Em conversa vazada, senador republicano chama Trump de ‘narcisista’ e ‘puxa saco de ditadores’

: 'puxa-saco de ditadores' - ISTOÉ DINHEIRO

Ben Sasse já tinha criticado Trump em casos de racismo

Deu na Folha
(Agência France Presse)

O vazamento do conteúdo de uma ligação telefônica do senador Ben Sasse, do Nebraska, revelou críticas duras do parlamentar republicano ao presidente dos EUA, Donald Trump. No telefonema, o correligionário afirma que o líder americano é um “puxa-saco de ditadores” e usa a Casa Branca como um negócio, além de flertar com supremacistas brancos.

Para Sasse, segundo a ligação, é provável que o atual presidente perca o pleito para o democrata Joe Biden. De acordo com o site FiveThirtyEight, que compila as principais pesquisas nacionais de intenção de voto do país, o ex-vice-presidente tem 52,4%, contra 41,8% de Trump.

DISSE O SENADOR – “Que diabos estávamos pensando quando achamos que vender um obcecado por televisão e narcisista ao povo americano era uma boa ideia?”, questionou o senador sobre Trump.

Ele afirmou, ainda, que uma derrota nas urnas no dia 3 de novembro pode fazer com que o Partido Republicano perca o controle do Senado — Sasse também concorre à reeleição.

Para ele, deixar de ter maioria na Casa é uma ameaça à liberdade religiosa e à Suprema Corte, já que os membros do tribunal são indicados pelo presidente e aprovados pelos senadores. A mudança, diz, faria o país “virar uma Venezuela” em dez anos.

POLÍTICA EXTERNA – O correligionário criticou a política externa de Trump, dizendo que o atual presidente ignora o que acontece em Hong Kong, por exemplo. “Não é só que ele falhou em liderar nossos aliados, é que agora os Estados Unidos regularmente vendem seus aliados”, afirmou.

Ainda segundo a ligação, Sasse afirma que Trump zomba dos evangélicos, um grupo importante de eleitores para o partido. Enquanto muitos parlamentares republicanos costumam evitar criticar o presidente, Sasse já o fez anteriormente, em relação à repressão aos atos antirracistas após a morte de George Floyd e às medidas de contenção do coronavírus.

Mesmo assim, o senador segue defendendo uma agenda conservadora e tradicional, alinhada ao seu partido.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Importante também o registro da pesquisa, que pela primeira vez leva a vantagem de Biden para dois dígitos, subindo de 9,1% para 10,6%. É cedo para cantar vitória, mas a coisa está ficando preta para Trump. (C.N.)

11 thoughts on “Em conversa vazada, senador republicano chama Trump de ‘narcisista’ e ‘puxa saco de ditadores’

  1. Mas não pode taxar os barquinhos senão eles vão tudo embora do país.

    Cês acham mesmo que esses caras vão embora do país se taxar ricos?

    Com tanto empresário desqualificado, com tanta benesse da lei, possibilidade de fazer desvios e sendo donos dos buracos no sistema, acham MESMO que conseguiriam recomeçar em outro país?

    Tenham a santa paciência.

    Só pra dar um exemplo do que acontece,…:

    https://www.gazetadopovo.com.br/bomgourmet/restaurantes/junior-durski-fecha-unidade-do-madero-em-miami/

    disclaimer: não tô dizendo que nesse caso a rede se aproveita de desvios e buracos no sistema etc. Eles só estão sob investigação.

  2. Enfim, até os republicanos começam a entender o estrago desse presidente para os EUA.
    Qualquer candidato é melhor do que o TRUMP, um supremacista branco, machista e mentiroso contumaz.
    Ele, além de tudo é cruel. Se lixou para a tragédia da Pandemia, que ceifou mais de 200 mil americanos. Não tem apreço pela vida de seus compatriotas, pela vida de ninguém, imagina o que ele Trump, pensa de nós brasileiros?
    Impediu que brasileiros tocassem o solo americano, vindo de avião, terra e mar para não agravar o contágio do virus e taxou produtos brasileiros, que competiam com as empresas americanas. Nesse ponto ele acertou, não é! América primeiro, os outros que se virem. E ainda tem pessoas que apoiam esse presidente. Temos que ter misericórdia e paciência, que tem gente para tudo.

    • Quem torce pelo reprise de Trump, no minimo, tem algo de incosequente, ou quer ficar postumamente famoso, por ter-se tornado churrasco de flashburning nuclear.
      China não vai demover o seu intento de retomar a província rebelde de Taiwan, tampouco recuar no seu expansionismo marítimo. Quem está errado é Trump e seu EUA: saem do inferno para darem pitaco na casa alheia.
      China não admitirá ser surrada com um arsenal armagedônico que hoje dispõe. E uma guerra nuclear, agora, pouquíssimos sbreviverão para esvoaçar as cinzas. Até o momento, Rússia não tomou partido, mesmo porque, ela também precisa da livre navegação para ampliar seus negócios. Além disso, no passado, a Rússia se apossou de uma faixa territorial da China, e por isso teme apoiar a reinvindicação chinesa sobre Taiwan; pois, amanhã, a Rússia poderá ser a cobrada!
      Com Donald Trump, no poder, todas as possibilidades de uma saída negociada já se exauriram.

      • A China considera Taiwan uma província rebelada desde 1949. Não vejo porque os russos deveriam ter hoje uma visão diferente da que tinham desde os anos 40. O que mudou? As alegações, difundidas vez por outra no Ocidente, de que a China tem pretensões sobre território russo – em alguns casos, dizendo que os chineses quereriam anexar a Sibéria inteira – parecem mais coisas de fantasias de neoconservadores doidos por guerras, ou de romance ruim do falecido Tom Clancy, o que dá no mesmo. Os americanos tentam vender essas fantasias para os russos, para dizer, “vejam, vocês precisam do Tio Sam para proteger sua terrinha gelada do ‘perigo amarelo’.” Os russos não levam essa conversa a sério.

        O caso de Taiwan é diferente, por que se trata de um território chinês onde o governo de Chiang Kai-Shek se refugiou após ser deposto por Mao. Não se trata de um território perdido para uma nação estrangeiras por causa de guerras passadas.
        A propósito, o que os americanos pensam dos mexicanos que lamentam a perda da Califórnia para a matriz USA?

        • Nas Américas, o único país tutelado pelos EUA, que prosperou foi o Canadá; chegou até o G-7, vejam só! Nessa permissão, conta o peso dos laços históricos entre ambas as nações: colonizadas pela mesma matriz, são membros da OTAN, vizinhos geográficos; e Canadá íntegra à Commonwealth, assim como grande parte dos países esbulhados pela Inglaterra.
          Azar do México, habitado por uma gente doutra linhagem, ser fronteiriço com o recordista, em violar o princípio de autodeterminação das pátrias alheias. Vigiado ali com olhos de Argos, em tudo o que faz ou planeja, o Estado mexicano está condenado a permanecer desarmado com a cara sempre a tapa. Recentemente, o governo mexicano sinalizou o interesse de adquirir alguns caças russos, da série SU, de pronto Trump esturrou!
          Agora, aqui na América do Sul, a preocupação do Uncle Sam é com Venezuela e Argentina, ambas com governos aversos à canga dos “donos do mundo”. Além de os motivos cediços geradores de tensões com a Venezuela. Na Argentina, a recente implantação de uma base de monitoramento de satélites, por parte da China, deixou os norte-americanos grilados, pois aquilo pode ser um embrião duma futura base militar chinesa no Cone Sul.

  3. O governo dos Estados Unidos, assim como políticos americanos individualmente, sempre apoiaram e adularam ditadores estrangeiros que bem quiseram, quando lhes convinha. Franklin Delano Roosevelt famosamente teria comentado que Anastacio Somoza era um “son of… (expressão chula que o Newton não gosta seja escrita aqui nos comentários), mas era nosso (dos EUA) “son of…”.

    Hillary Clinton chamou Hosni Mubarak de “amigo de sua família”.
    https://theintercept.com/2016/07/14/donald-trump-praises-dictators-but-hillary-clinton-befriends-them/

    E esse não foi o único caso. Kadafi, até pouco tempo antes de ser alvo de uma insurreição favorecida pelo Ocidente que mergulhou a Líbia num caos sangrento, foi tratado muito amigavelmente por políticos americanos como John McCain e Joe Lieberman, que figuraram muito tempo como “presidenciáveis”. Bashar Al-Assad foi outro alvo da simpatia de políticos estadunidenses, além de celebridades de Holywood como Angelina Jolie, antes da “primavera árabe”. Ampliando o cenário para além da matriz USA, Tony Blair foi um dos primeiros a polir a imagem de Kadafi, além de ter se notabilizado pela bajulação a Nursultan Nazarbayev, o dirigente do Cazaquistão sobrevivente da era soviética. Pinochet até tempos recentes recebia elogios da parte da dita boa direita americana, como por exemplo do Jonah Goldberg, autor do badalado livro “Fascismo de Esquerda”.

    Americanos nunca tiveram problemas em apoiar governos despóticos, sanguinários e/ou corruptos quando se beneficiavam ou quando estes eram úteis a seus objetivos geopolíticos.

    Quanto ao partido republicano, francamente está acabado. Já estava assim quando Trump se tornou candidato em 2016, porque os candidatos “sérios” como Jeb Bush e outros remanescentes do bushismo não conseguiram votos suficientes para isso, porque sua política neoliberal e belicista levou à concentração de riqueza e à crise de 2008, e à desmoralização dos EUA no mundo com sua interminável guerra ao terror. Republicanos não tem nenhuma política para a população americana desvalida, e nisso Trump não se diferencia dos republicanos “certinhos” como Ben Sasse.
    Provavelmente o partido republicano seguirá o caminho do partido Whig americano e dos Federalistas, e terminará desaparecendo com o tempo, e seu eleitorado migrará para os democratas, que acabarão se dividindo em uma ala conservadora e outra mais à esquerda, pela incapacidade de administrar divergências internas.

  4. Prezados Pedro Meira e Paulo III,

    Se me permitirem, mas essa questão que foi abordada sobre quem será o próximo presidente americano é mais séria do que imaginamos.
    As três nações mais poderosas do planeta estão jogando xadrez, e os países sul-americanos são as pedras no tabuleiro.

    A menina dos olhos do mundo é a Amazônia. A cobiça pela região é escandalosa, e só não foi ainda internacionalizada porque iria gerar graves protestos e ações contra quem tivesse nos invadido.
    No entanto, existem outros meios na geopolítica de os projetos se concretizarem, as intenções se realizarem.

    Há tubos de ensaio pelo mundo com relação a uma possível guerra mundial.
    Armênia e Azerbaijão; Irã e Israel; Arábia Saudita e Yêmen; China e Taiwan; guerra civil na Síria …

    Porém, os olhos do mundo estão voltados para a região amazônica, e não somente a parte brasileira, que é a maior, mas com relação aos outros países também:
    Peru, Venezuela, Colômbia, Guianas.
    Americanos, se invadissem a terra de Maduro enfrentariam chineses e russos;
    Se a Rússia ou a China invadirem o Brasil teriam pela frente o Tio Sam;
    Entretanto, se Brasil e Venezuela e de carona a Colômbia se desentenderem, os três grandes nos invadem e dividem o Cone Sul entre si!

    A Rússia está vendendo armas em profusão à Venezuela; a China tem poderosos investimentos nas mãos de Maduro;
    O Brasil bajula os americanos, e se diz íntimo de Trump.
    Em janeiro de 2019, Bolsonaro foi enfático numa de suas tantas declarações:
    Se os russos estão equipando a Venezuela, ele permitiria que os Estados Unidos instalassem bases militares no nosso país!

    Nada seria mais útil e proveitoso para esses nações que dominam o planeta, caso surgisse um conflito sul-americano.
    Rússia e China, alegando defender seus interesses e amizade com a Venezuela, viriam em seu socorro;
    Americanos, dizendo-se nossos aliados, se instalariam na fronteira nossa com a Venezuela, na … AMAZÔNIA!

    Logo, as nações mais poderosas que teriam provocado a guerra entre nós e a Venezuela, sem entrarem em conflito diretamente, abocanhariam a região mais rica existente, e que possui os maiores depósitos submersos de água doce deste planeta!

    O sul argentino e chileno possui as terras mais preservadas existentes no mundo, onde grande parte é inóspita para o homem.
    Não há matas porque o clima e o vento não permitem, mas rios e lagos riquíssimos em piscicultura, e vastas regiões que poderiam ser ocupadas para moradias e criação de ovelhas que não possuem poluição, limpas, e fonte de energia eólica magnífica.

    Vivemos um período de grandes transformações sociais, políticas e econômicas.
    A pandemia pegou o mundo no seu contrapé.
    Se faz necessário que os três grandes compensem as perdas comerciais, os prejuízos que tiveram porque a economia mundial desabou.

    Não há tempo para esperar pela recuperação de trilhões de dólares perdidos, pois existe apenas uma solução:
    Tomar as riquezas naturais de quem tem, e assegurar aos povos dos poderosos, milhares de anos de sobrevivência sem temores de falta de água e alimentos.

    Se acontecer, a III Guerra Mundial se deslocará da Europa e Ásia para o continente americano, então os cuidados extremados com o Cone Sul, onde qualquer conflito e essas reservas existentes poderão sofrer grandes perdas.

    Logo, a soberania das nações principalmente brasileira, colombiana, venezuelana e peruana, encontra-se em risco, e na iminência de ser quebrada para gáudio de europeus e asiáticos, enquanto sul-americanos e africanos mais ainda empobreceriam!

    Saúde e paz a ambos.

    • Bendl, acho especular sobre possíveis invasões chinesas e russas um pouco irrealista demais, até para os padrões dos livros de Tom Clancy – na verdade só tentei ler uma vez o “Caçada ao Outubro Vermelho” mas desisti, a russofobia rastaquera de Clancy me cansou logo. E também não vivemos no mundo do filme “Amanhecer Violento”. A China tem se dado muito bem comercializando com o Brasil e não teria porque se meter no pesadelo logístico de cruzar o pacífico, contornar o Cabo Horn e bordejar a Antártida para invadir o Brasil. Sim, os russos são exportadores de armas e a economia ascendente da China tem investimentos no exterior, mas isso é um problema para os americanos só porque eles tem pretensões hegemonistas. E perpetuar alimentar seu insaciável complexo industrial-militar em expansão perpétua. Se os americanos um dia realizarem suas fantasias de ocupar e esquartejar os territórios da Rússia e da China, irão continuar a expandir seus gastos militares para proteger o mundo de uma invasão extraterrestre. Quem sabe nesse dia nossos salvadores americanos descobrirão que o Covid-19 foi um “enigma de Andrômeda” enviado por invasores aliens.
      Quanto à eleição americana, como já escrevi em outras ocasiões, não há diferença real entre democratas e republicanos, quanto à política externa, ambos continuarão a perseguir a hegemonia global, expandir os gastos do Pentágono e hostilizar China, Rússia e quaisquer países que percebam como ameaça, num nível que farão os anos da Guerra Fria parecerem tranquilos em retrospecto.

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