justiça, o conteúdo da matéria faz alusão à meta de economizar 1 trilhão de reais em 10 anos.

Na minha opinião tal objetivo é fantasioso e improvável. A menos que o governo não reajuste as aposentadorias e pensões, incluindo o peso das taxas de inflação anuais. É o único caminho, não existe outro.

SOB SIGILO – Por causa desses detalhes é que Paulo Guedes não especificou até hoje a fonte dos recursos para a finalidade, a meu ver impossível.

Em O Estado de São Paulo, matéria de Adriana Fernandes, Idiana Tomazelli e Camila Purielli focaliza a reivindicação dos representantes do Centrão, que só votarão o projeto se compensados no reflexo popular que poderá atingi-los nas urnas de 2022. Como se vê, mais um complicador.

E uma terceira etapa visando repasse de recursos públicos foi focalizada na reportagem de Ângela Baldini, Camila Matoso, Tiago Resende e Ranier Bragon, Folha de São Paulo. A matéria destaca ser propósito do governo liberar 40 milhões de reais em emendas prevendo obras públicas por deputado que votar a aprovação da reforma.

PROPOSTA INDECENTE – Esta terceira matéria prevê uma tempestade em decorrência de proposta inaceitável sob o ângulo da ética. Na sessão de ontem da Câmara esta terceira matéria provocou reações e confusões generalizadas. Esse quadro ilumina as variantes que envolvem a votação da emenda constitucional encaminhada a Câmara dos Deputados.

Dois pontos desejo destacar: A impossibilidade de o governo conseguir economizar 1 trilhão em dez anos e a distribuição dos destaques apresentados por cada deputado para a realização de obras públicas nos seus redutos eleitorais.

O impossível substitui a realidade. Não é possível, por falta de recursos, distribuírem-se 40 milhões de reais aos deputados que aprovarem a matéria. Sonho de uma noite de verão.

28 thoughts on “Economizar R$ 1 trilhão em dez anos? Só reduzindo aposentadorias e pensões…

  1. Fantasiosa é a palavra como tem sido a forma como são expostas as justificativas para mais esta mudança nas regras da previdência. Não adianta falar que o povo está ficando velho e mais outras piruetas e falácias, o povo sabe bem qual a verdadeira razão. Bolsonaro arrisca sua reeleição ou até, para alegria da oposição, seu mandato neste projeto que a mais de dois anos tem sido massificado por Temer com auxílio da mídia. A mesma mídia alardeia também as manobras para que a medida passe, requisito exigido por Maia, que usou o nome de “articulação”. Presente gordo de emendas e loteamento de cargos é a forma como saem projetos preponderantemente impopulares e banânia. Para se trair a vontade do eleitor, seu parlamentar precisa de compensações.

        • Tá certo e obrigado.
          O problema é que estamos numa situação de terra arrasada e tem-se que tentar alguma coisa.
          Não acredito que a equipe econômica possa estar equivocada (até pode ter uma falha ou outra de pouca monta), mas no geral é isso mesmo. Não temos saída com esse o estado de destruição do país deixado pela esquerda. Temos que ser minimamente otimistas, pois se a economia se recupera, poder-se-a sempre melhor a situação dos carentes com aperfeiçoamentos nos projetos.

          • Mário Jr. o cidadão que usa tapa olho.

            Se aprovada não tem volta, mesmo porque com a política monetária e a manutenção dos juros altos, não há economia que cresça.

            Quer que eu desenhe?

          • Prezado Ôlho,
            Ninguém está falando em volta.
            Está-se apenas mostrando uma realidade que, quando positiva, pode beneficiar aqueles que estão em estado de carência.
            Esse estado de carência de 30 milhões de brasileiros já perdura há décadas neste país e grande parte da responsabilidade dessa situação se deve à esquerda. Com o governo passado ficaram sem emprego mais de 13 milhões de cidadãos.
            Sem mais por agora, agradeço a atenção.

  2. Deixa vê se entendi:

    O governo é acusado de da R$ 40milhões a cada deputado em troca de aprovar a reforma.

    Depois o governo é acusado de enganar os deputados, pois não é possível distribuir R$ 40 milhões a cada deputado.

  3. Capitalização pura’ tem chance zero de passar na Câmara, diz Rodrigo Maia

    Reprodução/GloboNews
    25.abr.2019 – Rodrigo Maia dá entrevista ao Central GloboNews
    Imagem: Reprodução/GloboNews
    do UOL
    Do UOL, em São Paulo
    25/04/2019 05h20
    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na noite de ontem que o regime de capitalização proposto pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, na reforma da Previdência tem “chance zero” de passar na Câmara………..

    https://www.bol.uol.com.br/noticias/2019/04/25/rodrigo-maia-capitalizacao-pura-tem-chance-zero-de-passar-na-camara.htm

  4. “Os problemas a serem enfrentados pelo Gov Bolsonaro são graves e urgentes demais para q se fique a especular as entrelinhas do q diz o Vice, Gen Mourão. Quem o faz, sabendo ou não, está servindo à oposição.
    Para quem quer encontrar pelo em ovo, eu adianto, é perda de tempo!”

    (Gen. Paulo Chagas)

    • O Gen. Paulo Chagas é cumunistaaaa!!!

      O Gen. Paulo Chagas é esquerdopataaa!!!

      O Gen. Paulo Chagas tá com medo de perder a boquinhaaaa!!!

      (Escrito em MODO BOLSONETE HISTÉRICA E PELANCUDA)

  5. ESDRÚXULO PARLAMENTARISMO: Mais de R$ 50 bilhões serão “investidos” via emendas impositivas de deputados federais durante o mandato de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022, passando dos atuais R$ 15 milhões para R$ 25 milhões por parlamentar/ano, em troca da aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, caso se confirmem a notícia do link adiante e o roteiro proposto pelo governo. E a conta não fecha aí, pois o que vai para deputados federais aumenta também nas emendas dos senadores. Como resultado prático dessa negociação, em 10 anos, deixará de girar R$ 1 trilhão na base social da pirâmide, esboçando a cópia esdrúxula de um sistema parlamentarista que já foi reprovado pelos brasileiros em dois plebiscitos (1963 e 1993) e pelo qual minorias conservadoras submetem cada vez mais as maiorias marginalizadas. https://catracalivre.com.br/colunas/dimenstein/folha-revela-bolsonaro-ofereceu-dinheiro-para-parlamentares

    OPINIÃO PUBLICADA: A campanha publicitária da reforma da previdência foi aprovada em reunião ontem à noite no Palácio do Planalto. Ficou decidido que a Secom vai investir 40 milhões de reais em propaganda para divulgar o novo modelo de aposentadoria proposto pelo governo. https://headtopics.com/br/reforma-da-previd-ncia-ter-campanha-de-40-milh-es-de-reais-radar-5492502

  6. Mais de R$ 50 bilhões serão “investidos” via emendas impositivas de deputados federais durante o mandato de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022, passando dos atuais R$ 15 milhões para R$ 25 milhões por parlamentar/ano, em troca da aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, caso se confirmem a notícia do link adiante e o roteiro proposto pelo governo. E a conta não fecha aí, pois o que vai para deputados federais aumenta também nas emendas dos senadores. Como resultado prático dessa negociação, em 10 anos, deixará de girar R$ 1 trilhão na base social da pirâmide, esboçando a cópia esdrúxula de um sistema parlamentarista que já foi reprovado pelos brasileiros em dois plebiscitos (1963 e 1993) e pelo qual minorias conservadoras submetem cada vez mais as maiorias marginalizadas. https://catracalivre.com.br/colunas/dimenstein/folha-revela-bolsonaro-ofereceu-dinheiro-para-parlamentares

    OPINIÃO PUBLICADA: A campanha publicitária da reforma da previdência foi aprovada em reunião ontem à noite no Palácio do Planalto. Ficou decidido que a Secom vai investir 40 milhões de reais em propaganda para divulgar o novo modelo de aposentadoria proposto pelo governo. https://headtopics.com/br/reforma-da-previd-ncia-ter-campanha-de-40-milh-es-de-reais-radar-5492502

  7. A aposentadoria com 60% dos vencimentos para o setor privado e 70% para funcionário público não está correta. No mínimo colocar 70% também para o setor privado. Esta reforma vai dar muito mais que um trilhão, ela é dura e coloca um pouco de ordem principalmente na farra das aposentadorias públicas. Mas, o Congresso tem que corrigir alguns pontos equivocados.

  8. Reforma meia sola, só o povão quem vai pagar esta conta, militares estão excluídos, é de matar este governo e ainda comete crime oferecendo R$ 40 milhões para aprovar a reforma.

  9. A reforma é necessária, mas não dessa forma, que só é boa para os bancos e empresários. Eis um resumo das maldades:
    – Retira a previdência da CF, e passa a ser por lei complementar, gera insegurança e mudanças rapidas;
    – não existe déficit, na seguridade social ou na previdência social;
    – DRU retira 30% da seguridade social;
    – Regime de repartição, ativos pagam aposentados (3,5×1) tem superávit pois 3 pagam 1;
    – renúncia fiscal empresas – perda receitas da seguridade social – 60 bilhões;
    – dívida ativa, ineficácia da cobrança – 488 bilhões;
    – auditoria da dívida pública, taxa Selic paga aos bancos;
    – OIT capitalização no mundo em 2018 – pesquisem;
    – na capitalização chilena, aposentados ficam na penúria, há muitos suicídios de idosos por isso;
    – fracasso da capitalização, Brasil na contra-mao, países voltam atrás;
    – Um dos bancos que paga aposentados no Chile: BTG Paulo Guedes;
    NO BRASIL
    – capitalização individual, risco do trabalhador;
    – contribuição patronal facultativa;
    – espectativa de vida, se viver mais corre o risco de ficar sem aposentadoria;
    – sigilo dos dados;
    – contribuição extraordinária quando houver déficit, em lei complementar – governo, pela DRU retira 30% da seguridade social para outros fins, evidente que vai haver déficit sempre;
    – direito adquirido garantido;
    – bilhões da capitalização ficarão na posse dos bancos, em caso de crise esse dinheiro pode sumir, ou o banco quebrar.

  10. Sem levar em consideração o estado de destruição que a esquerda e o populismo nos legaram e que é de uma gravidade de terra arrasada depois de um bombardeio numa guerra, não há como se fazer um comentário com um fundamento seguro para a situação que se encontra o nosso país.
    Assim, temos que ser minimamente otimistas com o que o projeto que essa equipe econômica propõe. Qualquer pessoa sabe que para se curar uma doença grave o remédio é sempre amargo.
    Devemos deixar de lado nossos egoísmos, nossas preferências políticas,etc, porque a situação é caótica. Situação que, se melhorar com as medidas propostas, poderá propiciar condição para melhorar a situação daqueles hoje mais carentes.

  11. Corte das aposentadorias e pensões não somente soam como impossíveis, principalmente no primeiro caso, que representaria verdadeira injustiça com quem contribuiu na ativa enquanto que, no segundo, não se trata do contribuinte de de pessoa que trabalhou para ter, mas sim de pessoa que recebe como beneficiária dos outros.

    Se fossem pessoas com ideias honestas e éticas, aquelas que propõem a reforma imediatamente adotariam como questão número um a taxação das pensões em valores muito maiores.

    Atualmente, a pensão vitalicia nada mais representa do que ganhos fáceis, enriquecimento sem causa de quem não colocou a mão na massa.

    Se tem como mira a manutenção da vida que antes o cônjuge tinha em comum com ou outro, é desproporcional muitos dos valores recebidos, considerando que temos um membro falecido, o benefício não considera a existência e o número de dependentes, nem a idade do beneficiário (se em condições economicamente para o mercado ou não).

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