Eduardo Bolsonaro, Boulos e Moro lutam pelo título de campeão paulista de votos 

Charge reproduzida do Arquivo Google

José Carlos Werneck

Raul Monteiro, no seu site “Política Livre”, publica uma interessante análise sobre as próximas eleições de outubro. O texto assinala que as próximas eleições têm uma peculiaridade em meio ao clima polarizado da campanha presidencial. Uma disputa declarada pelo título de campeão de votos à Câmara dos Deputados ocorre em São Paulo, Rio e Minas.

O embate se impôs em 2018. Naquele ano, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) rompeu um recorde que já durava 16 anos e se tornou o deputado federal mais votado da história do Brasil em números absolutos, com 1.843.735 votos.

NOVA DISPUTA – O jornalista afirma que, agora, sem a onda bolsonarista e com novos competidores de peso, a disputa pelo posto de mais votado em São Paulo promete se acirrar com a entrada de Sérgio Moro, e de Guilherme Boulos.

Em 2018, Boulos teve 617 mil votos para presidente da República e, em 2020, 2,1 milhões de votos no segundo turno para prefeito de São Paulo. Ao desistir de concorrer ao governo do Estado, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) lançou publicamente o desafio de tirar de Eduardo Bolsonaro o posto de mais votado no Estado.

Não será fácil. Em 2018, Eduardo teve mais de 3 vezes os votos de todos os deputados do PSOL eleitos em São Paulo.

DIZ BOULOS – “Ninguém ganha a eleição de véspera. Até às oito horas da manhã de 2 de outubro, ninguém tem nenhum voto. Então vai ser preciso ralar muito, correr o Estado para conseguir uma votação expressiva e ajudar a eleger uma bancada grande de esquerda no Congresso Nacional”, afirma Boulos .

“Agora, eu acho uma mensagem muito ruim para São Paulo e para o Brasil ter o Eduardo Bolsonaro, com tudo que ele representa, como o mais votado do Estado”.

A expectativa de políticos da bancada paulista é que o estreante Sérgio Moro não terá menos que um milhão de votos. Depois de deixar seu primeiro partido, o Podemos, ele mostra-se ambíguo sobre seus planos para outubro. O único ponto certo é a transferência do domicílio eleitoral dele e de sua mulher, Rosângela, para São Paulo.

UM ESTADO-PAÍS – “A eleição de São Paulo tem um componente diferente daquele do resto do Brasil por se tratar de uma eleição muito mais nacionalizada. Pelo peso que o Estado tem, pela cobertura da mídia”, diz o analista político Bruno Carazza, professor da Fundação Dom Cabral.

“É também um Estado gigantesco em termos populacionais, então para ser eleito você precisa ter muito voto, o que faz com que os partidos tomem esta eleição como estratégica. Afinal são 70 cadeiras na Câmara”.

O texto mostra que no Rio de Janeiro, o mais votado em 2018 foi o subtenente do Exército Hélio Lopes, mais conhecido como Hélio Negão, com 345,2 mil votos. Este ano, porém, ele não deve repetir o feito: além de uma onda bolsonarista como a de 2018 ser improvável, o presidente da República não o levará a tiracolo em todos os eventos e palanques como fez na eleição passada.

Bolsonaro considera que Hélio já consegue se eleger sozinho e pretende impulsionar a candidatura do ex-sargento do Bope da PM do Rio Max Guilherme Machado de Moura, hoje assessor presidencial.

EMBATE EM MINAS – Sobre Minas Gerais o terceiro maior colégio eleitoral, a matéria destaca que a disputa pelo posto de mais votado na Câmara dos Deputados permanece indefinida. Os dois campeões de votos em 2018 se preparam para disputar o Senado este ano.

São eles, o ex-ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que concorrerá pelo PL, como representante do bolsonarismo; E do outro lado, Reginaldo Lopes, do PT, que tentará a mesma vaga com o apoio de Lula . Ambos obtiveram, respectivamente, 230 mil e 194,3 mil votos nas eleições passadas. O terceiro lugar daquele ano ficou com André Janones, do Avante,que hoje é pré-candidato à Presidência da República.

Experientes políticos mineiros dizem que estão cotados para figurar entre os mais votados políticos jovens e com forte presença nas redes sociais, como o vereador de Belo Horizonte Nikolas Ferreira do PL, bolsonarista; e o deputado estadual Cleiton Gontijo de Azevedo, o Cleitinho do Cidadania, que tem dito que pretende ser candidato ao Senado, mas o mais provável é que termine concorrendo à Câmara Federal.

8 thoughts on “Eduardo Bolsonaro, Boulos e Moro lutam pelo título de campeão paulista de votos 

  1. Enquanto isso nem percebem que a “bola” que vinha sendo “rolada”, está “murchando”, segundo:
    “”LEI DAS CONSEQUÊNCIAS INESPERADAS”
    Vale a pena ouvir as declarações estarrecedoras da presidente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Gueorguieva. Estão neste vídeo, entre os minutos 8h41 e 10h31. Trata-se do reconhecimento do fracasso dos mais altos responsáveis pela ordem monetária internacional – uma confissão de que esta ordem está a chegar ao fim. Já não são só os marxistas que dizem tais coisas: agora é a própria presidente do FMI.
    Depreende-se que uma nova ordem monetária internacional terá de suceder-lhe, que o privilégio dos EUA de emitirem a moeda de reserva mundial irá acabar juntamente com o império cujo apodrecimento está em curso e que o mundo terá de desdolarizar-se. Os planos para a nova ordem já estão a ser preparados pelo economista russo Sergei Glazyev. O seu livro mais recente está disponível aqui.
    03/Maio/2022

  2. Comentário de Boulos
    ““Agora, eu acho uma mensagem muito ruim para São Paulo e para o Brasil ter o Eduardo Bolsonaro, com tudo que ele representa, como o mais votado do Estado”.

    Meu comentário.
    “Agora eu acho uma mensagem muito ruim para São Paulo e para o Brasil ter o Boulos, com tudo que ele representa, como o mais votado do Estado.

  3. Duvido que eles saibam onde fica ou sequer tenham passado perto da minha cidade natal , Orlandia , no interior do Estado. Dois oportunistas!

  4. “O único ponto certo é a transferência do domicílio eleitoral dele e de sua mulher, Rosângela, para São Paulo.”

    A transferência do endereço foi para um Flat… está sendo questionada na justiça eleitoral…. Acho que não passa não.

    • Leão
      Tem milhares de pessoas morando em flat!
      Depois do flat, foi para apartamento.
      Mas, digo isto só para mostrar o quão ridículo é o tema.
      Perdemos tempo debatendo onde Moro mora (nem sabemos se concorrerá a alguma coisa e se poderá ser eleito) e nosso País caindo aos pedaços, sendo assaltado/roubado a cada segundo!
      Mais uns dias, e estarei livre de debates assim!
      Abraço
      Fallavena

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