Em matéria de profissionalismo, o treinador Muricy Ramalho não serve para dirigir nem time de várzea.

Carlos Newton

Essa demissão do Muricy Ramalho está muito mal contada. Suas justificativas são tolas. “Não posso ver meus jogadores se machucando toda hora. Não posso vê-los treinando naquele campo cheio de buracos, ver um time sem academia para treinar”, choramingou o até então treinador do Fluminense.

Se Muricy conseguiu ser campeão brasileiro com o campo cheio de buracos e sem academia, deveriam fazer uma estátua para ele. Mas é difícil acreditar que um técnico de tamanho renome, ganhando um salário estratosférico, não tenha prestígio no clube para mandar cobrir os buracos na grama. Isso é atividade rotineira em qualquer estádio. Não existe gramado perfeito. Todo campo de futebol fica com buracos depois de ser usado, porque se trata de um esporte violento, cheio de choques, carrinhos e tudo o mais. Para reparar o gramado, basta extrair placas de grama da margem do campo, replantar e regar. No dia seguinte está tudo bem.

Pior: Muricy disse que não há academia no clube, quando todo mundo sabe que funciona nas Laranjeiras uma sucursal da famosa academia de Julio Veloso, que foi e é um dos mais queridos e respeitados beneméritos do Fluminense.

A quem Muricy quer enganar? O único fato inquestionável em toda essa nebulosa história é a falta de profissionalismo do treinador, que abandona o clube e o time às vésperas de um jogo importante e decisivo pela Taça Libertadores da América. E ainda sai choramingando.

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