Entenda por que Lula demorou tanto para comentar o decreto que “perdoou” Daniel Silveira

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Lula só comentou uma semana depois, e estava pegando mal…

Vicente Limongi Netto

Alguns setores matutando por que Lula demorou tanto a se manifestar diante do indulto de Bolsonaro a seu aliado truculento, desmiolado e ignorante deputado Daniel Silveira. O pré-candidato do PT somente veio a se pronunciar nesta terça-feira e de maneira debochada, dizendo que Bolsonaro fez “graça” ao baixar o decreto.

Lula não queria falar porque agiu exatamente igual, ao impedir a extradição de Cesare Battisti, sob alegação de que era um preso político, e quebrou a cara. Extraditado anos depois por Michel Temer, Battisti confessou na Itália ter assassinado quatro pessoas.

Antes de Lula falar, já se especulava que ele, se for eleito, pretende conceder indulto a José Dirceu, um dos homens mais próximos do candidato do PT, que teve a pena de 27 anos e quatro meses de cadeia recentemente mantida pelo Superior Tribunal de Justiça(STJ).

CADÊ A OAB – A OAB Nacional sumiu, evaporou-se. Perdeu a língua, não tem mais fôlego democrático. Já não participa ativamente dos debates nacionais. Antigamente a Ordem dos Advogados não fugia da raia. Mal ou bem, não se omitia. Divulgava notas contundentes, participando da vida do Brasil.

O jeito é acender velas. Repudiando o silêncio da entidade. Saudades dos tempos gloriosos dos presidentes Bernardo Cabral, Mauricio Correa e Reginaldo Oscar de Castro. 

Agora, diante desse decreto do presidente Bolsonaro para “perdoar” Daniel Silveira, a OAB limitou a emitir uma nova anunciando que iria pedir o parecer de sua Comissão de Assuntos Constitucionais, e até agora, nada.

O OUTRO DRUMMOND – Aristóteles Drummond bem que poderia ter sido parente do maravilhoso poeta Carlos, porque também canta a vida, saúda a fraternidade, idolatra a família e venera os amigos. Todos são puros e gloriosos. Nenhum deles nunca fez nada de errado na vida.

Tudo que é saudável vem de dentro da alma e do coração de Aristóteles. O livro dele é bom de se ler. Pessimismo, ódio e ressentimento nunca marcaram presença nem aporrinharam a existência, pessoal e profissional de Aristóteles Drummond.

Suas memórias de Aristóteles contam casos envolvendo políticos, empresários, jornalistas, intelectuais e militares,  com as quais o autor conviveu. Aristóteles nunca teve problemas para transitar entre poderosos. Respeitado e respeitador, em todo lugar sempre deixou boas recordações e referências. Críticas, elogios, ponderações nos artigos e colunas de Aristóteles têm a marca da elegância, argúcia, clareza e firmeza.

GRANDES AMIZADES – Aristóteles lembra com carinho as amizades de Ana Ramalho, Hildegard Angel, Bernardo Cabral, Sérvulo Tavares, Helio Fernandes, Marcos Villaça, Antônio Olinto, André Jordan, Fernando Collor de Mello, Marco Maciel, Ricardo Boechat, Roberto Campos, Arnaldo Niskier, Evandro Lins e Silva, Paulo Maluf, José Aparecido, Roberto Marinho e Aziz Ahmed, entre tantas outras personalidades que precisariam de espaço gigantesco.   

Nunca deixou de exaltar o trabalho de homens públicos merecedores de aplausos. Sobre Collor de Mello, por exemplo, afirmou:

“Reconheço que o Brasil moderno surgiu com o governo Collor. Mesmo que dentro de um contexto internacional, foi ele quem teve a coragem de quebrar tabus e enfrentar as esquerdas até o ponto de ser derrubado por um golpe parlamentar”.

ZÉ MEDALHEIRO – Aviso aos navegantes adoradores e bajuladores de Palácios e de coluna sociais(boas e ruins), que não diferenciam um grão de café de uma jabuticaba: não ando atrás de mordomias nem de agrados do atual ocupante do governo de Brasília, o famoso Zé das Medalhas.

Dependendo do meu voto, o Zé do Piauí não se elege mais nem para vigia noturno de conjunto residencial.

Fui condecorado por outros governadores de Brasília, todos eles mais qualificados do que o atual. Inclusive recebi a Medalha da Policia Militar do Distrito Federal, que guardo com enorme carinho.

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