Entre os candidatos de fato, Marina Silva é a única com equilíbrio e coerência

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Na campanha, Marina se destaca pela sobriedade

Pedro do Coutto

As eleições de outubro para o Palácio do Planalto têm apenas poucos candidatos de fato: Bolsonaro, Alckmin, Marina Silva e Ciro Gomes. Os demais são figurativos sem qualquer possibilidade de vitória, ou até mesmo de decolagem suficiente para somar, digamos, três pontos percentuais nas urnas eletrônicas.

De todos estes, Marina Silva é a única que tem apresentado equilíbrio e coerência política. Os outros três caem em contradições seguidas e tentam lances dispersos na tentativa vã de conquistar eleitores.

CONTRADIÇÕES – Ciro Gomes, por exemplo (reportagem de Gabriela Pessoa, Folha de São Paulo de ontem), disse uma coisa no dia 16 e outra, totalmente oposta no dia 26, reproduzida pela FSP de ontem 27.No dia 16 ele afirmou que era o único candidato com possibilidade de, em caso de vitória, livrar Lula da cadeia e enquadrar os juízes que condenaram o ex-presidente, além de traçar normas que disse democráticas para os integrantes do Ministério Público.

Entretanto, na convenção do PDT que homologou seu nome, na concentração em São Paulo, afirmou ser antagônico a Lula e também contrário ao candidato escolhido pelo PT para disputa em outubro.

Como se constata, parece ter mudado de opinião no decorrer de 10 dias entre 16 e 26 deste mês.

TUCANO NO NINHO – O candidato Geraldo Alckmin, do PSDB, recebeu apoio do chamado Centrão e acolheu, de acordo com reportagem de Bruno Goes, Cristiane Jungblut, Eduardo Breciani e Letícia Fernandes, O Globo, deixou-se fotografar na mesa central do encontro, realizado em Brasília, ao lado de nove políticos envolvidos em casos de corrupção. No seu discurso, passou ao largo da Operação Lava Jato e prometeu transformar o Brasil numa Abu Dhabi, numa referência à rica capital dos Emirados Árabes Unidos. A afirmação representa uma impossibilidade. O Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes e é um país que figura entre os maiores da Terra. Como ele conseguiria isso?

Esqueceu dos problemas sociais existentes, da falta de saneamento, da crise da segurança, da situação caótica do sistema de saúde, da educação, dos transportes e, sobretudo do desenvolvimento econômico.  Têm-se a impressão de que para ele não importa muito qualquer meta para redistribuir a renda, a partir de um ponto de equilíbrio entre o capital e o trabalho.

GUEDES NO COMANDO – Jair Bolsonaro representa a extrema direita, a apologia à tortura além de dizer que nada entende de economia. Em recente entrevista, inclusive, acentuou que na área da economia entregará tudo ao professor Paulo Guedes, fundados do Banco Pactual e do IBMEC e que mantinha uma coluna semanal em O Globo. Bolsonaro age como se a economia pudesse ser transferida integralmente para as mãos de Paulo Guedes.

Para se ter uma ideia do absurdo, convém lembrar que o sistema econômico, do lado do Estado, forma-se pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Banco Central, Petrobrás e Eletrobrás para ficarmos só nesses exemplos. Com base na afirmação que fez, Paulo Guedes seria o ministro da Fazenda plenipotenciário. O que seria um absurdo total.

EXEMPLO ISOLADO – Marina Silva constitui um exemplo isolado entre os quatro candidatos de fato. Ela, pelo menos até agora, demonstrou coerência em suas atitudes. Um exemplo é sua negativa em apoiar o senador Romário para o governo do estado do Rio de Janeiro. Na sua pré-campanha, tem demonstrado firmeza nas decisões  que tomou, principalmente em matéria de coligações entre legendas.

Dentro desse panorama que reúne Bolsonaro, Marina, Alckmin e Ciro Gomes, encontramos uma frieza que se generaliza, já que os três adversários da candidata da Rede enveredam por caminhos sinuosos na tentativa de conquistar o voto e chegar ao poder.

SEM ENGANAR – Relativamente a Bolsonaro, ele está sendo fiel a si próprio e parece não pretender enganar ninguém. Representa uma corrente radical de pensamento e na disposição de materializar esse pensamento em política de governo. Sua vitória seria um desastre para o país.

Em tal hipótese sairíamos de uma calamidade chamada Michel Temer e ingressaríamos numa outra situação desastrosa.

Mas tudo isso está encoberto pelo eclipse em torno de qual posição Lula colocará o PT.

25 thoughts on “Entre os candidatos de fato, Marina Silva é a única com equilíbrio e coerência

  1. EQUILÍBRIO E COERÊNCIA? COERÊNCIA COM QUÊ? Dona Marina até os 17 anos era analfabeta, vivia no mato, trabalhava nos seringais. Que competência essa mulher tem pra ser Presidente da República? É querer repetir pra sempre os lulas e as dilmas — era melhor que ela fosse estudar. Que candidatos! Que país!

  2. Discordo totalmente. Pois, viveu há anos dentro do pt e nunca abriu a boca para contestar os absurdos que cometeram. Para mim esta mulher é fraquíssima.

  3. Meus amigos, chega a ser ridículo ver que a nossa mídia é tão esquerdista que não consegue ver com clareza a possibilidade da eleição de um candidato que não venha do establishment. Iinsistem em dizer que bolsonaro é extrema direita, é um novo adolff hitler e neste artigo o sr.pedro couto chega a acenar para marina como mais coerente. Será que o sr.pedro couto não sabe que marina silva era fiel seguidora do lula e que se afastou dele porque ele se prostituiu com a “elite”? Lamentavelmente, no pareo,na há nenhum candidato melhor que bolsonaro.o que estão estranhando é que ele é verdadeiro e fala o que pensa. E o que pensa é o que a maioria do povo brasileiro pensa também. É bom ja ir se acostumando.

  4. Essa deve ser a senha pra ptebada votar em marina em vez de ciro,
    os ratos da esquerda estão tentando a todo custo manipular a eleição para tentar sobreviver, e isso inclui todos os partidos de direita e de esquerda,
    Melhor Jair se acostumando

  5. No seu discurso, passou ao largo da Operação Lava Jato e prometeu transformar o Brasil numa Abu Dhabi, numa referência à rica capital dos Emirados Árabes Unidos.

    Não precisa ir até Abu Dhabi, é só os jornalistas amestrados dar uma passadinha na Cracôlandia na Tucanezuela e verificar no que a Quadrilha do Efeagace transformar apenas uma Estado da Federação.
    E vejam que a Cracôlandia deu inicio as suas operações no mesmo ano que a Quadrilha do Geraldo Merenda sentou na cadeira do Palácio.
    E vejam também que a mesma Quadrilha do Efegace prometeu acabar com aquela bagunça

  6. Não pretendia comentar esse post, se envolver em certos debates implica em “gastar pólvora em chimango”, como dizem os gaúchos, e não decidi o voto, não tenho porque fazer a defesa deste ou daquele candidato.

    Mas considero oportuno e esclarecedor o artigo, pois traz a luz uma verdade: Marina adotou o princípio de não conversar com nenhum envolvido com a Lava-jato e vem cumprindo. Portanto, está mesmo sendo coerente, como relata o autor, diferente de todos os outros, que tem barganhado com deus e o diabo.

    Inclusive o impoluto Bolsonaro, que negociou o cargo de vice com Waldemar Costa Neto, a nata dos corruptos e especialista em partidecos caça-niqueis, já de longa data.

  7. Este Pedro é um pestista disfarçado, ou desiludido com a perda de poder do pestismo. A ex-seringueira e ex-pestista é coerente porque não fala nada e, quando fala só diz o óbvio. O desgoverno do presidento Dilmo só pode e deve ser comparado com o da infeliz. Se imaginar que um governo comandado pelo capitão do Exército será péssimo é uma estupidez, a não ser que o pedro tenha o dom da premonição, coisa que eu duvido que ele tenha

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