Empresas estatais devem R$ 380 bilhões ao próprio governo e a seus empregados

Resultado de imagem para estatais no brasilPedro do Coutto

Marta Beck e Manoel Ventura publicaram reportagem em O Globo revelando que as dívidas da Petrobrás, Eletrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios e BNDES estão sendo acionadas na Justiça, inclusive com participação da Fazenda Pública e das instâncias trabalhistas. Em vários casos, as estatais já provisionaram em seus balanços de 2018 recursos para pagar as ações consideradas praticamente perdidas.

É por essas e outras que, como dizia Mário Henrique Simensen, no Brasil até o passado é imprevisível. Porque será? Porque esses débitos acumulados decorrem de legislações não cumpridas pelas empresas estatais.

AÇÕES PERDIDAS – A Petrobrás ocupa o primeiro lugar em matéria de ações perdidas na Justiça. São 232 bilhões de reais. O segundo lugar é ocupado pela Eletrobrás, com 101 bilhões de reais. A seguir o Banco do Brasil, com 26 bilhões, a Caixa Econômica Federal com 16 milhões, os Correios aparecem com 2,9 bilhões e, completando a primeira fila, surge o BNDES com 1 bilhão e quinhentos milhões de reais. Esse panorama reflete bem o grau de desordem das estatais, junto, principalmente, ao próprio governo responsável pela nomeação de seus dirigentes, como é natural.

Esse quadro caótico vai se refletir também no programa de privatizações colocado ao presidente Jair Bolsonaro para a privatização. Afinal de contas, qual a empresa, seja brasileira ou multinacional, que poderá participar de um leilão no qual o valor de face pouco representa. Mas o valor intrínseco é assustador. Sobretudo, porque os juros do sistema bancário, na média em 3% ao mês para as companhias, torna difícil ou quase impossível ser integrante de um passivo gigantesco. Então o caminho, poderá dizer o leitor, é que o valor de face influa fortemente para desvalorização das estatais devedoras.

DEPRECIAÇÃO – Por exemplo: se uma estatal vale por exemplo 90 bilhões de reais a operação de sua venda vai fazer o preço descer a metade pelo menos. A outra metade será o passivo assumido por quem compra.

Não é esse o único problema. A questão abrange também os Fundos de Pensão que complementam as aposentadorias das estatais. Não se sabe na verdade se todas elas recolhem para o INSS e para o FGTS. Mas esta é outra questão.

Vale destacar os compromissos das estatais para aqueles que se aposentam recebendo no máximo 5.800 reais da Previdência Social. Por falar em Previdência, na realidade o conjunto das despesas das estatais demonstram a imprevidência de suas direções através do tempo.

3 thoughts on “Empresas estatais devem R$ 380 bilhões ao próprio governo e a seus empregados

  1. A reforma da previdência entra em cena novamente como sendo a grande responsável pelo déficit das contas públicas. Esta é a verdade ou é só uma parta da verdade? “A Petrobrás ocupa o primeiro lugar em matéria de ações perdidas na Justiça. São 232 bilhões de reais. O segundo lugar é ocupado pela Eletrobrás, com 101 bilhões de reais. A seguir o Banco do Brasil, com 26 bilhões, a Caixa Econômica Federal com 16 milhões, os Correios aparecem com 2,9 bilhões e, completando a primeira fila, surge o BNDES com 1 bilhão e quinhentos milhões de reais. Esse panorama reflete bem o grau de desordem das estatais, junto, principalmente, ao próprio governo responsável pela nomeação de seus dirigentes, como é natural.” Acredito que seja a maneira mais simples de se lidar com o problema, tirar dos mais pobres. Pois os grandes devedores estão certos que não pagarão a conta feita ano após anos com a anuência do governo central. Cabe ao presidente eleito uma árdua tarefa: desinfetar o país por completo. Digo isto por entender que o nosso presidente sabe da tarefa que tem pela frente. Por certo não será tão fácil quebrar oligarquias, monopólios de uma classe dominante que só olha pra si, esquecendo o restante da nação. Cabe aqui o slogan da campanha: “ Brasil acima de tudo e Deus acima de todos. “

  2. Matérias tendenciosas como essa têm somente o objetivo de tentar justificar a necessidade urgente de entregar empresas estatais estratégicas a preços de bananas. Por que não são citadas as estatais que não interessam ao Estado? Se os passivos trabalhistas chegaram a esses níveis, deve-se às direções políticas e seus departamentos jurídicos subservientes. Saneiem as estatais e façam-nas funcionar como devem. Entregá-las de mão beijada (como fez o traidor FHC) equivale a solução do marido que, simplesmente, vendeu o sofá.

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