Enfim, o bom senso está prevalecendo, com cancelamento de réveillon e carnaval

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Charge do Kemp (humortadela.com.br)

Vicente Limongi Netto

Unidos contra o risco do avanço da nova cepa, e em respeito aos alertas da ciência, governadores e prefeitos cancelaram festas de réveillon e carnaval. Pela prudência e bom senso, merecem fogos de artifícios, máscaras, confetes e serpentinas. Nessa linha, os políticos mostram também que estão de olhos bem abertos para as vozes das urnas.

Em 2022, os eleitores estarão vigilantes e atentos aos governantes que atenderam e respeitaram as normas sanitárias, nos momentos difíceis da pandemia. As urnas responderão aos que debocham da ciência, do uso da máscara e das vacinas. E certamente serão penalizados os governantes que demoraram a comprar vacinas e poderiam ter salvo milhares de brasileiros.

TUDO COMBINADO – No Senado, teatrinho da farsa, com roteiro demagógico, patético e cretino. Só faltou algum senador aparecer vestido de Papai Noel.  Quinta-feira. Plenário com quórum alto. Dia da votação da polêmica PEC dos Precatórios. Antes, votações para aprovar diplomatas para embaixadas no exterior.

As atenções da imprensa voltadas para o desfecho da conclusão dos trabalhos. Como combinado, o senador Rodrigo Pacheco deixa a presidência da mesa, desce para conversar com colegas.  Fica então presidindo à sessão o obscuro e sorridente Flávio Bolsonaro — livre, por ora, das acusações de rei das “rachadinhas”.

Desde o início, Flávio Bolsonaro já estava inquieto. Ao assumir a direção dos trabalhos, o filho 01 cresce e aparece, estufando o peito honrado e medalhado. Pela televisão, o Brasil fica focado no filhote do mito de barro. E ele pede, com ar brincalhão, que senadores votem pela aprovação de cargos diplomáticos.

O líder do governo, Fernando Bezerra, toma a a palavra e insiste, pedindo que senadores compareçam ao plenário. E a discussão da PEC começa com discurso do senador Márcio Bittar. Cumprindo à risca o roteiro eleitoral traçado pelos dóceis bolsonaristas, o senador do MDB acreano saúda Flávio Bolsonaro: “Parabéns por presidir sessão tão importante”. Arrematando a pantomima de corar anjos, Bittar aplaude o senador Eduardo Braga, por entrar na honrosa confraria dos avós. 

Depois, enfastiados do árduo trabalho e com a consciência do dever cumprido, vão todos para os restaurantes da moda ou para seus amplos e modernos apartamentos funcionais, até a próxima sessão de marionetes.

DAD PARA A ABL– Novo e belo livro da jornalista Dad Squarisi, “Maravilhas de Brasília”. Textos enxutos e irretocáveis. Dad é amada, respeitada e competente. Tem obras como “A arte de escrever bem”, “1001 dicas de português” e “Redação para concursos e vestibulares”. Integra a Academia Brasiliense de Letras e engrandeceria, também, por méritos literários conquistados, ser acolhida pela Academia Brasileira de Letras.

Nesse sentido, é saudável observar a grafia correta do jurista Miguel Reale Júnior (Estadão-04/12), em   “A aritmética de Hitler”. Lamentável que a maioria esmagadora dos jornalistas troque a aritmética pela matemática. Enchem a boca para informar errado. Não admitem a falha irritante porque se julgam sábios e gênios. Entre eles, narradores, colunistas e analistas de futebol. O Brasileirão não terminou, os equívocos continuarão e permanecerão durante as eleições de 2022.

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P.S. –
Por fim, Hulk campeão, artilheiro e craque do Brasileirão, evidencia hoje a colossal mediocridade do futebol pentacampeão do mundo. (V.L.N.)

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