Em meio ao patrimônio em cinzas, surge a tragédia dos ministros incompetentes

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Marun chegou a ironizar o incêndio que destruiu o Museu

Bernardo Mello Franco
O Globo

É difícil explicar a um estrangeiro a sucessão de erros que levou ao incêndio do Museu Nacional. É mais difícil ainda explicar como as autoridades que não agiram para impedir o desastre ainda continuam em seus cargos. Na madrugada de segunda, o ministro da Cultura tuitou que “a tragédia poderia ter sido evitada”. Se poderia, por que não foi? A resposta de Sérgio Sá Leitão foi vazia como um prédio incendiado. Ele escreveu que o Instituto Brasileiro de Museus, subordinado à sua pasta, “realizou diversas ações”.

O ministro também disse ter participado de uma “articulação para viabilizar um patrocínio” do BNDES ao museu. Faltou informar que o banco não liberou nenhum centavo até a data da tragédia. Agora que o acervo foi destruído, o que fazer com o dinheiro?

CULPOU PARA TRÁS – Ontem, em entrevista à BBC, Leitão investiu na politização da tragédia. Em vez de assumir responsabilidades, culpou “governos anteriores que quebraram o Brasil”. O ministro surfou no mesmo oportunismo dos políticos de oposição que usaram a tragédia para pedir votos. Com uma agravante: enquanto os outros fizeram demagogia à distância, ele está no poder.

A UFRJ, que administrava o museu, não explica a incrível sucessão de incêndios em suas unidades. Desde 2011, pegaram fogo o Palácio Universitário, a Faculdade de Letras, o Centro de Ciências da Saúde, o alojamento estudantil e até o edifício da Reitoria.

SEM CUIDADOS – Mesmo assim, não houve investimento mínimo para evitar novos prejuízos. Ontem a vice-diretora do Museu Nacional, Cristiane Serejo, admitiu que a instituição não tinha seguro nem brigada de incêndio.

Se não bastasse a negligência, ainda houve deboche das autoridades federais. O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, ironizou a comoção mundial com a perda do museu. “Agora que aconteceu, tem muita viúva chorando”, disse, na segunda-feira. No mesmo dia, o Supremo abriu inquérito para investigá-lo por suspeita de corrupção e associação criminosa. Neste fim de governo Temer, nem as declarações nem o inquérito devem ser suficientes para derrubá-lo.

13 thoughts on “Em meio ao patrimônio em cinzas, surge a tragédia dos ministros incompetentes

  1. A midia fake news fazendo de tudo para livrar a responsabilidade do reitor e diretores da universidade, todos filiados a psol, pc d b e demais partidos de esquerda. A universidade tem autonomia financeira e o reitor deixou chegar nessa situação, mas a imprensa faz de conta que ele não tem nenhuma responsabilidade.

    Ser de esquerda é ganhar salvo conduto e imunidade para tudo.

    Não duvido chegarem a colocar a culpa em Bolsonaro, já que ele é deputado federal pelo Rio de janeiro.

    • O jornalista psolista está pondo a culpa no Marun? Foi isso que entendi?

      Para eles, o PT e o PSOL não têm culpa de nada…Tudo é culpa do governo Temer.

      É a “imprensa camarada” enfiando a narrativa esquerdopata na cabeça dos incautos!

    • Para ser justo. Todos tem sua parcela de culpa, inclusive nós. Uns mais, muitíssimo mais e outros bem menos, mas todos nós de alguma forma colaboramos para que isso viesse a acontecer. Quem foi ao museu viu seu estado. Quem trabalha lá, viu seu estado, quem administra, tinha acesso a informações ainda mais privilegiadas e quem destina verbas e nomeia os administradores tem a maior responsabilidade de todas. Temer e sua trupe pode não ter nomeado, mas assumiu a responsabilidade quando resolveu permanecer no comando do país por todo este tempo. Dinheiro para comprar o Congresso, inclusive com emendas parlamentares bilionárias, estas não faltaram. Tudo para salvar-se das investigações gravíssimas a que teria de responder, em um país minimamente sério.

  2. Sinto que os antilulistas tenham tanto desdem pelo povo brasileiro e suas escolhas.

    Busquem a luz, encontrem a paz.

    Tenham esperança e acreditem na consciência do povo brasileiro.

    Afinal, com a força do povo, o Brasil de hoje é muito melhor, que o Brasil de ontem, e com toda certeza, o de amanhã será melhor do que é hoje.

    Um significativo exemplo:

    Na época de nossas avós ou bisavós, as pessoas arrancavam os dentes na juventude para evitar ter cárie e ficar os dentes “lindos”, por orientação médica. Mas quem tinha os dentes arrancados? O povo pobre. Quem tinha dinheiro mantinha os dentes preservados, por orientação médica. Tinha um protético em cada esquina, para faturar com a ignorância do pobre. Hoje, todos (pobres e ricos) não querem perder os dentes. Será que essa mudança foi feita naturalmente? Como água desce a colina? Será que o povo não reclamou, de diversas maneiras? Ao longo do tempo, dos anos, das décadas, diante da injustiça?

    • Já os japoneses bem idosos arrancavam os dentes porque sentiam vergonha perante seus descendentes mais jovens.

      A única forma de entender o seu sentimento: o valor total do dizimo que voce pagava ao PT, nos anos da enganação, e sonha em recuperar…
      Não adianta, o PT está morto.

  3. Nao esquecer que na Cinelândia tem 3 prédios do patriminio histórico que precisam urgentemente de fiscalizaçao. Biblioteca Nacional, Museu de Belas Artes e Teatro Municipal. Com esta cambada de POLITICOPATAS soltos, podem acabar também em cinzas.

  4. O que fazer com o dinheiro? A isso eles sabem muito bem, são especialistas em saber bem o que fazer com dinheiro público. Talvez a única coisa em que são especialistas, os nossos ministros de Estado. Quanto aos “administradores” da UFRJ, a muito tempo que se sabe que a melhor forma de se “limpar o campo” é pelo fogo. Não vamos conseguir extirpar o uso mafioso dos cargos públicos e seus efeitos catastróficos, a nação e ao mundo, elegendo candidatos e políticos que teimam em manter a velha política do toma-lá-dá-cá. O único até agora que tem mostrado todo interesse em trabalhar de acordo com essa visão é Bolsonaro.

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