Entendam como é difícil haver impeachment de Dilma

Celso Serra

O mandato da doutora Dilma Rousseff não pode ser desligado por um clique do Tribunal de Contas da União. O parecer do TCU precisa passar pelo rito da Câmara e do referendo de seu plenário, pois é apenas um órgão auxiliar do Poder Legislativo, e todos sabemos como funciona, na base da doutrina franciscana “é dando que se recebe”.

O mandato da doutora Dilma Rousseff também não pode ser desligado por um clique do Tribunal Superior Eleitoral. No TSE, basta que um ministro peça “vista” do processo para que o julgamento seja paralisado. Mesmo que quatro dos sete ministros antecipem seus votos condenando o governo, a sentença estará bloqueada.

E o TSE é hoje presidido por um ex-advogado do PT que já deu provas concretas de sua fidelidade ao partido e não às instituições.

Sem crise institucional, as coisas funcionam desse jeito.

O QUE FALTA?

Agora, se o povo for novamente para as ruas, como já aconteceu recentemente, e retomar os protestos contra a situação econômica que está destruindo a classe média tradicional, a chamada nova classe média e a população de menor renda,  poderá o Brasil mergulhar em séria crise institucional.

Neste caso, as coisas se resolvem com mais facilidade, ficará difícil continuar aplicando ardis para se perpetuar no poder.

12 thoughts on “Entendam como é difícil haver impeachment de Dilma

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  2. O Toffoli está lá (no STE) para isto mesmo.Vai pedir vistas do processo e empurrar com a barriga até não poder mais.
    Intervenção militar, já! Só assim a DilmANTA deixa o governo.

  3. O Brasil já está quebrado. O povo é que não se dá conta dessa realidade. Fale com o gerente de seu Banco – estão liquidando todas as aplicações. Veja o Estaleiro Mauá que chegou a ter 18 mil empregados. Fechou as portas! O que mantém uma nação forte é a credibilidade, sem ela, é como um corpo sem alma.

  4. Não entendo, no Brasil basta ser bacharelando para ser chamada de “DOUTORA”, por acaso ela fez doutorado, é impressionante como fazem isto neste país e quem fez doutorado realmente, nem gosta de ser chamado de doutor, agora é difícil porque há certos interesses nesta permanência, o poder legislativo, judiciário e executivo, são farinha do mesmo saco, vivemos numa democracia fajuta e o povo continua seu sofrimento.

    • Um jornalista chamá-la de doutora é ignorância grave.
      Se é para chamar ironicamente de doutora deveria colocar entre aspas.
      A falsificação do Currículo Lattes foi uma das maiores bizarrices que um candidato a presidente ousou cometer na história do Brasil.

    • Não estamos trocando o técnico e sim o presidente do clube. No caso do Brasil a Anta da República. Aliás, algum petista sabe o significado de república?

  5. Assim como Veja, Época também pula fora do golpe

    Edição deste fim de semana da revista Época, da família Marinho, jogou a toalha do impeachment; revista chegou à conclusão de que o trio formado pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), pelo vice Michel Temer e pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) protegerá a presidente Dilma Rousseff da ameaça do impeachment; edição de Veja também desembarcou do golpe, num indício de que os grupos de mídia oligárquicos já abandonam o senador Aécio Neves (PSDB-MG), favorecendo projetos de poder alternativos, como do governador Geraldo Alckmin e do senador José Serra(247)

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