Entrevistas dos candidatos na Rede Globo marca a nova fase da campanha

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William Bonner e Renata Vasconcelos farão as entrevistas

Pedro do Coutto

Na semana que começa, as posições dos principais candidatos à presidência da República provavelmente vão se definir mais nitidamente porque irão ao ar no Jornal Nacional. Una coisa é um programa ser editado por emissora de menor alcance. Outra é a mesma entrevista ser feita e exibida pela Rede Globo, que lidera a audiência da televisão no país. O episódio aumenta de importância porque se trata de um horário que atrai muito mais telespectadores do que outros por causa do noticiário das 20:30 hs. A ordem das entrevistas encontra-se programada: Ciro Gomes, Jair Bolsonaro, Marina Silva e Geraldo Alckmin.

A iniciativa não pode incluir o ex-presidente Lula e também Fernando Haddad, uma vez que este está sendo apresentado pelo PT como candidato a vice presidência.

OSCILAÇÕES – As entrevistas serão realizadas também pela Globonews no horário um pouco mais a frente. Vamos ver quais as oscilações que serão decorrentes dos programas. Sejam quais forem, vão pesar no cenário eleitoral. Afinal de contas foram convidados os quatro candidatos que melhor se projetam tanto nas pesquisas do IBOPE quanto do Datafolha.

Poderemos então realizar uma avaliação em torno da influência da televisão, comparando-a com a presença do mesmo grupo de candidatos nas redes sociais da Internet. Alguns candidatos com pouco tempo de aparição na TV certamente vão reforçar suas mensagens na mídia eletrônica para compensar o menor índice de exposição de suas imagens diante do eleitorado.

A seleção escolhida pelas organizações Globo representa, de outro lado, uma diferença de tratamento entre todos aqueles que disputam a sucessão do presidente Michel Temer.

DIVISÃO – A exclusão na TV Globo daqueles que apresentam índices insignificantes junto ao eleitorado tornará mais concreta a divisão dos que têm possibilidade de vitória e aqueles que estão concorrendo por concorrer, uma vez que não possuem estrutura partidária capaz de funcionar a seu favor.

Neste caso encontra-se o ex-ministro Henrique Meirelles, lançado pelo MDB, maior partido do país, inclusive com maior representação na Câmara Federal. Mas que até o momento somente deu provas de que a escolha de Meirelles não foi capaz de causar maior entusiasmo nos seus quadros.

É verdade que a eleição será em dois turnos e essa característica abre também a perspectiva de que a legenda possa ser mobilizada para o desfecho final no segundo turno. De qualquer forma a semana que amanhã se inicia vai proporcionar condições para que as próximas pesquisas iluminem mais nitidamente as tendências do eleitorado  

E HADDAD? – Ao quadro composto por Ciro Gomes, Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin e Marina Silva, terá que ser incluído o nome de Fernando Haddad, cuja candidatura depende do apoio explícito do ex-presidente Lula da Silva. Esse apoio não pode ser subestimado. Porque se ele transferir, digamos, 9%, tal transferência poderá levar a uma disputa ainda mais acirrada para revelar os dois finalistas.

Na edição de ontem da Folha de São Paulo, o jornalista José Hamilton Ribeiro, também historiador, escreveu longa matéria comparando a sucessão presidencial de 60 com a que vai se realizar em 2018.  Sobre essa comparação escreverei amanhã.

13 thoughts on “Entrevistas dos candidatos na Rede Globo marca a nova fase da campanha

  1. Sempre costumo nos meus comentários lembrar da importância da mídia. Ao meu ver a mídia no sentido amplo são os olhos que iluminão a sociedade. Ela é capaz de balançar , como fazemos em uma rede pegando os punhos para um lado e para o outro. Chacoalhamos pra lá pra cá pra lá pra cá. Infelizmente nossos midiáticos são péssimos péssimos péssimos. Só um exemplo. Tenho assistido na Globonews as entrevistas com os possíveis futuros ministros da economia. Então eles entrevistaram Mauro Filho. Primeiro eles não dizem que são de onde surgiram o que defendem. Esse senhor é filho de um político tradicional mais de sessenta anos enganando o país. Deputado, senador Mauro Benevides. Ele também é irmão do deputado envolvido no caso dos anões do orçamento. Não estou mais lembrado do nome dele mas parece que é Cesar alguma coisa assim. Pois bem aí os jornalistas perguntam como o Ciro irá tirar do SPC 63 milhões de devedores. Sua excelência, o entrevistado, ele próprio responde que essa dívida de algo entorno de 80 bilhões de reais será paga pelos bancos públicos diga-se BB , CEF e BNDES. Aí não tem nenhum jornalista para lembrar que nós os otarios é que pagaremos a conta. Pois além de devedor não ter capacidade de pagar nem a primeira parcela ele assim que tiver o nome excluído do SPC irá imediatamente ao comércio comprar qualquer bugigangas e se endividar e ficar inadimplente mais uma vez. Isso é óbvio, óbvio, obvio. Durma com um barulho desse. Ah país vagabundo vagabundo mil vezes vagabundo.

    • Esses milagreiros não dizem como a pessoa que conseguiu esse benesse de sair do SPC vai pagar o acordo, se não tem emprego. Sabe-se que os desempregados mal estão ganhando para pôr comida na mesa, com os bicos que fazem. O pior é que as pessoas se enganam e acreditam que se livrarão das dívidas.

  2. O assessor de economia da Marina, Eduardo Giannetti, durante a entrevista do GrouboNEWS, impressionou.
    Honestamente, o Paulo Guedes, economista do Bolzonaldio, não chega nem aos pés da altura e qualidade da visão do Giannetti do estado das coisas.

  3. Com 60% dos eleitores ainda indecisos ou querendo votar branco ou nulo, não acho correto a Globo entrevistar só 4 candidatos, deixando de fora João Amoêdo que tem boas propostas para o país, Álvaro Dias que também trás uma proposta diferente e é um dos poucos que defende integralmente a Lava-Jato. A meu ver grande parte dos 60% dos que não se decidiram esperam que se apresentem candidatos com boas propostas, mas estes que citei por exemplo não tem nem tempo de tv e nem oportunidade na maior rede do país. Debates? No horário impeditivo que são realizados e engessados como são, fica difícil se retirar alguma proposta . Entrevistas como será feita na Globo não são nada democráticas. Qual a dificuldade em se entrevistar 7 candidatos ao invés de 4?

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