Educação precisa ser prioridade, para retomar o desenvolvimento socioeconômico

Resultado de imagem para educação charges

Charge do Ivan Cabral (iuvancabral.com)

José Carlos Werneck

Fiquei muito recompensado com os inúmeros comentários e-mails, recebidos a respeito de meu artigo, publicado neste espaço na última quarta-feira, sobre a construção de habitações para os moradores das comunidades de baixa renda. Foram manifestações de pessoas das mais diferentes classes sociais e de vários lugares do Brasil, demonstrando preocupação com o assunto.

Foi uma constatação de que muitos estão se conscientizando dos reais, graves e urgentes problemas que assolam o país e atingem notadamente às camadas mais desfavorecidas de nossa população.

DESIGUALDADE SOCIAL – Todos falavam de nossa cruel desigualdade social, fruto de uma distribuição de renda perversa, que é mais que secular e, ao contrário dos que muitos vêm apregoando, se agrava a cada dia. Isso tudo me animou a abordar, outro assunto que necessita ser encarado urgentemente pelos governos, tantos das esferas federal, estadual e municipal – a educação.

Até a década de 70 a população brasileira tinha acesso a um Sistema de Educação de qualidade. As escolas públicas, em sua maioria, ofereciam um ensino de excelente nível, eram referências em matéria de Educação. No então Estado da Guanabara, eram até comuns haver escolas públicas com níveis de excelência, tanto da rede estadual, como naquelas mantidas pelo governo federal. Para ficar só em alguns exemplos, podemos citar o Colégio Pedro II, por onde estudaram brasileiros do calibre de Afonso Arinos de Melo Franco, Manuel Bandeira e tantos outros nomes de destaque da cultura nacional.

VÁRIOS EXEMPLOS – Outro estabelecimento que servia de modelo era o Instituto de Educação, que formava normalistas, que quando optavam por ingressar no ensino superior, obtinham os primeiros lugares, nas mais renomadas Universidades.

O mesmo pode-se dizer do Colégio de Aplicação, da Faculdade Nacional de Filosofia. Em Brasília acontecia o mesmo com estabelecimentos como os Colégios CASEB, Elefante Branco, CIEM, dentre outros tomados como referência em matéria de educação. Enfim, inúmeros exemplos semelhantes podem ser lembrados em todo o Brasil.

Hoje a realidade é totalmente diferente e a população brasileira, se vê obrigada a imensos sacrifícios financeiros quando quer dar a seus filhos uma educação de qualidade. Existem excelentes professoras e professores nas escolas da Rede Pública. O que eles precisam é de salários dignos e melhores condições para cumprir sua nobre e importantíssima função.

SUCATEAMENTO – No caso das universidades públicas, não obstante seu sucateamento, feito por sucessivos governos, elas continuam ocupando as melhores posições nas avaliações sobre ensino superior, tanto que seus vestibulares são os mais disputados pelos estudantes.

O mais paradoxal é que as universidades públicas são as mais procuradas pelos candidatos, provenientes das classes mais abastadas e que nelas conseguem ingressar porque tiveram condições financeiras de cursar as melhores escolas particulares.

Já que a maioria dos que conseguem ingressar nas Universidades Públicas são oriundos de classes sociais de maior poder aquisitivo, deles poderiam ser cobradas mensalidades, que ajudariam o custeio dessas instituições, mediante seleção por declaração de renda e bens de seus pais. E por que não se cobrar, também, uma mensalidade módica àqueles que optassem por escolas públicas, mas oriundos de famílias com boa condição financeira?

ESCOLA OU PRESÍDIO? – O assunto é polêmico e certamente suscitará as mais diversas reações. O mais importante de tudo é que o Brasil tenha uma Educação de qualidade. Como dizia Darcy Ribeiro, está provado em todos os países do mundo que construir escolas é muito mais barato do que construir presídios!

O dinheiro gasto com Educação é o melhor investimento que um país pode fazer. Ele retorna das mais diversas maneiras. Em impostos, provenientes de melhores salários, em bem-estar social, em saúde, em segurança pública e em inúmeros outros indicadores.

8 thoughts on “Educação precisa ser prioridade, para retomar o desenvolvimento socioeconômico

  1. Caro Sr: envio essa matéria de autoria do Dr: Sérgio, caso o nobre tenha interesse ,em publicar
    O PT CONTINUA GOVERNANDO COM TOFFOLI E SEUS “ASSECLAS”
    Mais do que nunca, a sociedade brasileira precisa se debruçar sobre a fatalidade prevista por Rui Barbosa, principal expoente da Constituição republicana de 1891,e que teve o “azar” de ser escolhido “patrono da advocacia brasileira”(com uma OAB como “essa”), representada pela frase que deixou à posteridade: “A pior ditadura é a o do poder judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer”.
    Com efeito, a “ditadura” do judiciário é manifesta ,como afirmou Rui Barbosa,e na prática ocorre em duas situações. A primeira,mais grave e mais importante,reside nas decisões colegiadas do Supremo Tribunal Federal-STF,que fazem “coisa ou caso julgado”,ou “trânsito em julgado”,contra as quais não existe mais possibilidade de qualquer recurso judicial. É ,como se diz,o julgamento em `”última instância”.
    Essa realidade causa grande transtorno no mundo jurídico ,quando todas as evidências apontam na direção de decisões flagrantemente equivocadas, muitas vezes tendenciosas,”partidárias”,de má-fé,ou com interesses “inconfessáveis” por trás ”, mas contra as quais não há mais o que fazer, a não ser… “se conformar”!!!
    A outra situação ,também grave, porém “menos”, se passa através do poder das decisões chamadas “monocráticas”,de um só julgador, em caráter “liminar” ,que apesar de provisória, pode causar enormes danos irreversíveis a alguma das partes envolvidas diretamente no litígio. Esse poder “ditatorial” assiste aos magistrados integrantes dos tribunais,ou juízos colegiados,que em decisões monocráticas, individuais,decidem, com força obrigatória, questões processuais, e que só poderão ser revistas, se for o caso, quando julgadas,em recurso, pelo juízo c
    olegiado respectivo, em sentido contrário.
    Mas a “ditadura” do Poder Judiciário não está tão somente no Supremo Tribunal Federal,ou em qualquer outro tribunal. Ela também ocorre em 1ª Instância, onde um só Juiz se arvora no direito e no poder de conceder alguma ordem liminar de abrangência “nacional”, ou seja, aplicável a todo o território nacional, sempre valendo até que alguma Instância Superior revogue a ordem. Mas nesse “percurso”, nesse “trâmite” ,o “estrago” já poderá ter sido feito.
    E esses abusos jurisdicionais têm acontecido com bastante frequência. De repente,o “Ilustre” Juiz, lá de “Cacimbinhas” ,decide dar uma ordem ao Governo Federal, para que se cumpra nos oito milhões e meio de quilômetros quadrados do Brasil. E esses “abusos” muitas vezes interferem até nos legítimos poderes discricionários do Presidente da República. Nesse exato sentido o Brasil está virado no legítimo “c…da Mãe Joana da Justiça”.
    Lá no Supremo Tribunal Federal, principalmente nas ordens “monocráticas”, expedidas pelo seu Presidente,Ministro Dias Toffoli,que nestes dias anda de “plantão” no referido Tribunal, a “coisa” tem passado de todos os limites. Que o digam as “estrepolias” que o Ministro Dias Toffoli está fazendo com o tal “Juíz de Garantias”,que já surgiu complicado,pela sua inexequibilidade ,e se complica cada vez mais, com as novas “leis” expedidas a cada dia pelo Presidente do Supremo.
    Em suma: Sua Excelência,o Ministro Dias Toffloli,Presidente do STF ,está “deitando e rolando” na cabeça dos senadores e deputados federais que ,absolutamente acovardados, nem chegam a dar sinal de qualquer reação ou protesto, certamente em vista do conluio existente entre esses Dois Poderes no sentido de (des)governar o Brasil e, consequentemente, desgastar a imagem do Presidente Bolsonaro. São essas as razões que levam à conclusão que efetivamente o Partido do Trabalhadores-PT ,continua governando, através do Supremo Tribunal Federal, que “pinta-e-borda” com decisões” legais” do Presidente da República, mesmo após afastado da Presidência da República, com o impeachment de Dilma Rousseff, em 2014. Os vínculos partidários “petistas” da maioria do Ministros do STF , mais que todos, do seu Presidente ,Dias Toffoli,são inescondíveis.
    Sérgio Alves de Oliveira
    Advogado e Sociólogo

  2. Há inúmeros modelos de progresso civilizatório, mas nenhum deles é dissociável da educação de qualidade.

    O modelo brasileiro precisa receber a devida atenção, mas a estrada atual leva à sua completa destruição.

    Nem o modelo indiano, muito menos o dos tigres asiáticos, é sequer observado como inspiração.

    O próprio acesso ao crédito e ao financiamento estudantil privado ainda engatinha. Isso se reflete na quebra de diversos empreendedores do setor.

    “Terás acesso às ferramentas para o desenvolvimento e a autonomia para inovar, empreender e competir com excelência, e a educação o libertará”.

    Esse deveria ser o lema de um projeto polïtico sério para o Brasil.

    Milhões de cabeças pensantes e vigilantes.

    • Com nossos políticos, educação, saúde e segurança não são prioridades. Este tripé só é importante quando diz respeito a eles. O stf não vai gastar mais de 2 milhões com uma empresa de segurança. Quanto ao seu artigo de moradias não concordo. Pois, dê tudo de mão beijada e formaremos uma população que tudo quer.

  3. Werneck, infelizmente negligenciamos tanto o ensino fundamental público, que não conseguimos formar alunos capazes de aproveitar o ensino médio e menos ainda o universitário.
    Estudei em escola pública, na época se chamava “Grupo Escolar” (Era o Pandiá Calógeras, aqui em Belo Horizonte,os alunos de lá saíam sabendo ler e fazer contas melhor do que muito aluno sai hoje do ensino médio. As professoras dos grupos eram pessoas respeitadas pelos pais e pelos alunos. O ensino médio, então chamado ginasial, e científico ou clássico) tinha também um nível de excelência (o Colégio Estadual daqui era referência) que não se pode comparar ao de hoje. Mas infelizmente a deterioração do ensino oficial (hoje escancarada nos baixíssimos níveis salariais e inexistência de meios para uma formação contínua) teve um efeito perverso na correspondente deterioração da formação dos professores, o que é um círculo vicioso. Vários dos meus professores do curso ginasial eram também professores universitários de renome. Estudávamos no ginásio e científico, além do português, matemática, desenho, geografia, história, biologia, física e química pelo menos duas línguas (no meu caso, inglês, francês, espanhol) além do latim, tão importante para se compreender o próprio português e as línguas neolatinas. E o enfoque era bem diferente do que o de hoje, de passar num ENEM. Meus professores na Escola de Engenharia da UFMG eram quase todos engenheiros de grande reputação, experientes, hoje muitos professores se formam na universidade, fazem mestrado e às vezes doutorado sem nunca terem realmente trabalhado em suas profissões e vão ensinar – o que? O que aprenderam dentro da própria escola, o que progressivamente vai distanciando os alunos da realidade da vida profissional. Percebi isso em minha vida como executivo, com a crescente dificuldade de recrutar profissionais novos que soubessem ao menos fazer um relatório explicando o seu trabalho. O nível dos alunos que completam o ensino médio é preocupante, insuficiente para as matérias mais simples de uma universidade de verdade.
    Os países de mais sucesso em seu progresso universidades, sim, mas começam por um forte esforço para terem um bom ensino fundamental.

  4. Werneck, infelizmente negligenciamos tanto o ensino fundamental público, que não conseguimos formar alunos capazes de aproveitar o ensino médio e menos ainda o universitário.
    Estudei em escola pública, na época se chamava “Grupo Escolar” (Era o Pandiá Calógeras, aqui em Belo Horizonte,os alunos de lá saíam sabendo ler e fazer contas melhor do que muito aluno sai hoje do ensino médio. As professoras dos grupos eram pessoas respeitadas pelos pais e pelos alunos. O ensino médio, então chamado ginasial, e científico ou clássico) tinha também um nível de excelência (o Colégio Estadual daqui era referência) que não se pode comparar ao de hoje. Mas infelizmente a deterioração do ensino oficial (hoje escancarada nos baixíssimos níveis salariais e inexistência de meios para uma formação contínua) teve um efeito perverso na correspondente deterioração da formação dos professores, o que é um círculo vicioso. Vários dos meus professores do curso ginasial eram também professores universitários de renome. Estudávamos no ginásio e científico, além do português, matemática, desenho, geografia, história, biologia, física e química pelo menos duas línguas (no meu caso, inglês, francês, espanhol) além do latim, tão importante para se compreender o próprio português e as línguas neolatinas. E o enfoque era bem diferente do que o de hoje, de passar num ENEM. Meus professores na Escola de Engenharia da UFMG eram quase todos engenheiros de grande reputação, experientes, hoje muitos professores se formam na universidade, fazem mestrado e às vezes doutorado sem nunca terem realmente trabalhado em suas profissões e vão ensinar – o que? O que aprenderam dentro da própria escola, o que progressivamente vai distanciando os alunos da realidade da vida profissional. Percebi isso em minha vida como executivo, com a crescente dificuldade de recrutar profissionais novos que soubessem ao menos fazer um relatório explicando o seu trabalho. O nível dos alunos que completam o ensino médio é preocupante, insuficiente para as matérias mais simples de uma universidade de verdade.
    Os países de mais sucesso em seu progresso universidades, sim, mas começam por um forte esforço para terem um bom ensino fundamental.

  5. Os políticos não dão importância à educação porque seus filhos também serão políticos.

    Não dão importância à saúde porque todos vão para o Sírio Libanês ou Albert Einstein, com todas as despesas pagas pelo erário.

    Não dão importância à segurança porque andam com escoltas pagas pelo erário.

    Não tem mais jeito. Só um Tsunami.

  6. Excelente Artigo do Dr. JOSÉ CARLOS WERNECK focando na prioridade da EDUCAÇÃO para retomar nosso Desenvolvimento Econômico.

    Além do que, a Educação Pública é meio principal para a ascensão Social.

    O Brasil só terá Bom Padrão de Vida para seu POVO se todas as suas CRIANÇAS, especialmente as mais POBRES, tiverem boa ESCOLARIZAÇÃO.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *