Em casa, pela vida, uma homenagem a quem se arrisca em nome da coletividade

Coronavírus: Profissionais de saúde são homenageados com aplausos ...

Reprodução de foto de O Globo

Vicente Limongi Netto
Correio Braziliense

Sigo todas as instruções para manter-me vivo. Não dou trela ao azar. Não me deixo vencer pelo desânimo nem pelo seu parceiro, a irritação. Mantenho meus hábitos. Abro janelas. Arejo a casa. Saúdo o canto dos pássaros. Varro os cômodos. Penduro roupa no varal. Lavo louça. Telefono para netos e filhas. O distanciamento forçado alimenta e fortalece a alma com vigoroso e indispensável amor e solidariedade.

O espírito cultiva pensamentos voltados para aqueles que também sonham em preservar sua vida. Muitos deles, infelizmente, não têm alternativas materiais e financeiras para cuidarem-se com mais segurança.

HERÓIS DA RESISTÊNCIA – Imagino a intranquilidade e o tormento rondando lares e vidas de famílias amontoadas em cubículos. Sem condições básicas de saneamento. Onde falta de tudo um pouco. São legítimos heróis da resistência. Bravos anônimos. O governo não pode esquecê-los.

O isolamento nos leva a pensamentos e autocríticas. Sinto-me protegido, revigorado e orgulhoso com os esforços dos abnegados patriotas profissionais da saúde. Na mesma linha, aplaudo, também, e coloco no pedestal do bem os bombeiros, lixeiros, garis, policiais civis e militares, caminhoneiros, vigilantes,  lixeiros, motoboys, frentistas de postos de gasolina, porteiros, empregados de farmácias, mercados e padarias, assim como os jornalistas e tantos outros profissionais, que também se arriscam .

Lamentável, por sua vez, que setores políticos não se entendam. O coletivo é prejudicado por juvenis arranca-rabos. Anteciparam 2022 sem a permissão dos eleitores. Oremos.

13 thoughts on “Em casa, pela vida, uma homenagem a quem se arrisca em nome da coletividade

  1. -Caro Vicente, neste país, as pessoas que carregam a carga de pedras são vistas como desnecessárias, como gastos inúteis, como “parasitas”, principalmente se quem usufruir dos seus serviços forem as pessoas pobres,
    deserdadas e sem sobrenome importante.
    -Esses profissionais sempre trabalharam com doenças e com secreções desagradáveis; no entanto, precisou aparecer uma praga que atingisse forte o topo da pirâmide social para que a sua importância fosse percebida.
    -Enquanto isso, os verdadeiros parasitas da Nação estão aí, desfrutando indenizações, viajando para cima e para baixo as nossas custas, recebendo gratificações, diárias e auxílios que envergonhariam qualquer um que tivesse vergonha, e que apenas o que alguns deles ganham acima do teto constitucional daria para pagar o salário de várias enfermeiras.
    -Infelizmente, quando a doença passar, serão novamente esquecidos.

    -Talvez, se aparecer, no futuro, alguma doença que cause paralisia cerebral, no caso da falta de exercícios cerebrais, os professores também sejam convocados e também chamados de heróis.

    Abraços.

  2. Oportuno artigo postado, no momento que o povo desse planeta deve tanto a tão poucos, que lutam e morrem para salvar-lhes a vida, as equipes de saúde!

    Médicos, enfermeiras, policiais, técnicos em enfermagem, os abençoados caminhoneiros, as pessoas maravilhosas que lhes alcançam um prato de comida nas estradas, farmácias e padarias abertas, hospitais lotados.

    Rendo minha homenagem e reconhecimento ao brilhante trabalho executado pelo Ministro da Saúde.
    Competente, sério, honesto, informando a realidade brasileira como ela é, e até mesmo se indispondo com Bolsonaro, que desmancha com os pés as orientações da autoridade encarregada desse problema gravíssimo que ora nos afeta!

    O Brasil passou de 200 mortos, que tinham sido contaminados com o COVID-19.

    Como ainda não começamos a escalar o pico da doença, o número de vítimas será bem maior, lamentavelmente.

    Mas podemos extrair algumas conclusões sobre o nosso país e autoridades:

    Jamais tivemos um plano de governo, mesmo que antigo, para fazer frente a uma calamidade pública em nível nacional;

    Verifica-se o estado deplorável da saúde nesse momento, que vem sendo criminosamente negligenciada governo após governo;

    Nunca houve um plano ou arremedo que fosse de logística, para atender rápida e eficientemente, a população pobre e miserável, no caso de não ter como conseguir comida;

    O poder judiciário está totalmente alheio à gravidade do pais e povo com relação à pandemia;

    O poder legislativo mantém-se calado, omisso, negando-se a colaborar com a diminuição de seus gastos perdulários com a população;

    O poder executivo comprova mais uma vez que, entra e sai governo, a incompetência e insensibilidade para com os necessitados vem aumentando;

    Curiosamente, as FFAA que deveriam estar atuando com vigor nesta crise, encontra-se nas casernas, protegidas e resguardando-se da contaminação do vírus, enquanto na “linha de frente” ou front, como quiserem, temos os civis;

    Não havia necessidade alguma de gastar milhões de reais (sabe-se lá quanto que não será creditado à corrupção) em hospitais de campanha, se os alojamentos dos quartéis fossem utilizados para esta finalidade;

    Os milhares de veículos militares e 200 mil soldados do Exército, deveriam entregar cestas básicas nos bolsões de miséria, casebres, malocas, vilas, favelas e comunidades, de modo que esse povo não precisasse sair de casa em busca de alimentos;

    Atitude sórdida e deplorável das neopentecostais, que insistem em cobrar de seus fiéis o dízimo e outras contribuições para que a “palavra de Deus” continue sendo transmitida, no lugar de se oferecerem para ajudar os mais carentes;

    A Igreja Católica Romana segue no seu egoísmo e extremos cuidados com o seu INCALCULÁVEL patrimônio. As igrejas, seminários, conventos, poderiam estar sendo feitos de hospitais, pois espaço tem de sobra, mas continuam sendo apenas e tão somente a “Casa de Deus”, como se Ele não tivesse várias moradas, conforme afirmado em uma de suas tantas parábolas;

    Finalmente constatamos a falência das contas públicas, diante da falta de recursos adequados e necessitados para combater o vírus, proteger e preservar a vida dos cidadãos brasileiros.

    Dito isso, salve-se quem puder!
    Cuidem-se!

  3. Esqueci:

    Trump designou um imenso navio com mil leitos, para nele serem colocados os pacientes que não estão nas UTIs, mas portadores de doenças que não sejam ocasionadas pelo COVID-19.
    Assim, deixa livre os hospitais para atenderem quem está contaminado.

    A nossa Marinha não tem navios-hospitais?
    Os porta aviões Minas Gerais e São Paulo não poderiam receber os pacientes que não sejam os infectados?

    E os hangares dos aviões da Aeronáutica?
    Estrutura pronta, faltando leitos, apenas.

    E os anexos do congresso?
    os prédios das assembleias estaduais?

    Por que os gastos imensos com hospitais de campanha, se existem estruturas prontas??!!

    E os imensos prédios das Universidades que estão fechadas??!!

    Deus meu, somos comandados por amadores, porém extremamente profissionais da política, corrupta e deletéria!

    • Caro Bentl,

      Conheça os navios-hospitais Mercy e Confort, no vídeo de dez minutos, abaixo. O Brasil não tem nada que chegue nem aos pés deles. Porque nunca quis, nem se interessou, diga-se logo de passagem, pois a Vale, anos atrás, vendeu quase de graça alguns navios gigantes para a China.

      -Afinal, para que investir em navios-hospitais, ainda mais militares, se não estamos em guerra fora do país?
      -Os governantes brasileiros preferem consertar o telhado depois que começar a chuva!

      “Mercy e Comfort no combate contra a pandemia…”
      https://www.youtube.com/watch?v=LzjOv00Bq_g

      Abraços e saúde.

  4. Prezado Francisco, meu xará,

    Agradeço tu reforçares a minha crítica contra a Marinha, que não coloca parte de sua frota para receber pacientes com outras doenças, menos com o COVID-19.

    Imagina, agora, caso entrássemos em guerra até mesmo com o Uruguai??

    Os hermanos orientales não precisariam dar um tiro.
    O Brasil aniquilaria como seu povo através da desorganização, falta de planejamento, incontrolável e sem comando!
    Mais ou menos como constamos nesse momento de gravidade, e que somos assolados por uma pandemia.

    Justamente quem teria poder e meios de locomoção, de estruturas para receber milhares de pacientes, de entregar cestas básicas aos locais mais remotos e difíceis desse “Brasilzão”, encontra-se sem utilidade!

    Ah, e esqueci de mencionar os hospitais militares, que DEVERIAM estar fazendo parte dessa oferta de leitos ao povo.

    Enfim, o vírus nos atira na cara a realidade cruel deste país para com o seu povo.
    Nesse meio tempo, as castas “descansam” em casa, com suas despensas abarrotas de alimentos e bebidas, pagas pelos pobres, miseráveis, desempregados, doentes … que não têm nada nas suas choupanas e casebres.

    Abraço, guri.
    Te cuida!

  5. Belo texto.
    Devemos agradecer e louvar esses trabalhadores. Principalmente, aos profissionais que trabalham na linha de frente contra o corona vírus. Já li relatos de várias partes do mundo, onde eles, embora temerosos e muitas vezes sem as proteções adequadas, levam sua missão à frente, tentando salvar o máximo de pacientes. E isso se torna mais dramático quando as UTIs atingem a sua capacidade máxima e eles têm que escolher quem será tratado.

  6. Limongi trilhou pelo caminho do meio como Sidharta ensinava, reconheceu a abnegação dos que estão na linha de frente e não se esqueceu dos que não tem meios de sobrevivência afora o trabalho diuturno.
    Gostei do artigo do Vicente, não deu pedrada, esse tipo de ação constrói e serve de alerta.

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