Eleitor vai conferir as novas pesquisas com o futuro resultado das urnas

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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Pedro do Coutto

Mais uma vez, na história política do Brasil, 147 milhões de eleitores e eleitoras vão poder conferir o que apontarem o Ibope e Datafolha quanto às intenções de voto com os resultados concretos das urnas. O desenvolvimento das pesquisas, vale frisar, passa por várias fases da campanha e ilumina nessas etapas as tendências registradas em cada uma das etapas.

Estou me referindo às votações majoritárias porque as proporcionais dependem, em grande número de casos, dos redutos mantidos à base de prestação de serviço por deputados federais e estaduais.

DESDE JK – Ao longo do tempo em que acompanho pesquisas eleitorais, a começar pela vitória de Juscelino Kubitschek em 55, acentuo que em mais de 60 anos só tomei conhecimento de dois graves equívocos por parte do Ibope. Em 54, em São Paulo, quando Jânio bateu Ademar de Barros para governador, e em 85, quando o mesmo Jânio emergiu do passado e derrotou Fernando Henrique Cardoso para a prefeitura da cidade de São Paulo. O Datafolha é mais recente do que o Ibope. Deve ter ao todo, estimo eu, em torno de 40 anos.

Os prognósticos são cálculos de precisão. Sem dúvida. No pleito de 2014, o Datafolha prognosticou uma vitória de Dilma Rousseff pela diferença de 4 pontos. O Ibope projetou 5 pontos de vantagem. Ela venceu com 3 pontos percentuais. Muitas pessoas não acreditam em pesquisa, eu fui um dos primeiros jornalistas a levá-las a sério e escrever sobre elas. Me vem a memória a entrevista de JK no Rio, com base no Ibope de Paulo Montenegro, quando ele assinalou os pontos em que venceria e os pontos em que seria derrotado. Impressionou-me muito a exatidão confirmada nas urnas em relação as perspectivas e os lances finais da campanha.

FIRMEZA – Impressionou-me também a firmeza de JK ao dizer que Ademar de Barros sairia na frente, pois a apuração em São Paulo corria mais rapidamente do que em Minas Gerais. JK teve 62% dos votos de Minas e alcançou uma votação fraca em São Paulo.

Dei esse exemplo para esclarecer que os grupos sociais têm tendências definidas dentro delas mesmas. As vezes um candidato sai na frente e termina perdendo a disputa. Acontece. E acontece porque, de outro lado, as pesquisas acompanham situações de momento, não podendo prever os desfechos das urnas semanas depois. Agora mesmo, estamos a quase quatro semanas da votação. Não se pode dizer hoje qual candidato chegará ao segundo turno contra Bolsonaro. Mas é possível projetar-se outro tipo de afirmação com base nas oscilações dos candidatos.

PAES VENCERÁ – No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, na minha opinião Eduardo Paes (DEM) vencerá a disputa. Encontra-se numa fase de ascendência, enquanto Romário cai no lado oposto. Paes, pelo Datafolha na última semana subiu de 18 para 24%, enquanto Romário desceu de 16 para 14%.

Este é o quadro das eleições que vão levar às urnas mais de 140 milhões de brasileiros e brasileiras. Em matéria de tendência, temos que esperar as próximas pesquisas que vêm por aí.  A do Datafolha está anunciada para hoje, segunda-feira.

7 thoughts on “Eleitor vai conferir as novas pesquisas com o futuro resultado das urnas

  1. Como exímio jogador que é, Romario entrou nessa, apostando que Dudu Paes fosse alcançado pela Lava Jato. Mas a projeção do Baixinho malogrou: embora tenha um calhamaço de acusações contra si, até agora, Paes consegue deslizar como um azougue. Quem serão esses advogados trampolineiros que estão operando tal milagre?
    Dos espertos que se locupletatam com as obras das olimpíadas, no Rio de Janeiro, Eduardo é um dos poucos que têm passado em branco.

  2. Só sei que se as pesquisas favoreceram o meu candidato, elas serão verdadeiras. Se não, serão, certamente, fraudadas e sem credibilidade…

  3. Vem sendo muito divulgado um vídeo em que Paes e Lula conversam muito intimamente. Se Paes vencer, fica a escrita de que o povo Rio trabalha e merece o status de pior dos piores estados da federação. Serviços públicos caros, sem qualidade e conforto para quem paga, custo de vida, nem se fala do estado no topo dos que mais cobram impostos. Ruas e estadas esburacadas ou em péssimo estado de conservação, pois tapam os buracos deixando grandes ondulações, tornando a rua, um quebra molas em toda ou quase toda sua extensão. Essas ruas concorrem com vias urbanas pedagiadas, disse urbanas, e ainda cobrando valores antieconômicos. O carioca que mora no subúrbio e trabalha na Barra, perde todos os dias, um bom dinheiro a cada vez que passa nos pedágios da Linha Amarela ou da Transolímpica, seja qual for o sentido, um absurdo aceito somente pelo mesmos que elegem ladrões como Cabral em votação expressiva. Absurdo maior, considerando um dos IPVAs mais caros do país e ainda único que obriga seu cidadão fazer vistorias veiculares perdendo, não raro, seu dia de trabalho sob o sol forte. A violência no Rio é capa nos jornais do Brasil e fora dele e dispensa comentários. O Rio se comporta como um país isolado e não mais um estado da federação, tamanho o número de medidas fora da constitucionalidade. Então Paes se elege pelo DEM de César Maia? Aquele que tanto bateu para se eleger como prefeito. Aquele que tão mal falou da Cidade da Música e tiveram que mudar o nome para Cidade das Artes. Para aquele que vai para o Rio, este ainda é um local de natureza exuberante, com seríssimos problemas de mobilidade, caro, de povo mau educado e violento, guardando-se a percentagem dos não vulgares ilhados. Torço para que um dia o Rio volte a merecer o título de cidade maravilhosa.

    • Não é a toa que em Duque de Caxias, município onde fica a REDUC, se paga um preço de gasolina equivalente ao de Boa Vista no Acre. Esse ICMS continua indo para a quadrilha Cabralina?

  4. Quem ainda acredita em pesquisas além do senhor Pedro do Couto ?
    Como sempre, após as eleições esses Institutos virão a público justificar as diferenças entre as intenções declaradas e as suas específicas votações.
    Eu, que também acompanho eleições e pesquisas há dezenas de anos, conheço bastante a honestidade dessas pesquisas “encomendadas “

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