Pela enésima vez, a Justiça Federal suspende as obras da Usina de Belo Monte

Da Agência Brasil

Brasília – O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) determinou a suspensão das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (PA). O tribunal decidiu aceitar apelação do Ministério Público Federal no Pará, que questionou a emissão de licença parcial para os canteiros de obras da usina.

De acordo com o Ministério Público, a licença ambiental contraria pareceres técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Com o licenciamento anulado, as obras devem ser paralisadas enquanto as condicionantes não forem cumpridas. Em caso de descumprimento da decisão, haverá multa de R$ 500 mil por dia. A paralisação impede que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) repasse recursos para a obra.

Segundo o MPF, não foram cumpridas condições relacionadas à qualidade da água; educação e saneamento; navegabilidade do Rio Xingu; e condicionantes indígenas como demarcação de terras e retirada de não índios de terras demarcadas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO Brasil é um país privilegiado em termos de geração de energia limpa, mas está curvado aos interesses estrangeiros, através da atuação das ONGs na Amazônia. O que poucos sabem é que o país está com seu crescimento praticamente travado, por falta de geração de energia. Chega a ser inacreditável, mas a geração de energia per capita no Brasil está num patamar medíocre, em relação aos países desenvolvidos. Uma coisa é defender a natureza, outra coisa é ser “ecoólatra” e querer que o brasileiro volte a ser índío e saia para caçar onça na Avenida Paulista. (C.N.)

4 thoughts on “Pela enésima vez, a Justiça Federal suspende as obras da Usina de Belo Monte

  1. Definitivamente:

    -ESTE NÃO É UM PAÍS SÉRIO! Isto é a casa da Mãe Joana, destinada à sacanagem, e onde tudo é permitido a qualquer pilantra, desde que tenha dinheiro para pagar o programa com as nossas autoridades!
    Como um país pode demorar MAIS DE TRINTA ANOS planejando como fazer uma usina?
    Eu era ainda jovem quando se iniciaram os estudos!
    A Índia se tornou uma potência nuclear.
    O Paquistão se tornou uma potência nuclear.
    A China se tornou uma potência de nível mundial.
    A União Soviética caiu e o mundo mudou.

    E nós?
    Nós ainda estamos aqui: acocorados em uma choça, discutindo, entre um pigarro e outro, entre uma propina e outra, se devemos ou não seguir o exemplo dado pelos países desenvolvidos!
    É dureza!

  2. A justiça tem feito o seu papel, exigir todas as precauções ambientais e dos povos indígenas. O governo se preocupa exclusivamente em retribuir os compromissos dos seus financiadores de campanhas eleitorais(leia-se empreiteiras). Tecnicamente falando a geração de energia em Belo Monte não vai beneficiar a região norte e terá graves consequências climáticas e ambientais. Realizar grandes usinas hidrelétricas não é a melhor solução, precisamos diversificar as matrizes energéticas e o Brasil pela sua diversidade possui um leque de opções. Cansei de escutar uma série de bobagens sobre o alto custo da geração da energia solar e eólica, mentira. Esse tipo de tecnologia é cara inicialmente, porém economiza enormes investimentos em quilométricas linhas de transmissões e descentraliza a geração. Ficaremos menos dependentes das precipitações de chuvas, fora a economia em contratações de empreiteiras e seus materiais comprados a custa do dinheiro público.

  3. ÍNDIOS DESOCUPADOS, SEDENTÁRIOS, OBESOS E DIABÉTICOS

    O sedentarismo, o automóvel, o barco, o açúcar, o arroz e os alimentos industrializados alteraram decisivamente os hábitos dos índios e os induziram à obesidade e ao diabetes, doenças da civilização moderna.
    O xavante Mário Juruna morreu em 2002, aos 60 anos, depois de permanecer cinco anos em cadeira de rodas em decorrência de complicações crônicas do diabetes.

    Para se ter uma ideia, dos 935 xavantes acima de 18 anos dos territórios de Sangradouro e São Marcos, no leste de Mato Grosso, 33% das mulheres e 15% dos homens têm diabetes mellitus tipo 2 e 34,2% encontram-se pré-diabéticos. A obesidade, que favorece o aparecimento da doença, atinge 51,1% das mulheres e 46% dos homens. Somados aos que estão com sobrepeso, passam de 80% (dados Unifesp/USP/RP -2010/2011).
    Entre os xavantes de Sangradouro, as primeiras glicemias com valores suspeitos foram colhidas em 1983. “Com o projeto de arroz mecanizado da Funai, plantado com o uso de trator, os índios passaram a ingerir arroz branco, com açúcar, até pela manhã. Progressivamente abandonaram as roças de feijão, cará, abóbora, mandioca, macaxeira, amendoim e produtos da floresta e do Cerrado”. Dava mais trabalho!

    Para o antropólogo Carlos Fausto, professor do Museu Nacional (UFRJ), o que aconteceu nos últimos anos nas sociedades indígenas no Brasil é o que já havia ocorrido com outras populações autóctones no resto do mundo.
    “-Há apenas uma geração, os índios caminhavam até suas roças, remavam para pescar e andavam quilômetros para ir a uma festa em outra aldeia. Hoje, andam de barco a motor, de trator, de carro e, às vezes, de moto – como nós, que pegamos elevador, em vez de subir escada”, considera. Hoje, com dinheiro, caçam com espingardas e rifles e têm acesso aos bens de consumo. É o o ócio do conforto da vida moderna!
    É um processo de sedentarização ligado à infraestrutura e paternalismo criados pelo Estado para atender essas populações – luz elétrica, gás, água encanada, escola, posto de saúde, o bolsa família, o auxílio maternidade e a aposentadoria rural. Tudo de graça. Bom demais!

    O Estado levou tudo a eles, só não levou vontade de trabalhar ou de pagar imposto! Como não existe almoço grátis, deve ter algum otário pagando o diesel da Hillux do cacique!

    Ora, se o Estado dá tudo na boquinha, para quê eles precisam de um trilhão de hectares? Seria só pelo prazer de tomar banho de rio ou de chupar cajá-manga no pé?

    Abraços.

  4. Muito intervencionismo, até o nome foi mudado de Kararaô para Belo Monte. Para atender interesses ambientais acabaram projetando uma usina a fio d’água, sem barragem, não estoca energia. Na seca a usina não vai gerar nada. Mas mesmo assim a construção usina trará desenvovimento para a região, estradas serão abertas melhorando a logística , vai gerar emprego e uma cadeia econômica produtiva, empreendimento que garante a soberania na Amazônia, região cobiçada pelas riquezas da fauna, flora,minerais,água em abundância.

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