Elio Gaspari, Delfim Netto e Dyogo Oliveira abalam a posição de Meirelles

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Meirelles agota está sendo escanteado por Temer

Pedro do Coutto

O jornalista Elio Gaspari, em seu artigo desta quarta-feira, no Globo e na Folha de São Paulo, o ex-ministro Delfim Netto e o atual ministro do Planejamento Dyogo Oliveira abalaram a posição política do ministro Henrique Meirelles na Fazenda. Em seu artigo, Elio Gaspari sustentou que o presidente Michel Temer está colocando o titular da Fazenda e chefe da equipe econômica do governo num processo de fervura. Frisou que a diferença entre fritura e fervura é que a primeira é mais rápida do que a segunda.

A fervura começou com a consulta feita domingo passado pelo presidente Michel Temer, ao ex-ministro Delfim Netto, dos governos militares em sua residência em São Paulo. Nesse encontro, Delfim Netto afirmou que o desequilíbrio das contas públicas, sobretudo os da Previdência, resultam em grande parte do fato de os salários do funcionalismo serem muito maiores do que os pagos pelo INSS aos aposentados e pensionistas do país.

MEDIDA PROVISÓRIA – Daí surgiu a medida provisória, baseada em projeto do ministro Dyogo Oliveira, do Planejamento, propondo um programa de demissões voluntárias na área federal. O projeto, acentua O Globo, em sua página econômica de quarta-feira, criou mal estar entre os ministros Meirelles e Oliveira. O ministro da Fazenda classificou o PDV de iniciativa preliminar e se ressentiu de não ter sido avisado da divulgação do plano.

“Trata-se” – afirmou Meirelles – “de um movimento que ainda está sendo mensurado e depois vai depender do número de adesões”. Mas as palavras do titular da Fazenda não coincidem com a divulgação do projeto do Ministério do Planejamento. Confusão no governo, portanto.

O Brasil possui 632 mil funcionários, porém apenas 504 mil ativos. A perspectiva de adesão ao PDV será baixa.

MP A CAMINHO – Mas a reportagem de Geralda Doca, Bárbara Nascimento e Eliane Oliveira, O Globo, edição do dia 26, revela que a medida provisória elaborada por Dyogo Oliveira, ao contrário do que colocou Henrique Meirelles, segue em frente.

Tanto assim que a proposta do Ministério do Planejamento, além do PDV, inclui a redução de carga horária, no sentido de que os funcionários possam optar pela redução salarial correspondente e exercerem outro emprego no setor privado. Faltou ao ministro do Planejamento dizer onde está esse segundo emprego numa época em que o desemprego atinge 14 milhões de pessoas no Brasil.

Mas voltando ao torpedo disparado contra Henrique Meirelles, ele inclui também, além do artigo de Gaspari, um artigo de Delfim Netto, publicado na Folha de São Paulo, na coluna que ocupa as quartas-feiras.

MAIS CRÍTICAS – Delfim Netto defendeu o crescimento da produtividade do trabalho e condenou a criação do Fundo para financiar eleições. A Nação está estarrecida, disse ele. Houve um incesto entre o poder público e parte do empresariado, com apoio do Poder Legislativo. Acrescentou: a economia padece do mais profundo voluntarismo econômico que precedeu a eleição de 2014 e a tragédia fiscal que nos devora.

Outro dia, Delfim destacou que os vencimentos do funcionalismo são a causa também do desequilíbrio financeiro. Mas esqueceu que apenas 10% do quadro federal ganham acima de 5.500 reais por mês.

Como se constata, foram disparados três mísseis de longo alcance na direção do edifício da Fazenda na Esplanada dos Ministérios: Gaspari, Delfim Netto e Dyogo Oliveira — este último, lançado na plataforma do próprio Palácio do Planalto.

5 thoughts on “Elio Gaspari, Delfim Netto e Dyogo Oliveira abalam a posição de Meirelles

  1. Toda vez que o governo brasileiro não sabe o que fazer com a economia, vai atras do Delfim Neto, em busca de um receituário que proporcione um milagre.
    O ex ministro foi um “milagreiro” nos tempos do “milagre brasileiro” e portanto acham que ele é o detentor da “fórmula mágica” que poderá curar a incompetência da administração pública.
    Enquanto os interesses políticos prevalecerem sobre tudo, esqueçam que o pais vá entrar nos eixos.

  2. Delfim???!!! É daqueles que mesmo falando alguma coisa que, aparentemente, seja plausível não deve ser ouvido. Já deveria ter se recolhido a sua caverna, o “conselheiro” econômico de TODOS os governos. Quando suas ideias são postas em práticas só resultam em mais pobreza, endividamento e atraso.

  3. Delfim Netto é um imbecil. Esse miserável esquece que os maiores salários no serviço público são de pessoas indicadas, cargos comissionados, concedidos a parasitas puxa-sacos dos políticos corruptos. Essa besta maldita também não deve saber que servidores concursados recolhem percentual para a previdência em cima da totalidade de seus salários, e não de um teto de cinco mil e poucos reais como na iniciativa privada. Por que ainda dão cartaz para esse inútil? Povo estúpido, esse tal de brasileiro!!!

  4. Alguém com um mínimo de bom senso acha que, num momento de recessão e enorme desemprego, algum funcionário público federal, que tem seu salário em dia, estabilidade garantida e aposentadoria muito melhor do que a do setor privado vai desistir disso para ganhar dois ou três salários de incentivo à demissão, ou reduzir sua carga horária e salário? A proposta é absolutamente inócua. E enquanto isso os altos cargos do executivo, os congressistas e o judiciário continuam com seus altos salários e inadmissíveis privilégios como auxílio moradia, verba para compra de livros, auxílio alimentação, auxílio saúde e auxílio educação para os filhos, enquanto o resto do país se debate numa recessão que está fazendo pó dos serviços essenciais que deveriam ser prestados pelo estado e um aumento galopante do desemprego e da criminalidade.

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