Em memória do ex-deputado José Vicente Brizola

Morreu às 4h40 da madrugada de sexta-feira o ex-deputado federal José Vicente Goulart Brizola, 61 anos, pai do ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, e filho mais velho do ex-governador Leonel de Moura Brizola (1922-2004).

José Vicente, filho de Brizola

José Vicente estava internado desde o dia 13 no Hospital Miguel Couto, zona sul do Rio, com um quadro hemorrágico. José Vicente Brizola nasceu em Porto Alegre e foi eleito para a Câmara dos Deputados em 1990, pelo PDT do Rio de Janeiro, cargo no qual permaneceu até 1995. Ele também é pai da deputada estadual gaúcha Juliana Brizola e do vereador pelo município do Rio de Janeiro, Leonel Brizola Neto.

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AO PRIMO ZÉ, IN MEMORIAM

João Vicente Goulart

Este não é um artigo político, mas de saudades, de partida.

O exílio, dizia Jango, é uma invenção do demônio, pois nos mata mesmo estando vivos. Hoje partiu para a grande viagem meu primo Zé.


José Vicente Goulart Brizola, que juntos, no exílio desfrutamos de vários momentos felizes, inocentes, de jovens, enquanto meu pai Jango e meu tio Leonel Brizola, sofriam as auguras do desterro, nos deixou hoje.


“Todos tenemos un verano del 72”, repetia com alegria sua irmã e minha prima Neuzinha enquanto crescíamos longe da Pátria, mas tentando viver o dia a dia dos amigos e as companhias, que lá na distância, eram as nossas boas lembranças da adolescência. Zé, com sua guitarra e seu rock, foi sempre o primo dos mais animados.


Foi neste momento, da juventude que passei em Atlântida, no Uruguai, belos dias de acordes musicais no 1º Festival de Rock, a seu convite, pois ele tocava com o Papo´s Blues, que naquele momento era um dos grupos mais ouvidos da juventude “Rioplatense”, junto a outros grupos como “Sui Generis”, do Charlie Garcia ou “Almendra” do Spinetta.


Hoje nesta despedida momentânea, para o espaço e o tempo da Terra, fica a saudade, flutuando, de uma época em que para crescer longe de nossa terra, também houve espaços para os sonhos.


Estas lembranças de ontem, Zé, quase tão perto como se fossem ontem, não se dispersam, pois ficam perambulando na Eternidade, a qual hoje vais ao encontro; permanecem as recordações, junto com a certeza que o Mundo de paz e amor que aqueles festivais nos traziam como mensagem através de acordes e compassos, continuam presentes no sonho que não acabou.


Um saudoso abraço, até sempre!


João Vicente Goulart

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