Entenda como foi desmontada a luta pela implantação de um Projeto Brasil

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Celso Furtado queria industrializar o país 

Mário Assis Causanilhas

Na terceira parte da importantíssima entrevista de Zuenir Ventura com o editor e jornalista Cesar Benjamim, feita em 2007 para o livro “1968: o que fizeram de nós”, o futuro secretário de Educação da Prefeitura do Rio de Janeiro fala com pessimismo sobre o futuro do Brasil, devido ao desmonte dos projetos de desenvolvimento econômico e social que estavam se formando com base nas teses de grandes pensadores brasileiros, que têm sido abandonadas por sucessivos governos, que têm mantido o país subjugado a interesses internacionais.

ZUENIR VENTURA – Como você está vendo o Brasil?
CESAR BENJAMIM – Com pessimismo. Tive uma forte ligação intelectual e afetiva com uma geração de grandes brasileiros, que vem dos anos 30, mais ou menos de Gilberto Freyre até Darcy Ribeiro. Entre eles, temos Sérgio Buarque, Caio Prado, Álvaro Vieira Pinto, Roland Corbisier, que eu não conheci; Celso Furtado, Inácio Rangel e Darcy, que foram meus amigos. São uns 10 ou 12 intelectuais de grande estatura, trabalhando com diferentes perspectivas, freqüentemente divergindo entre si, mas com algo em comum: todos gostavam muito do Brasil e tentavam decifrar o nosso enigma. O horizonte de Furtado era transformar o Brasil em uma economia industrial desenvolvida. O do Caio Prado era completar a transição do Brasil-colônia ao Brasil-nação, processo que ele chamava de revolução brasileira. O do Gilberto Freyre era a potencialidade da cultura de síntese que se formara aqui. O do Darcy, o mais utópico de todos, era o do Brasil como um novo projeto civilizatório para substituir a civilização fria e triste dos países desenvolvidos, que está chegando ao fim.

Era uma geração de otimistas, não?
Mas não era um otimismo bobo. Decorria de um enorme trabalho intelectual e de uma inteireza moral. Era um otimismo construído pelo esforço de decifrar o enigma brasileiro e sinalizar caminhos. Até os anos 20 acreditava-se que o Brasil não teria futuro. Havia uma série de argumentos para mostrar isso. A construção da idéia de que somos um país viável, com futuro, é uma reviravolta importante em nossa história. Hoje, estamos perdendo o contato com essa herança. O que me manteve nessa longa militância, dos meus longínquos 13 anos até os meus 53 atuais, foi a crença de que o Brasil vai dar certo. O Darcy dizia: “Quando o Brasil der certo, vai dar muito certo. Isso aqui vai ser a nova Roma.” Exageros à parte, ele tinha certa razão, porque basta conseguirmos meia dúzia de coisas mais ou menos fáceis e triviais para garantir dignidade a todos e, a partir daí, construir um projeto civilizatório novo. Temos sol, alegria, música, sensualidade, sincretismo, coisas que os países lá de cima não têm. O Darcy inverteu todos os argumentos que eram jogados contra nós: “Vocês são mestiços, tropicais, resultado da reunião de gente desgarrada do mundo inteiro. Isso aí não pode dar certo.” Ele respondia: “Isso é que é bom, isso é que vai dar certo!” Eu acho estimulante esse ponto de vista. Mas ele nos incita a buscar caminhos próprios.

Mas pelo jeito, você acha que o Brasil está longe de dar certo, não?
A atual crise brasileira é muito grave. E, lamentavelmente, o sistema político que substituiu o regime militar falhou, pois não é capaz de gestar alternativas nacionais consistentes. É comandado, de um lado, por forças supranacionais, que controlam a formulação e a execução da política econômica; de outro, por forças subnacionais, que formam bancadas no Congresso Nacional – a bancada do agronegócio, da construção civil, das escolas privadas – e recebem pedaços do Estado em concessão. Fazer política, no Brasil, é gerenciar esse arranjo. Não há nenhuma instância pensando a dimensão nacional e o longo prazo. Não ouvimos falar mais na esperança-Brasil, mas sim no custo-Brasil. Estamos saindo da história. Isso me dói.

Mas e o Bolsa Família e o PAC?
Ô, Zuenir! O Bolsa Família é uma migalha: transfere 0,3% do PIB. Dá 60 reais a cada família, em média. Isso representa 15 reais por mês por pessoa, 50 centavos por dia, um pãozinho! Se o nosso horizonte de expectativas passou a ser esse, se consideramos isso uma grande conquista, então nos tornamos um povo de quinta categoria. O sistema distributivo relevante no Brasil é a Previdência Social, nascida na Constituição de 88, que transfere 8,2% do PIB na forma de direitos, não de favores. Ela está sendo desmontada, gradativamente substituída por esse programa baratinho, que nega direitos e distribui favores, sob aplausos do Banco Mundial. Isso é uma merda. Você fala do PAC. Muitas críticas se podem fazer ao plano de metas do Juscelino ou ao II PND do Geisel, mas eles mudaram o Brasil. Traduziam um esforço intelectual sério, buscavam levar a economia brasileira a novos patamares. O PAC é intelectualmente indigente, é uma reunião de projetos que já estão aí rolando há anos. Juntaram os projetos numa apostila e chamaram de plano. Mas ele não tem visão de futuro, não propõe nenhuma mutação, não tem qualidade. Serve para o Lula viajar, inaugurando insignificâncias e promessas. O aspecto mais relevante, no Brasil contemporâneo, é a ascensão da mediocridade como valor. Não me refiro apenas ao governo, mas à sociedade. Pensamos pequeno, fazemos tudo malfeito e compensamos isso com doses cavalares de marketing. Nem sempre foi assim. No início da década de 1950, o Brasil contratou uma equipe de geólogos, chefiada por um norte-americano, para descobrir petróleo aqui. Eles escreveram um parecer, dizendo que não tínhamos petróleo. O país ficou indignado. Getúlio respondeu, criando a Petrobrás. Hoje sabemos que o laudo não era uma sacanagem, como na época se pensou, pois o Brasil tem petróleo no mar. O laudo estava certo, para os padrões técnicos da época. Mesmo assim, nós reagimos com base na nossa auto-estima, em uma visão de futuro, na crença de que éramos capazes de fazer, e acertamos na mosca. Achamos petróleo inverossímil, a dois mil metros abaixo do nível do mar. O país criou a Petrobrás em 53, quando não tinha técnica, não tinha quadros, era uma economia fraquíssima. Mas ousava. Eu poderia dar muitos exemplos assim. Quando terminou a Segunda Guerra Mundial houve a expectativa de um Plano Marshall para a América Latina, que não veio. Sabe o que o Brasil fez? Criou o BNDES! Havia uma idéia de Brasil que nos permitia reagir ativamente aos desafios vindos do sistema internacional. Nosso lugar natural é muito periférico, Zuenir. Sempre que deixamos o sistema-mundo definir o nosso lugar, fomos para o fim da fila. Só evitamos isso, no século XX, com um grande esforço endógeno. O que perdemos nos últimos vinte anos foi justamente a capacidade de sustentar esse esforço, até mesmo de concebê-lo ou simplesmente imaginá- lo. Estamos indo para o nosso lugar natural.

O que seria hoje uma visão de longo prazo?
Deixe-me dar um exemplo. Estamos vivendo o fim do ciclo do petróleo, que no século XX se associou às técnicas metal-mecânicas. Há uma nova família de técnicas que será decisiva no século XXI: as biotecnologias. A grande matéria-prima das biotecnologias é a diversidade genética, e o Brasil dispõe de 60% da diversidade genética do mundo. Não precisamos procurá-la sob a terra ou o mar. Ela está, basicamente, na Amazônia, expondo-se de modo exuberante. Hoje, porém, não somos capazes de fazer, em relação às biotecnologias, o que o Getúlio fez em relação ao petróleo. Por que a Petrobrás é poderosa? Porque reúne um núcleo de mais ou menos sete mil brasileiros de alto nível técnico – especialistas em robótica, em eletrônica, em química, em geologia, em todas as engenharias – organizados numa estrutura que tem uma sinergia de saberes. O Brasil precisaria criar hoje uma “Petrobrás” da biotecnologia, para, daqui a dez ou quinze anos, ter sete mil zoólogos, geneticistas, meteorologistas, biólogos, bioquímicos trabalhando juntos, tendo em vista assumirmos a vanguarda em um setor novo, de ponta. Mas o sistema político brasileiro sequer percebe que esse tipo de questão existe. Nos limitamos a medir, a cada ano, quanto destruímos da floresta para extrair madeira e plantar soja ou pastagem, atividades que são do período Neolítico. É desesperador. Eu poderia te dar inúmeros exemplos do que seria um projeto nacional para o século XXI, mas me sinto falando sozinho. Os partidos estão preocupados em costurar alianças para as eleições municipais. O horizonte deles termina aí.

Você acha que os governos de FH e Lula levaram valores de 68 ao poder?
O Fernando Henrique está muito longe de ter a estatura intelectual que lhe dão. Quando se tornou presidente, fui reler seus textos, como um dever de ofício. São uma fraseologia que não diz nada, um sociologuês que não leva a lugar nenhum. Quanto ao Lula, ele se destacou como sindicalista no melhor momento para se fazer política sindical: uma ditadura fraca, caminhando para o fim, uma economia crescendo em altas taxas, com pleno emprego, salário muito achatado e com as multinacionais prontas para dar aumento salarial. As filiais brasileiras estavam assumindo papéis importantes nas estratégias internacionais dessas empresas, e o trabalho no Brasil era baratíssimo. As multinacionais do ABC paulista tinham muita folga para negociar. O Lula teve méritos, senão não teria aproveitado esse bom momento. Mas também deu a sorte de pegar uma conjuntura sindical extremamente favorável. Quando ele surgiu no cenário nacional, encontrou uma oposição crescente, porém ainda dispersa, que precisava de um pólo de aglutinação. Dentro dessa oposição havia setores marxistas que sonhavam com a revolução operária. O Lula foi a chegada do Messias. Era o que a esquerda esperava: a idéia de um operário metalúrgico liderando uma revolução socialista se encaixava direitinho na doutrina.

Sem falar nos intelectuais, não é?
A junção de pessoas e movimentos, que estavam relativamente dispersos, gerou o PT e criou um impulso que durou até, pelo menos, 89. Um partido jovem, militante, aglutinando católicos, marxistas, sindicalistas. Foi um sonho que eu sonhei. Hoje eu vejo que foi um grande erro.

Você acha? Por quê?
O PT nasceu querendo reinventar a história, dizendo que ela começava com ele. O que acontecera para trás não tinha valor. Renegou a mais brilhante geração de intelectuais brasileiros e não compreendeu o movimento endógeno do Brasil. Tudo era impuro e ele era puro. Como não foi capaz de construir uma doutrina em bases sólidas, acabou facilmente cooptado pelo que há de pior. Não se constituiu nem mesmo como um partido reformista sério, o que já estaria de bom tamanho. Num partido arrogante e frágil, sem história, Lula e Zé Dirceu encontraram um campo fértil para implantar a estratégia desagregadora que conceberam.

A SEGUIR:
Cesar Benjamim e Zuenir Ventura comentam a decadência da Educação no Brasil

14 thoughts on “Entenda como foi desmontada a luta pela implantação de um Projeto Brasil

  1. E o Cesar vai participar do ” Bolsa Qualquer Coisa ” da parelha Garotinho / Crivella ?

    Garotinho classificou a Secretaria de Desenvolvimento Social de “operacional”, importante para montar uma base para seu grupo político. Em outro trecho, o ex-governador demonstra interesse de concorrer ao Senado em 2018. A conversa foi gravada no dia 31 de outubro, com autorização da Justiça, e integra os autos do processo da Operação Chequinho. Garotinho fala com um interlocutor identificado como Cleiton de Souza, assessor parlamentar do prefeito eleito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PR).

    “Clarissa vai ser secretária, provavelmente, o Crivella vai convidar ela (sic), de Ação Social (Desenvolvimento Social) no Rio, pra montar nossa base. Será que não era melhor para você (Cleiton), ao invés de cuidar de política, pegar uma secretaria operacional, tipo essa assim, Ação Social?”, argumenta Garotinho.

    Os dois conversam também a respeito da futura formação da gestão em Nova Iguaçu, e Cleiton demonstra interesse em ocupar a Secretaria de Governo, por ser a pasta responsável, segundo ele, por “operar” todas as outras. Em outro trecho, Garotinho volta a tratar da indicação de Clarissa para o governo Crivella.

    “Minha preocupação, por exemplo, é que, porra, vamos lá que o Crivella cumpra (o acordo) e dê a Secretaria de Ação Social (para Clarissa)”, diz o ex-governador.

    “Vai dar, vai dar, vai dar”, responde Cleiton.

    “Vai dar, né? Ele vai dar?”, insiste Garotinho.

    “Ah, acho que vai, claro”, afirma o aliado.

    “Então, aí Clarissa pode montar um programaço, aproveitar aquele povo todo nosso na Zona Oeste, nosso colegas nas comunidades que estão tudo (sic) aí entregues às baratas, sofrendo e tal”, reforça o ex-governador.

    Em novembro, Garotinho foi preso, acusado de coagir testemunhas e obstruir o trabalho da PF, em investigação sobre uso irregular de recursos de um programa social de Campos. Garotinho, que foi solto por decisão do TSE, nega as acusações e se diz vítima de perseguição.

    DE OLHO NO SENADO

    Presidente estadual do PR, o ex-governador Anthony Garotinho se articula internamente para manter o comando do partido e almeja uma candidatura ao Senado em 2018. A participação da filha, a deputada federal Clarissa Garotinho (PRB-RJ), no futuro governo de Marcelo Crivella é um fator importante no xadrez político. Na conversa interceptada pela Polícia Federal, Garotinho mostra preocupação em deixar claro para o comando nacional do partido que a legenda teve um bom desempenho no estado nas eleições municipais. Uma das possibilidades avaliadas pelo comando da sigla é um convite ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), o que esvaziaria o poder do ex-governador.

    “O Valdemar já devia ter me ligado. Ele não me deu um telefonema até agora. Então o que eu acho? Os prefeitos eleitos, porque qual era o papo que estava rodando? “Porra, perdemos tudo, perdemos São Gonçalo, perdemos Campos”. Nós crescemos no estado, fizemos mais vereador, fizemos mais… Se você somar São João de Meriti com Nova Iguaçu, é maior que São Gonçalo”, argumenta o ex-governador com Cleiton de Souza Rodrigues, assessor do PR na Assembleia do Rio (Alerj).

    http://oglobo.globo.com/brasil/garotinho-em-gravacao-fala-em-acordo-para-filha-assumir-secretaria-de-crivella-20655406#ixzz4TgGuoWRe

  2. Bombástico esse texto!!!

    A parte sobre as biotecnologias, em que o Cesar menciona ser “desesperador”, e que “poderia te dar inúmeros exemplos do que seria um projeto nacional para o século XXI,” embora sinta-se “falando sozinho”, ….
    UAU !!! Pelo Amor de Deus! PAREM AS PRENSAS! É somente isso que precisa ser falado, e muito bem cuidado no Brasil !!!
    Só precisamos alcançar este patamar!

  3. Após o golpe de 64, qual presidente teria coragem de tomar medidas, ainda que simples para fazer a independência do Brasil? Os que poderiam fazer a independência do Brasil foram cassados e os que ficaram e se tornarão presidentes era para nada mudar. Bem antes do Lula ser presidente, sabia-se que o Lula teve apoio do Golbery Couto e Silva, com a finalidade de dividir a classe tralhadora Na época isso passou despercebido.

  4. Paulo Nogueira Batista Jr.

    Globo de hoje.

    Brasil corre perigo

    Dos Brics, o país é o mais vulnerável

    O Brasil corre riscos sérios. Estou longe, mas acompanho sempre que posso o que está acontecendo aí — e com preocupação cada vez maior. A situação mundial, marcada por aguda polarização, oferece grandes perigos para nações fragilizadas por conflitos internos. Existem certamente casos mais graves que o brasileiro, países destroçados por intervenções externas e/ou crises domésticas: Síria, Iraque, Líbia, Grécia — para citar casos mais notórios.

    Não chegamos a esses extremos, mas não há como negar que o nosso país está em perigo. Dos Brics, o Brasil é no momento o mais vulnerável. E repare, leitor, que a situação da Rússia e da África do Sul é bem complicada. A China também enfrenta desafios econômicos, institucionais e políticos. A Índia acaba de lançar uma reforma monetária radical, com efeito desestabilizador. Em todos os quatro países, a corrupção é problema grave.

    Mas, entre os Brics, o Brasil é “hors concours”. Não necessariamente em corrupção, mas na fragilidade do quadro econômico, social e político. As razões parecem claras. Primeiro, a intensa polarização interna. O que antes era patrimônio dos nossos vizinhos ao Sul — a incapacidade crônica dos argentinos de conciliar e chegar a entendimentos — parece ter sido importado maciçamente pelos brasileiros. A intolerância, o colapso do diálogo, a perda de legitimidade de instituições fundamentais, o enfraquecimento da democracia — tudo isso representa um imenso perigo para a nação brasileira. E mais o seguinte: o triunfo da mais profunda e radical ignorância em diversos campos da vida nacional.

    A essa degradação política e social se acrescenta uma das piores crises econômica da nossa história. Recessão forte e prolongada, desemprego crescente, redução dos salários reais — “em casa onde falta pão…” A crise econômica alimenta a crise política, e vice-versa. Nesse ambiente, os governos brasileiros perderam apoio e legitimidade, a classe política atingiu o seu nadir, a Justiça perdeu o Norte.

    Criou-se, leitor, um terreno fértil para a intervenção estrangeira — e era neste ponto que queria chegar. A intervenção externa não precisa ser ostensiva — e muito menos militar. Ela toma formas mais sutis. Com o enfraquecimento dos governos e a crise econômica, fica mais fácil para investidores de outros países, não raro com apoio estratégico de seus governos, aterrissar no Brasil e comprar empresas, terras e outros ativos brasileiros sem controle ou restrições — e na bacia das almas. O Brasil está à venda, em liquidação? Quem protege os nossos interesses? Quem nos representa no plano internacional?

    Leitor, não se iluda, para determinados fins estratégicos não há substituto para o Estado nacional. Os setores privados, as organizações da sociedade civil, as universidades, os intelectuais, os artistas — todos eles carregam de alguma forma, bem ou mal, o estandarte nacional, por onde quer que andem e circulem. Mas não existem instâncias supranacionais a quem um país possa confiar a defesa dos seus interesses nacionais e dos seus objetivos vitais. Ou existem? Peço ao leitor que me aponte uma, pelo menos uma.

    As entidades multilaterais mais relevantes são internacionais, vale dizer são associações entre nações, entre Estados — e delas só se beneficiam aqueles países que têm um mínimo de coesão interna e um Estado razoavelmente estruturado.

    O Brasil precisa encontrar um meio legítimo de superar o quadro de polarização destrutiva e frear o processo de desintegração em curso.

    Paulo Nogueira Batista Jr. é vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, sediado em Xangai, mas expressa seus pontos de vista em caráter pessoal

  5. Diretas Já ???

    Se a chapa da presidente cassada Dilma Rousseff e do presidente Michel Temer for cassada no processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral, os brasileiros serão convocados para comparecer às urnas novamente e escolher o próximo mandatário do País — em 2017 ou mesmo no primeiro semestre de 2018.

    Diferentemente do que vem sendo falado, a previsão é de eleições diretas nesse caso. Ao HuffPost Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral afirmou que, caso haja “decisão da Justiça Eleitoral que importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário”, serão convocadas novas eleições no prazo de 20 a 40 dias.

  6. Parabéns senhor Mário Assis Causanilhas pela apresentação da belíssima entrevista de Zuenir Ventura com o editor e jornalista Cesar Benjamim, feita em 2007. Estou impressionado ante a visão e o senso da realidade deste Jornalista Cesar Benjamim. Gostaria de ter lido as outras entrevistas mas essa agora vou guardar e reler várias vezes. Que lição ele nos dá, fico imaginando sendo lida em plenário, bochechas iriam esquentar.

  7. Mesmo não concordando com tudo o que pensa e fala, temos de reconhecer que precisamos de gente assim, que pense o Brasil. Estamos focados demais no curto prazo,por exemplo a reforma da previdência não passa de um saco de maldades que só procura tirar e dificultar direitos, ninguem pensa que um sitema mais justo seria por exemplo o de capitalização, é claro a ser adotado daqui para frente.
    Outras questões como energia, saneamento básico que diminuiria muito os gastos com saúde e o principal de todos,a educação. AONDE ESTÃO OS PLANOS?

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