Em meio à crise, um em cada quatro servidores receberá promoção salarial em 2020

TRIBUNA DA INTERNET | Governo finge que tenta reduzir salários de marajás,  e a gente finge que acredita

Charge do A. Torres (Arquivo Google)

Deu no Jornal Hoje

Brechas na lei que congelou os salários do funcionalismo público até o fim do ano que vem têm permitido reajustes salariais para algumas categorias. Em meio à pandemia e à crise econômica, um em cada quatro funcionários públicos vai receber promoção salarial ainda neste ano.

Segundo reportagem da “Folha de S. Paulo”, 100 mil servidores ascenderam na carreira entre janeiro e agosto. Outros 62 mil devem ser beneficiados até dezembro.

CUSTO ELEVADÍSSIMO – Um em cada quatro servidores do governo federal conseguirá elevar o salário neste ano. O custo anual com promoções e progressões, segundo o jornal, chega a R$ 500 milhões.

Promoções para categorias específicas provocaram reações esta semana em Brasília. A Advocacia Geral da União (AGU) promoveu 607 procuradores federais para o topo da carreira, concedendo a eles reajuste nos salários.

Mas o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Furtado, considerou a promoção “inoportuna e indecorosa” e entrou com um pedido de liminar para suspender o ato. A AGU voltou atrás na decisão.

TAMBÉM NO TCU – Mas o próprio TCU, responsável por fiscalizar as contas públicas, concedeu promoção funcional para 39 auditores de controle externo e técnicos do tribunal.

Ao saber da decisão do TCU, Lucas Furtado também fez uma representação ao tribunal, pedindo que o ato seja declarado nulo.

Como a AGU, o TCU informou que “as promoções dos servidores foram realizadas obedecendo a legislação”, com parecer favorável da consultoria jurídica do tribunal.

DESPESAS PERMANENTES – Para Gil Castello Branco, da Contas Abertas, as promoções seletivas trazem dois prejuízos: criam despesas permanentes, que não podem mais ser cortadas, e ainda tratam os servidores de forma diferenciada, num momento de crise econômica.

“Enquanto alguns vão ficar até 2 anos sem reajustes, sujeitos até a outras medidas que o governo está negociando para conter a expansão das despesas com pessoal, determinadas categorias, ou pelo poder de pressão que possuem ou porque estão ali próximos ao poder, acabam recebendo privilégios completamente distintos daqueles que o cidadão comum tem, sobretudo os 70 milhões de brasileiros que estão vivendo as custas de um auxilio emergencial cada vez menor”, afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Quem votou em Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão, pensando que iriam enfrentar a nomenklatura e cortar gastos do governo e pagar a dívida pública, agora sabe que estava completamente enganado. Na verdade, as coisas pioraram, porque Bolsonaro abriu as burras para os militares. Como dizia Johnny Alf, foi ilusão à toa. (C.N.)

12 thoughts on “Em meio à crise, um em cada quatro servidores receberá promoção salarial em 2020

  1. 1. O dolar já chegou a 5.64;
    2. 150 mil brasileiros faleceram da covid;
    3. há chances de a CPMF voltar;
    4. a Amazônia e o Pantanal estão queimando.
    E o Abestado debochando de tudo e de todos.

  2. Precisamos separar o servidor público federal do barnabé, o funcionário público estadual, por uma questão de justiça e de se dizer a verdade!

    A turma do “baixo clero” do funcionalismo, estados e municípios, arrancam o couro do magistério, polícia civil e militar, agentes de saúde, agentes penitenciários e demais órgãos que pertencem ao Executivo.

    Faz sete anos que estão sem reajustes, inclusive a reposição da inflação, portanto, desobedecendo a Constituição;
    pagam com atraso e em parcelas os vencimentos;
    os serviços pioram a cada dia pelo descaso com o povo, e funcionários relegados às traças.

    Em compensação, o federal vai bem, obrigado.

    Aliás, aproveito a oportunidade, para dizer o seguinte:
    Bolsonaro poderia, repentinamente, assim como em um passe de mágica, se transformar no melhor presidente de todos os tempos.
    Bastaria que alterasse o sistema educacional, e federalizasse totalmente a área de ensino!

    Fim dos magistérios estaduais e municipais.
    E, compensação ao aumento de despesas, os estados e municípios transfeririam alguns impostos para o Planalto, lá pelas tantas IR, parte do ICMS, enfim, solução existem às pencas.

    Mas, como a questão não é resolver, porém mais ainda complicar, existem dentro do próprio funcionalismo os abonados e os abandonados.

    Se essa diferença não vai de encontro à isonomia, que reza até na Constituição, então reafirmo que estou diante de energúmenos comandando esta republiqueta!

    • “Quem votou em Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão, pensando que iriam enfrentar a nomenklatura e cortar gastos do governo e pagar a dívida pública”
      É muito estranho.
      Pior que “aécio contra a corrupção”, endeusamento do Cunha e Temer…….e agora o lava jatismo.
      Erros sempre na mesma direção.

  3. Muito pior do que teu comentário CN.
    Se o “andrade” tivesse sido o eleito; duvido que teriam solto os liberados e aprovado a legislação “blindadora” de corruptos que foi aprovada.
    PS: O idiota que vos escreve votou no “tosco”.

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