“Eleição não pode ficar entre uma prisão e uma facada”, afirma ACM Neto

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“DEM não vai abandonar Alckmin”, diz ACM Neto

Vera Rosa
Estadão

O presidente do DEM, ACM Neto, disse que o Centrão não jogou a toalha. Coordenador da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência, ele afirma que o atual quadro de dificuldades para o candidato tucano é fruto de uma “comoção” causada pelo atentado sofrido por Jair Bolsonaro (PSL), além da novela em torno da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de quem seria o herdeiro do espólio petista. “Nós sabíamos que apoiar Geraldo não era o caminho mais fácil”, afirmou ACM Neto, que é prefeito de Salvador. “Agora, a eleição não pode ficar entre uma prisão e uma facada. Depois, não adianta chorar sobre o leite derramado.”

Por que a campanha de Geraldo Alckmin chegou a essa situação dramática?
Não estamos vivendo nenhum drama. Até agora, a campanha acabou sendo dominada por dois fatos de caráter muito emocional. De um lado, a prisão de Lula e todo o debate sobre ele poder ou não ser candidato. De outro, a lamentável facada tomada pelo candidato Bolsonaro, que gerou uma comoção. Essa campanha ainda não teve espaço para o debate de propostas para o País.

E não houve erros?
Não adianta agora tratar sobre os erros. Isso não ajuda em nada. O que adianta é ajustar os ponteiros para a arrancada rumo ao segundo turno.

Em uma carta a eleitores, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez um apelo pela união do centro para deter o que ele chamou de “marcha da insensatez”. O sr. acha isso possível?
Com todo respeito à história do presidente Fernando Henrique, não adianta apenas esse apelo. É preciso que isso venha acompanhado de um movimento de líderes da sociedade, que possam ajudar a construir um ambiente favorável a essa conciliação do centro.

Mas o eleitor antipetista está indo para Bolsonaro, e não para Alckmin.
O que os antipetistas não estão enxergando é que, no segundo turno, dificilmente Bolsonaro reúne condições de derrotar o PT. Se as pessoas que não querem o PT de volta votarem em Bolsonaro, poderão eleger o Haddad (Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo).

O ex-governador está pagando o preço do escândalo envolvendo o senador Aécio Neves na Operação Lava Jato?
Geraldo tem uma das menores rejeições, apesar do desgaste do PSDB. Na hora em que nós o apoiamos, já sabíamos que o PSDB estava desgastado.

O Centrão quase apoiou Ciro Gomes (PDT), mas, na última hora, decidiu por Alckmin. O sr. se arrepende dessa aliança?
Não me arrependo de jeito nenhum. Nós sabíamos que não era o caminho mais fácil, mas era o melhor caminho para o País. E continuamos acreditando nisso. Quando digo que a gente tem que fugir desse conteúdo emocional é porque a eleição não pode ser decidida entre uma prisão e uma facada. Não há espaço para aventura nem para testes.

Mas muitos aliados do Centrão já estão abandonando Alckmin. Como conter a debandada?
Não há debandada. O deputado Onyx Lorenzoni, por exemplo, já estava com Bolsonaro antes de o DEM apoiar Geraldo. Caiado (senador Ronaldo Caiado, candidato do DEM ao governo de Goiás) não está fazendo campanha para presidente. No dia em que fechamos a aliança, Ciro Nogueira (senador e presidente do PP) deixou claro que não teria como fazer a campanha no Piauí. Nós vamos com Geraldo até o fim. Acreditamos na virada.

E se o segundo turno da eleição ficar entre Bolsonaro e Haddad ou até entre Bolsonaro e Ciro? O bloco vai se dividir?
Não cogito essa hipótese nesse momento. Eu só tenho um foco: levar Geraldo ao segundo turno. Espero que nós não estejamos condenados a viver um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad. Depois, não adianta chorar sobre o leite derramado.

O sr. chegou a dizer, a portas fechadas, que viajaria para o exterior, para não votar, se o segundo turno ficasse entre Bolsonaro e um candidato do PT. A promessa poderá ser cumprida?
Eu não quero avaliar o que será do Brasil nessa hipótese.

O economista Paulo Guedes, guru de Bolsonaro, propôs a criação de um novo imposto, nos moldes da CPMF, para financiar a Previdência. O sr. afirmou que esta é uma pauta do PT, mas no governo FHC o então PFL, hoje DEM, apoiou esse tributo.
Naquele momento, a CPMF era em caráter transitório, para financiar a saúde. A essa altura do campeonato, o Brasil não pode penalizar a classe média e os mais pobres para sair da crise. Vamos ter de discutir tributação sobre herança e dividendos, mas não CPMF. Bolsonaro vinha pregando a redução de impostos. A declaração do Paulo Guedes desmascara isso. O Brasil não pode eleger alguém sem saber o que ele vai fazer. Já vivemos isso com Collor (Fernando Collor, hoje senador), em 1989, e deu no que deu.

O Centrão é conhecido por ter apreço aos cargos. O bloco formado por DEM, PP, PR, PRB e SD participará de qualquer governo?
Eu não incluo o DEM nessa qualificação de Centrão que você faz. O DEM só estará no governo se concordar com suas propostas. Nós resistimos na oposição nos dois mandatos de Lula e em um e meio de Dilma.

32 thoughts on ““Eleição não pode ficar entre uma prisão e uma facada”, afirma ACM Neto

    • Sempre achei o ACM Neto baixinho e sem expressão física. Depois dessa acho que ele é também um anão moral. Deveria restringir seus conselhos aos seu conterrâneos da Bahia de Todos os Santos e nos deixar em paz – já basta o seu conterrâneo que não tem lenço nem documento e nos enche o saco com suas musiquinhas mimimi.
      Mas tudo na paz de Cristo.

  1. Os chefes dos partidos tradicionais parecem viver numa espécie de bolha, e não entendem mais o quanto estão distantes dos anseios populares. Estão tão fora de sintonia que lançam um perdedor garantido totalmente desacreditado como Alckmin e acham que os eleitores tem obrigação de votar nele.
    Além disso, o eleitor que não é petista se cansou dessa conversa de que só o PSDB tem condições de derrotar o PT. Só os tucanos podem derrotar o PT, e no entanto perderam quatro eleições consecutivas. Os tucanos só ganharam eleições como candidatos chapa-branca. As falcatruas dos tucanos estão tão escancaradas quanto as dos demais partidos e eles não enganam mais ninguém.

    • Alckmin está tomando um banho em todo o Estado de São Paulo, seu antigo curral eleitoral.
      Bolsonaro ganha em São Paulo.
      Nem as mentiras do Alckmin derrubaram Bolsonaro.

  2. Aqui na Bahia todos sabemos que Zé Ronaldo candidato a governador pelo DEM apoia Bolsonaro. Inclusive compareceu a convenção estadual do PSL em Feira da Santana.

  3. As pesquisas a serem divulgadas até 30 de setembro são decisivas para uma série de posicionamentos políticos.

    Quando essas pesquisas forem divulgadas, seja para presidente ou governos estaduais, não haverá mais espaço para ilusões e isso vai determinar não só o rearranjo dos apoios e o redirecionamento das campanhas eleitorais, principalmente da mídia.

    Contudo nessas eleições o não-voto (abstenções, nulos e brancos) podem trazer grandes surpresas que hoje nenhuma pesquisa consegue antecipar.

  4. Vamos espairecer um pouquinho, porque está puxado!

    “O Papa Francisco pergunta à guerrilheira Dilma Rousseff: Dilma, é verdade que o seu governo é muito católico?

    Ao que a disléxica responde: Sim. Tudo que o PT faz, leva um terço!”

  5. Concordo que a eleição não pode ficar entre uma facada e uma prisão. Mas, também não pode ficar nas mãos daqueles que se vendem igual a uma prostituta.

  6. O DEM poderia ser o partido que representasse a direita que agora se agregou em torno Bolsonaro.

    Mas o DNA da oligarquia, oportunismo e corrupção falou mais alto.

    Tenho a sensação que é fim de carreira para o neto de ACM. Acho que vai surgir um “Bolsonaro” baiano para assumir a liderança contra a esquerda naquele Estado.

  7. volta pra Bahia -va pra itapoa tomar agua de coco ao inves de ficar cagando goma nos estados dos outros-nem pra tocador de berimbau vc serve va sf…..seu merdeu

  8. ACM Neto é prova viva de que a política brasileira é a mais podre de todas!

    Uma marretada na Urna Eletrônica é mais forte que pressionar o dedo no botao da dita-cuja.

    Cadeirada, derrubar da mesa, soltar o plug da tomada, desligar no quadro de força, meter o pé….

    ESSA ELEIÇÃO É UM BALDE DE PICHE NA
    CARA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

  9. Bloomberg reuniu as curvas de pesquisas do Ibope de Haddad agora em 2018 com as de Lula em 2002 e 2006 e as de Dilma em 2010 e 2014.

    A curva das pesquisas de Haddad claramente “procura” as curvas de Lula e Dilma.

    Nesta segunda-feira haverá outra pesquisa Ibope que ajudará a esclarecer se a “busca” continua.

  10. Como baiano vejo o nome de Zé Ronaldo como o único a crescer para fazer frente ao domínio da esquerda no estado. Foi uma pena Imbassahy ter se bandeado para o fisiologismo do PSDB, tinha tudo para comandar essa oposição. Neto, se bem, que um bom gestror, é um anão político, se tivesse cacife iria disputar o estado.

  11. Chora Alex, não há pesquisa comprada nem “togado apoplético cangaceiro de plantão” que tire do povo essas Eleições, prepara o Lexotan, se os “juízes infringentes forem machos pra modificar os resultados e a vontade popular” que ponha a cara na rua. Ontem lá no Nordeste do “rei da bandalha petralha” milhares de pessoas, cidadãos de bem de todas as classes sociais, sem serem pagos, foram às ruas dar o sinal da mudança, a “mídia nervosa silencia” , no dia 7 é bom fechar as janelas para muitos não pularem, a “mamata com dinheiro público vai acabar” e o que vem por aí mostrará ao povo o que eles fizeram com o dinheiro do povo nesses últimos 15 anos de bandalha petralha ! A radiografia atual da vida do brasileiro nesse caos moral, ético, econômico, financeiro, administrativo e social é oi legado dessa podridão lulopetralha e seus fanáticos seguidores, roubaram, e ainda roubam, o país e querem se perpetuar, o troco tá chegando, não vamos fazer do Brasil a Venezuela que eles querem e sonham, chora não Alex, lava o rosto com água do mar, a “onda é grande” !!!!!!

  12. É importante que a vitória definitiva do Bolsonaro seja no primeiro turno. Assim ele teria suporte popular para impor seu programa de modernização e moralização do país mesmo com a oposição dos lambe-bundas tradicionais do congresso e do STF.
    Temos que mudar quase tudo. Não aceitaremos mais Dirceu livre, Lula dando pitaco da prisão, e a insegurança e a miséria reinantes no país.

  13. PSL DE BOLSONARO É O MAIS GOVERNISTA: Foram analisadas 107 votações de interesse do Planalto feitas no primeiro semestre como a intervenção no Rio de Janeiro, o cadastro positivo e temas ligados à Petrobras e Eletrobras. O PSL de Bolsonaro registrou uma taxa de fidelidade ao governo de 67,73%, enquanto que o MDB de Temer ficou em segundo lugar com 64,34% e o PSDB de Alckmin em terceiro com 63,05% de apoio parlamentar nas votações. Na sequência aparecem como mais fiéis PPS, PP e DEM. https://oglobo.globo.com/brasil/partido-de-bolsonaro-foi-mais-fiel-temer-neste-ano-22914949#ixzz5S2avVPv9

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