Em meio à esculhambação institucional, o Supremo prefere falar das flores…

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Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

Neste mês de novembro, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmen Lúcia, com apoio dos demais integrantes da instituição, decidiu concentrar a pauta em julgamentos de questões sociais e ambientais. Prefere falar das flores, como diria Geraldo Vandré. Com isso, os processos mais importantes para o país são empurrados para o ano que vem, ninguém sabe quando serão julgados, não há a menor previsão, especialmente as ações relevantes relacionadas à Operação Lava Jato. É a velha teoria do avestruz, que enfia a cabeça num buraco, para se esconder do perigo.

Processos importantíssimos estão pendentes de decisão no Supremo, envolvendo foro privilegiado, prisão preventiva de suspeitos, proibição de a Polícia Federal fechar acordos de colaboração premiada, prisão de condenados em segunda instância etc. Todas essas ações estão engavetados, até segunda ordem, por um motivo tolo – a briga entre os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes.

UMA DECEPÇÃO – O desentendimento glauberiano entre Barroso e Mendes, duas excelências republicanas, mais parece um duelo tipo “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”. Quando se esperava o desenlace, o caso foi amordaçado pela presidente Cármen Lúcia, aquela ministra que não gosta de censura.

Como se sabe, a ministra se notabilizou com a frase “Cala boca já morreu” e foi até saudada como a personagem ideal para restaurar a dignidade do Supremo. Mas acabou se revelando uma decepção. Foi de Cármen Lúcia o titubeante, gaguejante e decepcionante voto que devolveu o mandato a um político sujo como Aécio Neves, apanhado em “flagrante eperado” de corrupção, com gravação do acerto, filmagem da mala de dinheiro e tudo mais, incluindo a formação de quadrilha com a irmã, um primo e outros cúmplices.

CRISE AGRAVADA – No julgamento que beneficiou Aécio Neves, a presidente do Supremo apoiou a bancada da corrupção e agravou a crise institucional, causando a consequente libertação e devolução dos mandatos de outros políticos corruptos no âmbito estadual e municipal. Cármen Lúcia cometeu um erro gravíssimo, que tão cedo não se conseguirá corrigir.

Fim de ano em marcha lenta, o plenário do Supremo só retoma as atividades no final do mês, pois não haverá sessão nos dias 15 e 16, em razão do feriado de Proclamação da República, que maravilha viver, diria Vinicius de Moraes.

Nas últimas sessões do ano, os ministros decidirão temas eletrizantes, como se é necessário primeiro haver cirurgia, para depois os transexuais mudarem o nome e o sexo; se o SUS pode cobrar planos de saúde por tratamentos a segurados; e se é válido o Programa Mais Médicos, que emprega principalmente profissionais cubanos no interior do país,. etc. e tal.

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P.S.
Todos sabem que as mulheres são iguais ou melhores do que os homens, mas a decepção tem sido enorme com essas autoridades femininas, como Dilma Rousseff, Grace Mendonça, Luislinda Valois e Cármen Lúcia. Ainda bem que Raquel Dodge está dando show de bola na Procuradoria-Geral da República. Salva-se pelo menos uma. (C.N.)

9 thoughts on “Em meio à esculhambação institucional, o Supremo prefere falar das flores…

  1. Oh Newtão não fala isso não !

    Essa mulher uma decepção tremenda !

    Até hoje ela está mantendo engavetada a 3ª denúncia contra Temer no caso da MP do porto de Santos.

    Já deveria ter feito a denúncia faz tempo !

    Por isso ela foi escolhida a dedo.

    Isso é uma v-e-r-g-o-n-h-a !!!!

  2. 1) A briga entre os dois ministros pode ser verdadeira, mas pode tb ser ensaiada como fazem candidatos, políticos, autoridades e outros mais no palanque… ou diante dos holofotes…

    2) Isto é, mais um teatro neste Palco Brasil.

  3. Que a Raquel não se contamine em favor de um Brasil decente e justo. Temos agora um novo chefe da PF, vamos aguardar suas ações, se serão a favor da corrupção ou contra. As quadrilhas hediondas de Brasília, estão a todo vapor, a escrachar o Brasil, o Pastor de ovelhas negras, com a maior cara de pau, tentou justificar o injustificável, que estamos escravos da corja. Almas trevosas, o Ranger de dentes vos espera, pós túmulo.

  4. Se for para termos decisões esdrúxulas é melhor mesmo que esse SUPREMO não decida mais nada, pelo menos nesse ano. Uma dessas decisões esdrúxulas e absurdas foi a que prevê que a lei pode retroagir para ampliar punições a deputados no caso da lei da ficha limpa. Isso foi decidido pelo placar apertado de 6×5.

    Apesar de a maioria desses deputados e politicos serem realmente uns “pilantras” isso é um absurdo porque um dos principios básicos do bom direito é o de que a lei não pode retroagir no tempo, exceto se for para beneficiar o réu. Se hoje os afetados são os politicos pilantras, a massa tende a bater palmas, mas a derrubada de princípios básicos pode muito bem significar que amanhã o prejudicado pode ser qualquer um de nós, pessoas de bem.

    Portanto, isso que foi decidido pelo Supremo é uma decisão absurda que só contribui para gerar insegurança juridica que nivela nosso país às piores ditaduras do planeta.

  5. O Brasil é um lugar tão esculhambado, mas tão esculhambado… que quem pretende realizar a “reforma” da Previdência é um sonegador da própria previdência que diz querer “reformar”…

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