Entrega do vídeo na íntegra indica uma divisão no Planalto, porque havia resistência

Enfim será divulgado o que realmente aconteceu na reunião

Pedro do Coutto

O governo tentou evitar ao máximo, mas acabou enviando o vídeo solicitado pelo ministro Celso de Melo para que se comprove a veracidade das afirmações do ex-ministro Sérgio Moro, que apontou pressão do presidente Bolsonaro sobre a Polícia Federal, principalmente em relação à Superintendência do Rio de Janeiro. Esta foi a versão que Sérgio Moro apresentou como uma das razões de sua exoneração do Ministério da Justiça e Segurança.

Moro acusa o presidente Jair Bolsonaro pela responsabilidade dos fatos ocorridos que envolveram as substituições da direção geral da PF e também do Superintendente do Rio de Janeiro.

EXIBIÇÃO DO VÍDEO – Celso de Mello marcou para hoje a exibição do vídeo na presença do procurador geral da República, do advogado geral da União e do advogado de Sérgio Moro, entre outras pessoas. Entretanto, o próprio Sérgio Moro faz questão de estar presente. Certamente para assegurar que a fita exibida é exatamente aquela versão do que realmente ocorreu no Palácio do Planalto a 22 de abril.

Ontem, reportagem da CNN destacou bem o assunto noticiando os depoimentos de Valeixo, ex-diretor Geral, de Ricardo Saadi, ex-superintendente da PF no Rio de Janeiro e de Alexandre Ramagem. O panorama geral, assim, em torno da questão, tornou-se mais tenso e denso a partir da etapa que se iniciou ontem com os depoimentos na Polícia Federal. Os três ministros militares do Planalto, Augusto Heleno, Braga Neto e Eduardo Ramos serão ouvidos no Palácio do Planalto, não havendo necessidade deles comparecerem a qualquer outro setor ligado ao tema, como por exemplo o Ministério da Justiça e a direção da Polícia Federal.

ACELERADO, MARCHE – Como disse no título, o inquérito está transcorrendo de forma acelerada. O envio da gravação integral indica uma divisão no Planalto, porque o chamado “Gabinete do Ódio” se recusava a entregar o conteúdo total, o que resultará em reflexos políticos. Sobretudo no momento atual, em que o Centrão, inspirado na fisiologia, empenha-se em emplacar integrantes de seu grupo para cargos de direção do governo federal.

Para o Centrão, não interessa indicar para o governo pessoas que tenham real capacidade técnica, mas sim pela capacidade política de representar seus interesses na administração federal.                 

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NAZISMO ESTÁ PARA SEMPRE NO ESGOTO DA HISTÓRIA

Na sexta-feira, 8 de maio, transcorreram 75 anos da rendição incondicional da Alemanha nazista ao comando dos EUA e também da França. A rendição foi feita pelo comando alemão. Era o fim do nazismo como legenda e bandeira política.

O nazismo foi responsável pela morte de milhões de pessoas, grande parte das quais foram assassinadas nos campos de concentração. Hitler mergulhou no pântano que ele reservou a si próprio na eternidade.

No dia 22 de abril a BBC de Londres anunciava a morte de Hitler. Deve ter sido exata a informação, pois de 22 de abril a 8 de maio não se encontra nenhures despacho com sua assinatura.

Assim se escreve a História.

6 thoughts on “Entrega do vídeo na íntegra indica uma divisão no Planalto, porque havia resistência

  1. MORO DESMENTIDO

    Consternados com o teor do depoimento do ex-diretor da PF, canais de notícias de TV fechada não conseguiam concatenar o fato mais relevante do dia: Maurício Valeixo desmentiu o ex-chefe Sérgio Moro.
    (C.Humberto)

  2. Balanço geral:
    – Moro negou que o Bolsonaro tivesse lhe pedido para interferir nos inquéritos da PF;
    – Valeixo negou que o Bolsonaro tivesse lhe pedido para interferir nos inquéritos da PF;

    Se a TI estivesse preocupada com a ética jornalística, faria uma nota pedindo desculpas aos seus leitores por tê-los induzido a erro de julgamento. Mas que se dane a ética, o “show do golpismo venal deve continuar”.

    Sobre o nazismo, é bom que tenha ido para a lata de lixo da história. Resta saber quando o marxismo, seu irmão siamês, responsável por atrocidades 10 vezes piores que a do nazismo, será jogado no mesmo lugar. Aqui no Brasil, esses degenerados vermebiles recebem dinheiro público para tentar nos escravizar. Morte ao marxismo!

  3. E o que falou Ramagem em seu depoimento hein (!)
    Como testemunha (?) na reta final do depoimento passou a fazer juízo de valor atacando o ex-ministro Moro, a que deveria, segundo ele, “se ater a princípios e valores de hierarquia, lealdade e preferência da lei”

    Esse é o homem dos filhos do Presidente que iria comandar a PF.

    Bem ao estilo dos oficiais leais ao Hitler.

    – Aliás, alguém viu a foto tirada de de apoiadores na frente do Alvorada, perfilados fazendo a saudação nazista quando Bolsonaro apareceu?
    Se fosse na Alemanha seriam todos presos.
    – Aqui tem lei que veda o uso de símbolos (e gestos) Por que os policiais não fazem cumpri-la?

  4. A hesitação não tem nada a ver com as acusações de Moro, essas o Planalto nunca se recusou a mostrar. Tem a ver com os outros assuntos tratados na reunião ministerial. Vamos ser mais honestos na análise.

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