Eduardo Cunha pede para cumprir pena em regime domiciliar no Rio sob a alegação de aneurisma cerebral

O ex-presidente da Câmara dos Deputados foi preso em 2016

Paulo Roberto Netto
Estadão

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha apresentou pedido à Justiça do Rio para cumprir em regime domiciliar o restante da pena imposta pela Lava Jato. A defesa alega que o ex-parlamentar apresenta um quadro de aneurisma cerebral.

Atualmente, Cunha se encontra detido no presídio de Bangu 8, após ser transferido em maio do Complexo Médico Penal de Pinhais, no Paraná, onde estava preso pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

LAUDO MÉDICO – A Secretária de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap-RJ) confirmou ter sido acionada para elaborar um laudo médico sobre a saúde de Cunha para responder as alegações trazidas pela defesa e pelo Ministério Público do Rio. O processo de execução penal contra Cunha corre em segredo de Justiça e a defesa não quis comentar o assunto.

Cunha está detido desde maio na penitenciária Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, no Rio. A defesa obteve a transferência pela Justiça Estadual do Paraná a pedido do advogado Rafael Guedes, que sustentou que o ex-presidente da Câmara tinha o direito de ficar mais próximo da família.

PROPINA – Preso desde 19 de outubro de 2016, quando foi alvo de prisão preventiva no âmbito da Lava Jato, Cunha foi sentenciado a 14 anos e seis meses de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o Tribunal da Lava Jato, por suposta propina de US$ 1,5 milhão envolvendo a compra de um campo petrolífero em Benin, na África, pela Petrobrás, em 2011.

Na primeira instância, o ex-presidente da Câmara foi condenado pela justiça federal de Brasília a 24 anos e dez meses de prisão por desvios de recursos do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

PREVENTIVA – Apesar do novo entendimento sobre a execução de pena após julgamento em segunda instância, Cunha não foi solto devido a pedidos de prisão preventiva que ainda o proíbem de responder às acusações em liberdade. Em agosto, o Supremo Tribunal Federal manteve um dos mandados contra Cunha imposto pela 14ª Vara Federal do Rio Grande do Norte.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA alegação não é nova. Muito pelo contrário. Em 2016,  Cunha já havia relatado o problema de saúde. Sua defesa protocolou na Justiça uma série de laudos indicando que o problema foi identificado em 2015 e que ele deveria passar por avaliações periódicas a cada seis meses. Em 2017, passou pelo consultório da penitenciária em que estava, mas se recusou a fazer uma ressonância cerebral. Queria que o procedimento fosse feito na presença do seu médico particular. Com a recusa, a única coisa que Cunha ganhou foi uma anotação por mau comportamento na ficha criminal. (Marcelo Copelli)

9 thoughts on “Eduardo Cunha pede para cumprir pena em regime domiciliar no Rio sob a alegação de aneurisma cerebral

  1. A justiça tem como pedir um laudo e decidir se é mentira ou é verdade. Se for mentira, realmente demonstra uma crença de que tentando muitas vezes, vai que uma boa advogada, bem casada consiga.

  2. Levando-se em conta a advertência de neurologistas e neuro-cirurgiões, de que o estresse pode fazer com que a pressão aumente, o que pode causar o rompimento de um aneurisma cerebral, Eduardo Cunha está mais bem servido na prisão, com acompanhamento médico, do que solto, onde pode ser agredido física e verbalmente por onde passar, causando-lhe estresse, o que pode aumentar sua pressão arterial e consequentemente provocar o rompimento de seu aneurisma cerebral.

    Os senhores imaginam o risco de sofrer estresse que este ex-deputado passará a ter, se sair da prisão e resolver andar na rua, mesmo que cercado de seguranças ? – Certamente ele irá ser ofendido e mesmo agredido se ousar pisar num logradouro público, o que lhe causará estresse. Na prisão, ninguém o molesta, e o risco de estresse é muito menor, apesar de ser um tanto estressante o fato de estar preso, mesmo que preso porque condenado por vários crimes.

    Eduardo Cunha poderia cuidar melhor de sua saúde e evitar uma das causas de rompimento de seu aneurisma cerebral se pedisse para continuar preso. É praticamente um suicídio que ele programa para si mesmo pedir para ficar em liberdade.

  3. Ladrão que entrega ladrão merece cem anos de perdão. Cunha é o responsável, quer queira ou não, por ter parado a caminhada do Brasil para se tornar uma Venezuela. Que pague pelos seus pecados, mas o país tem uma dívida de gratidão com esse sacripanta.

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