Em plena sucesso presidencial, o cidado est iludido e enganado, no acredita em Serra ou Dilma. Tangido (feito gado) pelo voto OBRIGATRIO, tem que sair de casa, em vo. Absurdo: existem 29 partidos, 2 ou 3 candidatos

Hugo Serrano Barbosa:
Gosto dos teus comentrios, mas voc parece que no entendeu a pergunta do Edsio. Num municpio com 5 mil eleitores, se 75 por cento anularem o voto, um candidato pode se eleger com 25 por cento?

Comentrio de Helio Fernandes:
Entendi, Hugo, s que dei como exemplo, a eleio presidencial, da o volume de votantes. Mas o VOTO NULO, uma forma do cidado se manifestar, da mesma forma que o VOTO EM BRANCO. Ou digamos, cumprir o dever obrigatrio sem se macular.

Nesse municpio que voc deu como exemplo (ou outro qualquer), a eleio s poderia ficar sem vencido ou vencedor, se o eleitor NO COMPARECESSE. Mas por mais surpreendente que possa parecer, com to poucos VOTANTES, IMPOSSVEL no haver COMPARECIMENTO.

Numa eleio assim, quase VOTO DISTRITAL, os candidatos vigiam o cidado, (de um lado ou do outro) que COMPARECE.

Por causa da disperso dos votos, foi criado o segundo turno, que obriga algum a ter maioria absoluta. Antes, quando s havia um turno, Vargas foi eleito com 43 por cento dos votos, Juscelino com 36 e, assombro, Lacerda com 29.

Nesses casos, imagine, Hugo, se no contassem votao NULA ou em BRANCO, o candidato teria votao ainda mais baixa e estaria eleito, naturalmente com menos do que os 29 por cento de Lacerda (seu adversrio Srgio Magalhes teve 28 por cento).

Embora o sistema poltico-partidrio-eleitoral, seja uma farsa, pelo menos existe a aparncia da MAIORIA ABSOLUTA. Jamais houve eleio anulada no Brasil nem haver.

A no ser que haja uma calamidade, com tem acontecido em vrios pases, e ningum possa comparecer. Ento, haveria TRANSFERNCIA e no ANULAO.

Hugo: em Angra dos Reis e Niteri, naqueles dias trgicos, se houvesse eleio, quem PODERIA COMPARECER?

Sem o inqualificvel VOTO OBRIGATRIO, no haveria nem a tua pergunta nem a minha resposta, quem fosse votar, de livre e espontnea vontade, naturalmente queria escolher, indicar, participar.

Em 1960, EUA, sem voto obrigatrio (no h nem ttulo de eleitor), diviso entre Nixon e Kennedy. Votaram 60 milhes de cidados, queriam decidir entre os dois, no foram obrigados a nada.

Saram de casa por esprito cvico, vontade de participar do processo, deciso de eleger o candidato que considerava melhor. Kennedy venceu por 120 mil votos de diferena, um quinto de 1 por cento dos votantes. (Isto no exaltao, apenas constatao).

***

PS Agradecendo a voc (e tambm ao jurista que citou a grande figura de Osny Duarte), aproveitamos a oportunidade para mostrar revolta e desprezo pelo sistema eleitoral que vigora no Brasil. No apenas contra o VOTO OBRIGATRIO, mas todo o resto.

PS2 Existem candidatos em plena campanha, mas no houve uma s conveno, Serra e Dilma so escolhidos pelas cpulas, nenhuma dvida de que sero ratificados, no h possibilidade de serem retificados, o que seria timo.

PS3 Existem 29 partidos registrados, que recebem milhes por ano do Fundo Partidrio, aparecem na televiso, no elegem ningum nem se incomodam com isso. Deveria haver exatamente 29 candidatos a presidente. Se isso no acontecesse, os partidos desapareceriam.

PS4 Escndalo dos escndalos, absurdo dos absurdos, vergonha e constrangimento: o PMDB, dito e reconhecido at por adversrios (?) como o maior partido do pas, no lana candidato a presidente. No a primeira vez, no se aborrece nem se incomoda.

PS5 Qual a razo dessa omisso? Simples e elementar. No tendo candidato, no tem responsabilidade, no culpado de coisa alguma.

PS6 O PMDB (e o prprio Lula) responsvel pelo governo ter 37 ministros, fora os milhares de cargos chamados de segundo escalo, na verdade cobiadssimos. A cpula do PMDB sabe muito bem. que se eleger um presidente, ter que distribuir esses cargos que recebe. Que Repblica.

PS7 Terminando por hoje: faltam pouco mais de 4 meses para o cidado, OBRIGATORIAMENTE, ir votar em candidatos que nem sabe de onde surgiram ou como foram indicados. Durante um tempo quase eterno, mandaro em tudo nesta Repblica, que em 121 de existncia (?), morre de saudades de Pedro lvares Cabral.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.