Era s o que faltava: Cabral queria se defender dando entrevistas imprensa

Ex-governador Srgio Cabral est preso desde novembro (Foto: Fbio Motta/Estado Contedo)

Emagrecimento deCabral na priso surpreendente

Deu no G1 Rio

A Justia Federal voltou a negar, em segunda instncia, a liminar pedida pela defesa do ex-governador do Rio Srgio Cabral, que solicitou autorizao para conceder entrevistas a veculos de comunicao. A deciso do desembargador federal Abel Gomes, da Primeira Turma Especializada do TRF2, a mesma da primeira instncia, do juiz Marcelo Bretas, da 7 Vara Federal Criminal.

Cabral, que cumpre priso preventiva, j condenado em um processo. Em outros 13 processos e inquritos, acusado de chefiar uma organizao criminosa que fraudava contratos pblicos do Rio de Janeiro, de onde foi governador entre 2007 a 2014.

DESINTERESSE – Em sua deciso inicial, o juiz Bretas entendeu que no h interesse pblico na concesso de entrevistas, “sobretudo porque as informaes referentes ao processo esto disponveis para a imprensa”.

A defesa alegou que o ex-governador pretendia apresentar sua verso dos fatos e sustentou que Cabral no estaria recebendo tratamento isonmico, j que o Ministrio Pblico Federal e o prprio juiz j teriam se manifestado publicamente sobre o caso, em entrevistas.

Para o desembargador federal Abel Gomes, o habeas corpus no se presta para discutir questes que no envolvam a liberdade de locomoo do acusado. O relator do processo rebateu o argumento de violao ao tratamento igualitrio, lembrando que a Lei de Execues Penais (LEP), que regula as prises provisrias, no prev o direito de se dirigir imprensa.

DEVER DO JUIZ – “Por outro lado, tambm dever do juiz, nas circunstncias e condies pessoais do paciente, um ex-governador do Estado, por duas vezes eleito pelo voto popular, poltico que tambm j ocupou cadeira no Legislativo estadual e federal, assegurar-lhe a proteo contra qualquer forma de sensacionalismo, nos termos do art. 41, VIII da LEP, o que diante do contexto no est excludo de que possa ocorrer”, destacou o desembargador.

Abel Gomes tambm frisou que a deciso no atinge o direito ampla defesa do ru, “cujo exerccio se d exclusivamente dentro do processo e no atravs dos meios de comunicao, de modo que alm da ausncia do direito lquido e certo no vislumbro ilegalidade ou teratologia [aberrao] na deciso impugnada.”

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NOTA DA REDAO DO BLOG
Ao cumprir priso, geralmente os condenados engordam, porque comer o nico prazer que lhes resta e toda cadeia tem uma cantina para servi-los. Cabral, ao contrrio, est emagrecendo cada vez mais e j descobriram em sua cela uma grande quantidade de remdios de tarja preta. A explicao da magreza talvez seja por a e por algo mais, porque em sociedade tudo se sabe, j dizia Ibrahim Sued. (C.N.)

18 thoughts on “Era s o que faltava: Cabral queria se defender dando entrevistas imprensa

  1. Quando gozava do bem bom, ele, mulher e seus asseclas, no se preocupavam com o povo, mas a justia divina no falha, hoje ele est colhendo o que plantou e o povo sofrendo pela sua ganncia.

  2. A priso pena privativa da liberdade de ir r vir. Mas se tem visto prepotncias contra presidirio. No se est defendo nem muito menos justificando o(s) crime(s) que cometeram. A questo diz respeito aos direitos dos presidirios. Mesmo presos, continuam pessoas humanas. Raspar a cabea dos detentos, por exemplo, uma outra pena que no est prevista em nenhuma lei. Aqui fora, nos autos do processo e fora deles, muito se fala dos presidirios, Geralmente falam mal, porque eles praticaram o mal, quando deveriam praticar o bem. Mas a sociedade que pune tem o dever de ouvir o que o punido tem a dizer. So direitos recprocos. A pena visa, primordialmente, a ressocializao. Por que negar ao presidirio o direito de dizer?. Este direito ele no perdeu. Nem nunca perder. S a Igreja Catlica que impe a pena do “silncio obsequioso” ( que nome! ), tal como foi importa pelo Papa a Leonardo Boff, pregador da Teoria da Libertao e que levou o religioso a deixar a batina, mas continua cristo.
    direito do preso falar, dar entrevista, dizer sociedade que o puniu o ele sente a necessidade de dizer. Negar esse direito representa a imposio de uma outra pena que no consta da legislao penal. E se o presidirio pretender pedir perdo s vtimas, sociedade?. Ele no poder?. Aos presos, que s perderam a liberdade de ir e vir, devem ser dados os mesmos direitos e espaos que os que esto c fora tm, de falar, protestar, dar entrevistas, de dizer o que sentem, inclusive, repita-se o de pedir perdo.

  3. Cabral ter certamente oportunidade de exercer o direito de dizer, mas depois de cumprir a pena pelas atrocidades que fez. Por enquanto fica obsequiosamente impedido de bater com as linguas nos dentes. Se no estiver satisfeito, que reclame com o Papa.

  4. O latifndio capitalista mostra as garras

    Wladimir Pomar

    25/08/2017

    O agronegcio foi uma criao da reforma conservadora realizada pela ditadura militar, durante os anos 1960 e 1970, para modernizar o sistema latifundirio, tendo como foco principal libertar os trabalhadores agregados aos latifndios e transform-los em trabalhadores assalariados das indstrias multinacionais estrangeiras que investiam no desenvolvimento econmico comandado pelos militares.

    Financiados por recursos pblicos generosos do Banco do Brasil, tanto para o plantio quanto para os tratos culturais, as colheitas e a comercializao, os latifundirios foram levados a modernizar suas plantaes e criaes, tanto com o emprego de mquinas e trabalhadores assalariados quanto com a produo de commodities agrcolas voltadas para o mercado internacional. Apesar de todo esse apoio estatal, at o incio dos anos 1990 o agronegcio continuava tendo um papel secundrio no conjunto da economia, cabendo s finanas e s indstrias os papis principais.

    Nos anos 1990, no entanto, ao mesmo tempo em que mantinham o sistema de financiamento do agronegcio, as polticas neoliberais de atrao de investimentos especulativos, privatizao de empresas estatais, venda de empresas privadas a corporaes estrangeiras e sua consequente relocalizao em pases e regies de mo de obra ainda mais barata, promoveram uma quebra considervel do parque industrial brasileiro, em contraste com um papel ainda mais saliente do sistema financeiro e do agronegcio na economia nacional.

    Embora os governos petistas tenham tentado reverter em parte essa situao, a suposio de que a elevao do poder aquisitivo (aumento da demanda de produtos de consumo) e a construo civil, incluindo as obras de infraestrutura, no induziriam a recuperao do parque industrial nem a expanso da agricultura familiar de alimentos para o mercado domstico. A indstria continuou reduzindo sua participao na economia, e a agricultura familiar manteve baixa sua produo de alimentos, sendo injustamente responsabilizada pelos surtos inflacionrios do tomate, do pepino etc.

    Em sentido contrrio, o sistema financeiro e o agronegcio continuaram elevando seu papel, at o agronegcio chegar ao ponto de se afirmar como o setor mais importante na economia brasileira e, na sequncia lgica, reivindicar um papel poltico condizente com sua fora econmica. Afinal, os parlamentares ruralistas, reunidos na Frente Parlamentar da Agropecuria, j ocupam mais de 40% das vagas do Congresso nacional, sendo responsveis pela metade dos votos que levaram ao arquivamento do processo contra Temer.

    No recente Congresso do Agronegcio, representantes dessa frao agrria da burguesia cabocla declararam seus objetivos de alcanar, nas eleies de 2018, uma alta posio poltica em Braslia, correspondente fora econmica do setor, ao mesmo tempo em que deveriam promover uma revoluo na Constituio e nas relaes de trabalho. A atual Constituio, em particular seus artigos 7 e 8 seriam entraves srios a uma reforma trabalhista efetiva por constiturem uma espcie de CLT condensada e manterem a atual estrutura sindical. Portanto, para realizar uma revoluo efetiva nas relaes de trabalho o agronegcio decidiu lutar pela liquidao de todos os direitos inscritos na Constituio de 1988.

    O ex-ministro Almir Pazzianoto, transformado em intelectual orgnico do agronegcio, alm de reiterar que esse setor o mais importante na economia e o maior gerador de empregos, declarou alto e bom som que a Justia do Trabalho, uma cultura implantada no incio dos anos 40 deveria acabar, j que quem deve dirigir as relaes de trabalho o capital. Com a reforma trabalhista aprovada pelo Congresso teria sido rompido o tabu, mas restaria ainda liquidar o Ministrio do Trabalho, altamente politizado, assim como o Ministrio Pblico do Trabalho e a Justia do Trabalho, que no deveriam existir.

    O agronegcio, promovido pela Rede Globo como o AgroPop, o AgroTech e a Principal Indstria do pas, pretende pois assumir no s a hegemonia econmica, mas tambm a hegemonia poltica do Brasil atravs de uma revoluo que imploda no s os direitos trabalhistas, que deixariam de constar em qualquer legislao, mas tambm todos os direitos sociais, mesmo formais, constantes da Constituio de 1988. Afinal, como disse descaradamente William Waack, da mesma Rede Globo, mediador do Congresso do Agronegcio: a elite que cria as condies. Ns! Estou me colocando tambm, eu fao parte da elite.

    Alguns membros dessa elite sonham com o retorno histrico aos anos anteriores a 1930, por considerarem que tambm existem maus empresrios. Mas a maioria deles quer mesmo voltar a um perodo ainda mais atrasado, quando o trabalho escravo, a desigualdade nas relaes de trabalho, as mortes de trabalhadores em silos ou na colheita, eram considerados situao normal. A reforma no sistema de trabalho nos latifndios, com a introduo de tecnologias modernas, transformou o sistema latifundirio de agregao em agronegcio capitalista, mas manteve inalterada a ideologia escravista segundo a qual os que no fazem parte da elite precisam ser tratados como animais falantes das antigas senzalas.

    Portanto, no estamos diante apenas de um golpe poltico que procura evitar governos de esquerda propensos a melhorar a vida dos pobres e miserveis atravs da utilizao dos recursos pblicos aplicados em polticas sociais, ou mesmo realizar o desenvolvimento econmico em bases nacionais modernas e soberanas. O latifndio capitalista, ao mostrar suas garras abertamente, nos alerta que as classes sociais no participantes da propriedade privada do agronegcio esto diante de uma tentativa aberta de realizao de uma (in)voluo histrica com tempero escravista.

    Wladimir Pomar
    Escritor e Analista Poltico

    http://www.correiocidadania.com.br/colunistas/wladimir-pomar/12794-o-latifundio-capitalista-mostra-as-garras

  5. Newton, eu j falei aqui sem nenhum desejo de vingana, que o Srgio Cabral eria se suicidar na cadeia. Pelo que dizes as coisa caminham para esse fim.

  6. Srgio Cabral vai ficar conhecido na histria como o governador corrupto, que destruiu o Rio de Janeiro.
    Toda privao, por falta de pagamentos dos salrios. que os funcionrios do Estado esto passando foi devido a corrupo do Cabral e sua turma. Priso perptua seria pouco para quem levou milhares de famlias ao desespero;

  7. Prezado C.N.,

    Nao tenho nenhuma simpatia por este cidadao, mas voce comentar a respeito se esta’ magro ou gordo, e fazer referencia a medicamentos tarja preta, e’ vil e covarde.

    Cleber

  8. Este desgovernador cnico, dissimulado, arrogante, pilantra, todos sabem o que fez ao estado do Rio de Janeiro e ainda queria ter o direito de dar entrevistas, at aonde vai a petulncia desde indivduo, a justia negou, claro, sujeito asqueroso.

  9. Tem muita gente passando necessidade, sem trabalho, sem dinheiro no Rio. Esse canalha um dos responsvel por isso. Deve ficar isolado da sociedade, sem direitos. Pagar pelo crime que praticou.
    Esse conversinha de ressocializar preso conversa mole. O condenado tem que cumprir toda pena que lhe foi imposta, tendo bom comportamento ou no, mesmo porque, bom comportamento uma obrigao do presidirio, no desculpa para reduo de pena.

  10. Cleber, boa noite.
    O governador representante supremo do povo que o elegeu e reelegeu, dita as normas de conduta para “toda” a hierarquia dos servidores pblicos, at uma gari poderia dizer: O governador elogiou a limpeza desta rua, bairro ou mesmo a cidade e isto, com orgulho; assim que funciona.
    O Sergio Corts, se subtraiu $ da sade, foi com a anuncia ou omisso do governador e a Cleber vamos nos colocar no lugar dos filhos dos mais pobres, que viram seus pais serem tratados pior do que bichos por falta de uma maca, remdio, e etc.
    Vil e covarde, foi o governador no honrar os seus eleitores e fazer o que ele fez e a ainda vou mais acima e coloco o presidente Lula e a Dilma que por sinal, tiveram meu voto e como observao, na reeleio da Sra Dilma, foi mesmo por falta de opo pois no confiava de jeito nenhum no playboizinho do PSDB.
    Fomos trados em todos os nveis e eles tem que pagar por isso.

  11. Infelizmente, o poder pblico no estado do Rio de Janeiro perdeu as rdeas, a criminalidade visvel, pessoas esto morrendo a luz do dia, uma loucura, o governo que est a no consegue mais o controle da situao, Srgio Cabral e Pezo, conseguiram afundar o estado, a polcia no d conta do tamanho da violncia, a coisa est um caos, todos os dias so policiais morrendo, cidado morrendo do confronto de polcia com criminosos e quem sofre o povo das favelas, comunidade uma OVA, no tem saneamento e servios do poder pblico, s querem saber dos impostos pagos pelo povo sofrido, alis, este pas est um MERDEL.

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