Equipe técnica elogiada por novo ministro do Turismo é processada por improbidade e vários outros crimes.

Carlos Newton

Nada como um dia após o outro. Foi só o novo ministro do Turismo, Gastão Vieira, elogiar a equipe técnica de seu ministério, para logo em seguida ser divulgada a notícia de que a Procuradoria Geral da República no Amapá já ajuizou quatro ações por improbidade administrativa contra 21 acusados de desviar recursos da pasta do Turismo.

O novo ministro, que não deve ler jornal, parece desconhecer essas denúncias, que se referem a irregularidades trazidas a público pela Operação Voucher, da Polícia Federal,em agosto. Entre os incriminados, destacam-se os nomes do ex-secretário executivo da pasta, Frederico Silva da Costa, do secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, e do ex-presidente da Embratur Mário Augusto Lopes Moysés.

Como todos sabem, menos o ministro, a Operação Voucher chegou a prender 36 pessoas por suspeita de desvio de recursos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares. Entre os presos, que já foram libertados, estavam funcionários da ONG Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), empresários e servidores públicos.

Seria bom informar ao ministro que completam a lista de denunciados Kérima Silva Carvalho, Antônio dos Santos Júnior, Wladimir Silva Furtado, Fábio de Mello, José Carlos Silva Júnior, Humberto Silva Gomes, Dalmo Antônio Tavares de Queiroz, Hugo Leonardo Silva Gomes, Luiz Gustavo Machado, Maria Helena Necchi, Sandro Elias Saad, Jorge Kengo Fukuda, Katiana Necchi Vaz Pupo, Gláucia de Fátima Matos, Luciano Paixão Costa, Francisca Regina Magalhães Cavalcante, Freda Azevedo Dias e Kátia Terezinha Patrício da Silva.

Se condenados, os envolvidos serão obrigados a devolver o dinheiro desviado, terão os direitos políticos suspensos, perderão a função pública, e serão proibidos de fazer contratos com a administração pública e de receber benefícios ou incentivos fiscais e pagamento de multa.

Detalhe: em 30 de agosto o Ministério Público Federal no Amapá já havia apresentado quatro denúncias contra os mesmos 21 envolvidos, abrangendo os crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, peculato – obtenção de vantagem em razão do cargo – e uso de documento falso. E esses crimes dão cadeia. Será que o novo ministro Gastão Vieira sabe?

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