Eleição municipal sinaliza que terceira via com Moro candidato é absolutamente competitiva

O desafio de Moro: em 14 estados, facções estão em guerra dentro e fora das prisões. Sergio Moro deve avaliar se denúncias contra outros ministros merecerão ou não a demissão | Asmetro-SN

Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Carlos Newton

O amigo Mário Assis Causanilhas, ex-secretário de Administração do governo fluminense e figura de destaque do PDT estadual, enviou à Tribuna da Internet um interessante gráfico do excelente site Poder 360, que sintetiza as eleições municipais, demonstrando que os partidos são tão desmoralizados quanto seus líderes. O crescimento de alguns deles em número de prefeitos e o retrocesso de outras legendas, nada disso tem grande significado em relação ao tema que realmente interessa – a sucessão presidencial em 2022.

O QUE SE SABE – Ainda faltando dois anos para a disputa, o que se sabe é que alguns candidatos já estão em campanha, como Jair Bolsonaro (sem partido), João Doria (PSDB) e Ciro Gomes (PDT). São três fortes concorrentes, sem a menor dúvida, e o PT fica na dependência de uma improvável decisão do Supremo que anule as condenações de Lula da Silva, cujos advogados alegam perseguição política e parcialidade nas sentenças do então juiz Sérgio Moro.

Com Lula de ficha suja, o PT fica sem candidato, porque o senador baiano Jaques Wagner não aceita o sacrifício e o ex-ministro Fernando Haddad pretende ser candidato e deputado federal, não quer perder a terceira eleição seguida.

Outros pretendentes à Presidência, como a ex-senadora Marina da Silva (Rede), o empresário João Amoêdo (Novo), o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB), o senador Álvaro Dias (Podemos) etc. já aprenderam a lição em 2018 e não pensam em repetir a dose.

DIZEM A URNAS – Diante das derrotas impostas aos candidatos apoiados pelo atual presidente, inclusive 77 dos 78 que usaram o sobrenome Bolsonaro, pois somente Carluxo se elegeu, a  tradução simultânea do resultado das eleições municipais sinaliza que há espaço político – e que espaço! – para a candidatura  do ex-ministro Sérgio Moro, que deve aceitar o convite do Podemos.

Seu novo amigo Luciano Huck não vai concorrer, está apenas fazendo marola, pois já se acertou com a TV Globo, que tirou Angélica do freezer depois de dois anos e meio fora do ar.

Será uma eleição belíssima e sem a polarização atual entre bolsonaristas e lulistas. 

 

 

 

 

11 thoughts on “Eleição municipal sinaliza que terceira via com Moro candidato é absolutamente competitiva

  1. Humm… vejamos, quem vai votar em Moro? A direita Bolsonarista? A esquerda Lulista? O campeoníssimo centrão? Sobrou alguém pra votar no ‘biografado’? Kkk… sem chances!

  2. Meu Senhor, tenho profundo respeito pelo Senhor, mas, politicamente falando, pelo amor de Deus, eu não quero morrer de velho igual o meu avô, o meu pai, sem ver esse Brasil mudar de verdade, para melhor, ainda que para ser usufruído pelas próximas gerações. E não será com “salvadores da pátria” de araques, tipo Bolsonaro, Huck e Moro, entre muitos outros oportunistas, que isso será possível, mas isto sim com projeto novo e alternativo de política e de nação. O quais casos tenham de fato boas intenções, têm mais é que apoiar o Novo de Verdade, porque evoluir é preciso.

  3. Não consigo ver essa viabilidade do Moro como candidato e muito menos como presidente. Admito que ando pessimista, e estou ficando meio velho para sustentar fantasias sobre cavaleiros de armadura reluzente. Mas com quem Moro governaria no nosso “presidencialismo de coalizão”? Com o centrão que é alvo da Lava Jato? Com o Rodrigo Maia, que já o escanteou? Com a esquerda que o odeia por ter arruinado Lula? Quem o apoiaria além da Globo, que não é de afundar com o navio de ninguém? O próprio Huck, segundo algumas notícias, já anda se afastando do “novo amigo”, para melhor cortejar Maia.

    E ser apenas o campeão da ética na política é perigoso, porque fica fácil se desmoralizar por qualquer deslize.

    Por fim, afora o combate à corrupção, Moro não apresenta idéias positivas. Reclamamos do neoliberalismo de Paulo Guedes, mas o apoiaremos por ser endossado por Moro?
    https://veja.abril.com.br/economia/a-agenda-liberal-do-ex-ministro-sergio-moro/

  4. Moro deveria iniciar e provar sua aptidão para a carreira política em cargos menores, definindo quais suas ideias, sua ideologia. E, importante, se suas ações correspondem às suas palavras.

    Como admitir sua estreia de gestor no cargo mais importante do executivo, a não ser que esse desejo seja movido por pura paixão?

    Escolhas desse tipo não dão certo, mas algumas pessoas insistem no sonho utópico. Como se nossas mazelas pudessem ser curadas por um passe de mágica.

    As melhorias devem ser contínuas, escolhendo quais as prioridades que fazem a diferença à população e que possam ser realizadas num projeto de longo prazo.

    • Essa idéia de se ter de passar primeiro por cargos menor é um argumento válido, dizem que o sistema político de partido único da China funciona dessa forma, promovendo funcionários à medida em que demonstram eficiência e lealdade política nas suas atuações. Aqui no Brasil, a experiência de governo costuma servir mais para derrubar lideranças que para promovê-las, vide os casos do Brizola e dos ex-governadores de São Paulo que se candidataram a presidente nos últimos anos. Os presidentes que foram eleitos desde 1989 tinham pouca experiência de governo e a que tinham não foram muito questionadas. Collor tinha sido governador de um estado falido, mas soube fazer disso uma máquina de propaganda. FHC tinha perdido uma eleição pra prefeito que todos consideravam ganha, e não tinha experiência de gestão, exceto a de ministro da fazenda, graças ao Itamar, Lula teve um único mandato anterior de deputado e nunca tinha governado, e Dilma era uma ilustre desconhecida para a maioria da população, e também sem experiência política.

  5. Concordo com o meu conterrâneo Vidal, assim como aceito as ponderações de Pedro Meira.

    Ambos comentários se completam, pois de que forma Moro governaria o país, se eleito presidente, e inimigo figadal da esquerda, direita e centrão?!

    Moro, como bem escreveu Vidal, caso queira entrar na política – a meu ver não deveria ouvir o canto da sereia, ou seja, cair fora dessa bosta que se denomina de política -, deveria começar como senador ou deputado federal.

    Nem tentar ser governador porque a oposição que terá pela frente impedirá que possa governar.

    Moro deveria, na minha ótica, evidente, abrir uma banca de advogados e continuar na sua profissão, que lhe rendeu prestígio e reconhecimento nacional.

    Abraços ao Vidal e Meira.
    Saúde e paz para ambos.

  6. Não basta querer achar um “salvador da pátria” nos últimos 20 anos, agora querem criar mais um “salvador da pátria”!

    Foi assim com o Lularápio, Dilma, Bozo, e agora vem com o Moro!

  7. A melhor saída para o Moro é o Novo, o partido não vem os vícios do pestismo nem o ranço do bolsonarismo e partidos a fim . Em Curitiba a vereadora mais votada é do Novo, se elegeu sem usar um só centavo do tal Fundão, é o novo que vem vindo aí.

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