Em tradução simultânea, juíza não reconheceu a “legalidade” das palestras de Lula

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Charge do Alpino (Yahoo Notícias)

Carlos Newton     

Conforme temos assinalado aqui na “Tribuna da Internet”, na política as aparências realmente enganam e muitas notícias necessitam de tradução simultânea, para que se entenda o que realmente aconteceu. É o caso, por exemplo, da recente decisão da juíza Gabriela Hardt no processo sobre denúncia de corrupção atingindo o ex-presidente Lula da Silva no caso da negociação que a empresa Odebrecht fez em São Paulo, para comprar um terreno destinado a instalar uma nova sede, mais ampla e com estacionamento, para o Instituto Lula.

A imprensa inteira – jornais, revistas, rádios, televisões, sites e blogs – deu a versão de que a juíza Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, ”reconheceu a legalidade das palestras de Lula”. Mas não foi bem assim.

DISSE O CONJUR – A melhor cobertura foi do site Conjur (Consultor Jurídico”). Por ser especializado em notícias ligadas à Justiça, publicou a notícia com mais precisão, enquanto a mídia inteira dava a entender que a juíza Gabriela Hardt, cinco anos depois da abertura do processo, estaria reconhecendo um erro cometido pelo então juiz Sérgio Moro.

Mas foi isso que aconteceu. O juiz Moro agiu acertadamente ao aceitar a denúncia do Ministério Público Federal, que incluía também a simulação de palestras que jamais tinham sido proferidas por Lula, mas foram pagas ao Instituto Lula por uma série de empresas e instituições.

O que realmente ocorreu, em tradução simultânea, foi que a denúncia contra Lula se baseava na delação do empresário Marcelo Odebrecht e de executivos. E a legislação determina que não haja condenação quando as acusações não forem confirmadas por outras provas.

 NÃO HAVIA PROVAS – As investigações mostraram uma dupla ausência de provas sobre as palestras. Embora o Instituto Lula mantenha sob contrato um personal fotógrafo e cineasta, chamado Ricardo Stuckert, que documenta todas as atividades do ex-presidente, não existem fotos nem filmagens da maioria dessas palestras, seja no Instituto ou nas empresas que as supostamente “patrocinaram”.

Ficou patente que Lula não tinha como comprovar que realmente esses eventos foram realizados. Em compensação, a força-tarefa da Lava Jato também não conseguiu provas materiais de que Lula não teria proferido as palavras.

Na forma da lei, diante da ausência de provas, a juíza Gabriela Hardt então mandou arquivar essa parte da denúncia, mas continua tocando o processo sobre corrupção no caso da nova sede do Instituto Lula, que só não foi em frente porque dona Marisa Letícia não gostou do local.   

MILHÕES NO BOLSO –  Ao proferir a decisão, a magistrada também liberou alguns milhões de reais que estavam bloqueados, para Lula torrar à vontade, embora não tenha a menor necessidade.

Além das mordomias ex-presidenciais, com dois automóveis de luxo, combustível, motoristas, assessores e seguranças, Lula é funcionário do PT, com carteira assinada, salário de R$ 20,4 mil, para não fazer nada, e ainda tem uma pensão de cerca de R$ 7 mil,  como anistiado político, apesar de não ter sido perseguido no regime militar. Aliás, muito pelo contrário, era um verdadeiro filhote da ditadura, conforme Antonio Santos Aquino tem relatado aqui na TI.

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P.S.-
A verdade sobre o surgimento de Lula como instrumento da ditadura para neutralizar Leonel Brizola está registrada em importante livros, escritos por Tuma Jr. Mário Garnero, José Nêumane, Paulo Patarra e outros, com acusações gravíssimas, sem que o ex-presidente jamais tivesse desmentido essas informações nem tentado processar os autores. (C.N.)  

14 thoughts on “Em tradução simultânea, juíza não reconheceu a “legalidade” das palestras de Lula

  1. Mais Carlos a juíza o absolveu e liberou parte do seu dinheiro por falta de provas no caso das palestras,correto.Não entendi sua critica.Continua o processo do instituto .

  2. Em primeiro lugar, digo que não voto em Lula, caso houver a possibilidade dele sair candidato. Portanto, só analisando o texto de CN, coloco (novamente, pois o texto é algo expandido de um comentário do editor)

    Mas qual a diferença? Quem tem de provar não é o acusador? Aliás, seria muito fácil comprovar que as palestras não existiram. Há um relatório com as datas e locais onde foram proferidas. Certamente, nesse caso, a PF e o MP investigaram.

    Quanto a Mario Garnero, acho muito fantasiosa a sua versão no livro (não digo que é verdade, nem mentira. Só acho muito imaginação, sem provas concretas, mas é meu lado cético).

    Quanto às aposentadorias, a versão de que Lula recebe aposentadoria por ter perdido um dedo é uma notícia falsa (seria bom que o editor pesquisasse e corrigisse isso, já que de notícias falsas a gente está cheio).

  3. desde o início da sua carreira o 51 nunca se preocupou com a verdade a respeito dele, e nem precisa, está vivendo belo e formoso, tomando as suas, quando, quanto e como sem que por isto tenha a sua renda reduzida. A verdade deveria deixar de ser um obsessão para mutia gente, os canalhas não se importam com o que pensamos deles.

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