Em balanço, Ernesto Araújo compara Brasil a time e diz que imprensa não narra gols do governo

Araújo tenta culpar a imprensa pela atuação da “equipe”

Deu no O Tempo

Em balanço do primeiro ano à frente do Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, atacou a imprensa e negou atuação ideológica na política externa do governo Jair Bolsonaro. Em vídeo de quase seis minutos de duração, publicado neste fim de semana, em redes sociais, o chanceler rebateu previsões, feitas no começo do governo, de que o Brasil teria problemas nas relações internacionais devido a declarações de Bolsonaro que geraram atrito com China e países árabes.

Ainda candidato à Presidência, Bolsonaro visitou Taiwan, ilha considerada rebelde por Pequim. Poucos meses depois, na reta final da campanha, ele declarou que a China estava “comprando o Brasil”. Após ser eleito, o presidente demonstrou a intenção de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.

RECUO – Recuou da ideia, porém, após forte oposição dos países árabes e do agronegócio brasileiro, interessado em manter as exportações a esse mercado. “Dizem que nossa política externa não deu resultados. Nós simplesmente fechamos, durante este ano, 2019, os dois maiores acordos comerciais da história do Brasil”, afirmou Ernesto.

Ele não cita quais são esses tratos. Em 2019, o Mercosul concluiu as negociações para um tratado de livre-comércio com a União Europeia e com o EFTA (Associação Europeia de Comércio Livre), bloco formado por Suíça, Liechtenstein, Noruega e Islândia. Esses pactos estavam em discussão havia anos.

AVANÇOS – Segundo o ministro, as relações do Brasil com China, África, Israel e países árabes estão avançando. “Dizem que é uma política externa ideológica, não sei de onde é que tiraram isso. É uma política externa que contesta a ideologia, é uma política externa que procura desmontar uma ideologia, que é justamente a ideologia que preside muitas dessas críticas”, afirmou.

“O que que é a ideologia? Ideologia é um sistema de pensamento fechado que não permite a penetração da luz da realidade.” Para Ernesto, a mídia tem atuado contra o governo e não reporta conquistas de Bolsonaro na área internacional.

IMPASSE – Como exemplo, ele afirma que a imprensa teria se recusado a publicar a resolução de um impasse entre Estados Unidos e Brasil no setor de aço. No entanto, em 20 de dezembro, A Folha de S.Paulo e outros veículos relataram que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou da ideia de retomar as tarifas sobre o aço e o alumínio do Brasil após uma conversa com Bolsonaro.

A intenção do americano de sobretaxar a importação desses produtos brasileiros surpreendeu o governo brasileiro, que tem tentado manter relações próximas com Trump. “O Brasil é visto hoje como um ator muito mais importante do que era antes. Tem uma ideologia aí que realmente diz que nós perdemos prestígio, não tem nenhum dado da realidade para provar, todos os dados da realidade provam o contrário”, disse o chanceler.

TIME DE FUTEBOL – Por fim, o ministro comparou o governo a um time de futebol e afirmou que a imprensa, diferentemente das mídias sociais, tem atrapalhado a atuação da equipe. “É como se estivesse havendo um jogo de futebol, e a imprensa é um radialista que está narrando este jogo e torcendo por um time”, diz Ernesto.

“Então ele não narra os gols do outro time, que somos nós, que estamos fazendo gols e inventa gols do adversário, que é o time pelo qual ele está torcendo. Nós somos o time do povo brasileiro, acho que estamos ganhando o jogo.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
–  O ministro quer encerrar 2019 como ganhador do Troféu de melhor piadista do ano. Comparar a imprensa formada por jornalistas e profissionais que buscam, em sua maioria, levar informações sérias e imparciais  com as mídias sociais, onde o extremismo e a parcialidade demarca territórios, é brincadeira. Não é parâmetro. E ainda tentar reverter o quadro de tropeços culpando terceiros é pequeno demais. Evidentemente, em um ano não se faz milagres, mas que assuma suas pedras no caminho e a sua cota de responsabilidade. Colocar na conta do Abreu é brincadeira. (Marcelo Copelli)

15 thoughts on “Em balanço, Ernesto Araújo compara Brasil a time e diz que imprensa não narra gols do governo

  1. “…formada por jornalistas e profissionais que buscam, em sua maioria, levar informações sérias e imparciais com as mídias sociais…”

    -Dissestes bem, meu caro: “Em sua maioria….”
    -Ou seria “minoria”?

    Não devemos esquecer que os meios de comunicação, onde os jornalistas trabalham, sempre foram moeda usada em troca de apoio e sempre estiveram nas mãos dos políticos ladrões desde os tempos do Sarney:

    “‘O governo Lula reproduziu uma prática dos que o antecederam e distribuiu pelo menos sete concessões de TV e 27 rádios educativas a fundações ligadas a políticos. ”
    http://observatoriodaimprensa.com.br/interesse-publico/folha-denuncia-distribuicao-de-emissoras-a-politicos/

    “Brasília (02/07/2006) Uma representação em curso na Procuradoria da República no Distrito Federal investiga a denúncia de que um em cada 10 deputados é proprietário direto (em nome próprio) de meios de comunicação, o que é proibido pela própria Constituição.
    A representação do Ministério Público poderá ter um efeito explosivo sobre o Congresso, já que dos 513 deputados, nada menos do que 50 têm emissoras de rádio e televisão em seu próprio nome. O número pode crescer se forem contabilizados os deputados detentores das concessões em nome de terceiros, como parentes ou empregados.”

    • Agora, o jornalista é empregado. Se ele for imparcial ou seguir os próprios pensamentos, terá que procurar emprego! Tipo o colunista JR Guzzo.

  2. Estou longe de simpatizar com o ministro Ernesto Araújo, mas concordo com ele quando diz que grande parte da nossa imprensa não divulga as conquistas deste governo. Existe parcialidade SIM, e um jornalista sério deveria ter a honestidade de reconhecer isto. Só para citar alguns exemplos, a Folha de São Paulo e as organizações Globo. A repulsa a Bolsonaro é tanta que os cega, não permiti do que constatem o bom trabalho de alguns ministros, que estão de fato colocando o Brasil na rota certa.

  3. Não falou nada que a sociedade já não percebeu. A mídia progressista passou treze anos passando pano para os governos de Lula e Dilma, caladinha sobre os descalabros que ambos e suas quadrilhas estavam cometendo. Mas, nada que um período de uns dez anos sem a esquerda no poder, mude isso e faça a imprensa e seus jornalistas voltarem a só informar, não desinformar ou torcer para um lado. Alguns jornais se apequenarão mais ainda e alguns jornalistas já estarão gritando lula livre no céu (ou no inferno) junto com o ídolo, líder e deus!

  4. Prezado Sr. Marcelo Copelli, vi que o Francisco Vieira já disse em seu comentário o que eu queria dizer e mais alguma coisa, quanto a não podermos concordar com o que o senhor disse: ” … jornalistas e profissionais que buscam, em sua maioria, levar informações sérias e imparciais … “. Como bem disse o citado comentarista, ainda bem que o senhor colocou ” a maioria”. Na verdade essa imprensa, acostumada com as gordas verbas de governos anteriores, com o que era cooptada, parece estar associada para destruir o atual governo que ‘lhes secou essa fonte’. Quero dizer que não apoio o atual governo em tudo e estou longe de ser bolsonarista. Entretanto está muito claro sim, que essa mídia, quase toda, está empenhada em mostrar só as falhas do governo e omitir, por completo, as boas realizações, que são muitas.

  5. Sr. Milton Vieira de Souza Lima, a Tribuna da Internet também faz parte da mídia, e é lida em vários países lusófonos, além de dar acesso gratuito a leitores do todo o Brasil.

    Sugiro que Vossa Senhoria aproveite este espaço na mídia para mostrar ou apontar, por completo, as boas realizações do governo Bolsonaro, que segundo Vossa Senhora, realizações que são muitas,

    Para mim será interessante saber sobre estas boas realizações, porque até o momento eu as desconheço.

  6. OPINIÃO
    O fim da farsa, a libertação e o ocaso dos farsantes!
    28/12/2019 às 18:31

    Que ano maravilhoso foi esse 2019 que se finda! Que ano!
    O Brasil e os brasileiros têm muito a comemorar.
    Foi o ano da maior virada da nossa história republicana!
    Foi o ano da pá de cal sobre os canalhas canastrões que se incrustaram nas instituições e nas entranhas da República para propagar o engodo, o aparelhamento ideológico, a corrupção institucionalizada das estruturas do Estado. Terminamos o ano libertos!
    Um ano de avanços notáveis:
    Queda no desemprego; queda dos juros; reforma da previdência; diminuição dos cargos e das mamatas nas tetas do erário; legislação da liberdade econômica; pacote de combate à corrupção, ao tráfico de armas e de drogas e ao crime organizado; obras estruturais sendo executadas em tempo recorde com destaque para os modais logísticos, dentre eles a ferrovia leste-oeste; avanços significativos e importantíssimos com recolocação do Brasil num novo cenário nas relações internacionais; nenhuma denúncia de corrupção no Governo Federal; fim do toma-lá-dá-cá; queda em todos os índices de criminalidade no país; avanços e premiação internacional do programa Criança Feliz; maior volume de apreensão de drogas e armas da história; isolamento dos líderes e desestruturação do crime organizado; retomada do crescimento econômico; privatizações em vários setores, com destaque para 17 aeroportos prontos para serem entregues à iniciativa privada e na exploração e distribuição de petróleo e derivados; maior safra de grãos de todos os tempos na mesma área plantada prevista para 2020; 1,5 milhões de matrículas criadas para educação profissional; fim do loteamento dos cargos públicos; novo marco das telecomunicações; abertura da economia interna aos investidores estrangeiros; 13° do bolsa família; a bolsa de valores batendo recordes históricos.
    É muito para um ano só! Mas é pouquíssimo ainda para o que merecemos ter e vamos construir.
    Mas a maior vitória foi colocar à luz as trevas do Lulopetismo.
    Ainda que o chefe da camarilha tenha sido liberto das penas as quais está soberanamente condenado (ladrão declarado judicialmente que é por sentenças exaradas por três instâncias jurisdicionais) por decisões indecentes de 6 dos 11 ministros do STF, o seu reinado teve fim.
    E o medo do fantasma do seu retorno ao convívio social, dilui-se!
    O ladrão e sua corte tiveram seu poder evaporado.
    Estão no abismo do ostracismo eterno que cavaram com os próprios pés e com as mãos que estão sem unhas de tanto que rasparam os cofres.
    Lula, o PT e grande parte da esquerda que lhe deram sustento não passam de defuntos políticos, insepultos e putrefeitos.
    Ninguém os quer por perto!
    Essa, dentre todas as benesses deste ano de glórias, foi a mais importante de todas.
    A verdade venceu a mentira.
    O breu foi iluminado pela luz. Apesar das ardilosas maldades ideológicas da Globo, da Folha, do Estadão, o Brasil emergiu para novos tempos.
    Embora Bolsonaro, Mourão, Moro e muitos outros representem pessoalmente estes avanços, na verdade, a grande vitória é da Pátria.
    E quem fez essa conquista foi a Nação brasileira, através de milhões de homens e mulheres comuns, gente do povo.
    Tendo como única arma um celular ou um computador.
    E como local de ação as mídias sociais e as praças públicas.
    Foi o povo o pivô que fez a engrenagem rodar de modo diferente!
    E, podem ter certeza: esse estado de mudanças não vai parar por aí.
    2020 vai ter muito, mas muito, muito mais!
    Mudanças no STF, nas prefeituras, nas estruturas de poder e na vida das pessoas.
    Retomada dos valores da ética, do respeito às diversidades sem enaltecimento da devassidão e da depravação dos costumes.
    Os brasileiros estão tendo o gostinho de viver a liberdade – e, em seu nome, construir seu destino, tomando-o nas próprias mãos.
    Nada mais vai nos ameaçar nem nos colocar reféns ou com medo. Nunca mais! Nenhum mentiroso, farsante ou ladrão vai por novamente as mãos no manche desta potência que se chama Brasil!
    Que ano feliz!
    Que maravilhoso ter vivido para estar vendo isso!
    O Brasil enfim descobriu que é maior que qualquer crise!
    Ainda que a velha política não queira!
    Não sou vidente, mas está evidente: ólho no horizonte e vejo um mais que feliz ano novo!

    Luiz Carlos Nemetz
    Advogado.Vice-presidente e Chefe da Unidade de Representação em Santa Catarina na empresa Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Sócio na empresa Nemetz & Kuhnen Advocacia.
    @LCNemetz
    http://www.jornaldacidadeonline.com.br

  7. E o treofeu piada do ano vai para o TI pela NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG:

    “Comparar a imprensa formada por jornalistas e profissionais que buscam, em sua maioria, levar informações sérias e imparciais”

    A imprensa não apenas não é seria e imparcial como é absolutamente incapaz de fazer uma autocritica.

    Por que os “jornalistas” merecem maior credibilidade do que qualquer outra pessoa? São santos escolhidos por deus? Por que tem diploma? Por que tem carteirinha de jornalista?

    Credibilidade se conquista com base no julgamento da sociedade e não por que por ganhar uma carteirinha.

  8. “Comparar a imprensa formada por jornalistas e profissionais que buscam, em sua maioria, levar informações sérias e imparciais…”

    Sério mesmo que o sr. Copelli acredita que a impren$a faz mesmo o que afirma acima? O troféu Piada Do Ano já esta ganho. Imbatível!

  9. Com este substituto nos comentários do blog o fundo do poço chega rápido. Acha que ainda consegue enganar alguém com este papo de imprensa isenta. Esta é a piada do ano!

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