Era só o que faltava! Direita tenta tornar Martin Luther King um ícone conservador

Resultado de imagem para luther king"Fábio Zanini
Folha

Ícone do pacifismo e do movimento negro, o reverendo Martin Luther King (1929-68) vem sendo cortejado por um grupo improvável, a direita brasileira. Embora sua figura historicamente tenha sido bem mais associada à esquerda, o pastor americano está sendo reivindicado por conservadores como um dos seus. A tese é que Luther King foi um líder evangélico de posições de defesa da vida e da família e contrário a qualquer tipo de racialismo.

Da mesma forma, segundo essa visão conservadora, sua pregação em prol dos negros não apostava na divisão da sociedade como fariam hoje os movimentos identitários. Luther King falava em liberdade e direitos iguais.

CONSCIÊNCIA NEGRA – Há duas semanas, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) aproveitou o Dia da Consciência Negra para exaltar a figura de Luther King e dizer que ele era um conservador.

“Sempre devemos lembrar a mensagem do pastor Martin Luther King, ícone da luta pela igualdade racial (que a esquerda faz questão de esconder que era conservador)”, tuitou o filho do presidente.

No mesmo tuíte, reproduziu um trecho do discurso do reverendo em 1963 em Washington que ficou famoso pela repetição da expressão “I have a dream” (eu tenho um sonho). A tese de Eduardo, logo bombardeada por pessoas de esquerda, é que o sonho de uma sociedade em que ninguém será julgado pela cor da pele é um libelo contra políticas como cotas raciais, uma das bandeiras do movimento negro.

DEFENSOR DAS ARMAS – Alguns conservadores dizem também que Luther King era um defensor das armas, apesar do seu discurso de não-violência. Segundo essa visão, o pastor precisava se armar contra a tirania do Estado e das autoridades no Sul americano, parte mais racista do país, e onde fez sua carreira.

Durante a conferência conservadora Cpac, ocorrida em outubro em São Paulo, o ativista pró-armas Benê Barbosa mencionou essa característica do reverendo em sua fala. Foi efusivamente aplaudido pela plateia.

“Sem dúvida nenhuma, Martin Luther King era alguém que tinha valores conservadores. Era contrário ao aborto, que via como uma tentativa de diminuir a população negra. Era pastor, pró-Deus, tinha fé cristã. E na questão das armas, ele era proprietário, tinha armas comprada legalmente”, disse Barbosa ao blog. Segundo ele, Luther King requisitou porte de armas às autoridades americanas, o que foi negado por causa da legislação racista da época. Em abril de 1968, o reverendo acabou sendo assassinado num hotel na cidade de Memphis.

LULA E KING – A esquerda, por sua vez, não está disposta a abrir mão tão facilmente da associação com o pastor americano. Veja, por exemplo, o que disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em carta que enviou da prisão em dezembro do ano passado, para marcar o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

“Hoje é dia de recordar os heróis dessa luta em todos as frentes: Martin Luther King, sacrificado pela defesa dos direitos civis; Nelson Mandela, que viveu 27 anos encarcerado pelo regime do apartheid; Mahatma Gandhi, que fez da não-violência a mais forte resistência ao regime colonial”.

A tentativa da direita de tomar para si este símbolo é por um lado reveladora e por outro difícil de emplacar. Reveladora porque é um sintoma da falta de figuras midiáticas do campo conservador no século 20 que possam competir com a iconografia esquerdista. Tirando Ronald Reagan, Margaret Thatcher e Winston Churchill, pouco sobra.

FORA DO FIGURINO – É difícil de emplacar porque Luther King estava longe de caber no figurino que a direita gostaria de inseri-lo. Seu tom era pacifista até certo ponto. No famoso discurso de 1963, ele diz, por exemplo, que “não haverá nem descanso, nem tranquilidade na América até o negro ter garantidos seus direitos de cidadão”. “Os turbilhões da revolta continuarão a abalar as fundações da nossa nação até o dia claro da justiça emergir”, prega.

Sim, ele aceitava as armas, mas tinha uma relação com elas que poderia ser mais bem descrita como ambivalente, recusando-se a usá-las diversas vezes, e pregando a resistência pacífica. Também era a favor de políticas de controle de natalidade, para amenizar a pobreza das famílias mais pobres (sobretudo negras, portanto).

É improvável que a direita consiga capturar o legado de Luther King, mas só a tentativa já demonstra que nem os ícones mais sagrados estão a salvo de nossas batalhas culturais.

33 thoughts on “Era só o que faltava! Direita tenta tornar Martin Luther King um ícone conservador

    • Claro que era um conservador pois tinha caráter e defendia o os bons princípios.
      E certamente , seu perfil era muito mais para a direita do que de.esquerda.
      Já se notou algum nível virtuoso de caráter na esquerda, principalmente no PT e seus partdos chupa- chupa?

    • Algumas frases do Pastor Martin Luther King Junior:

      “Quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada lugar, de cada estado e cada cidade, seremos capazes de fazer chegar mais rápido o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção espiritual negra: “Finalmente livres! Finalmente livres! Graças a Deus Todo Poderoso, somos livres, finalmente.”

      “Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo.”

      “Eu tive muitas coisas que guardei em minhas mãos, e as perdi. Mas tudo o que eu guardei nas mãos de Deus, eu ainda possuo.”

      “…o nosso mundo depende de uma fundação moral. Deus o fez assim. Deus fez o universo para ser baseado em uma lei moral. Se o homem desobedecê-la, está se revoltando contra Deus.”

      “Eu não vou colocar a base de minha fé em bugigangas e invenções. Com um jovem com grande parte de minha vida ainda pela frente, eu decidi bem cedo dar minha vida por algo absoluto e eterno. Não para estes pequenos deuses que estão por aí hoje, e amanhã se vão, mas para Deus que é o mesmo ontem, hoje e para sempre.”

      “Se eu puder ajudar alguém a seguir a diante, alegrar alguém com uma canção, mostrar o caminho certo, cumprir meu dever como cristão que é divulgar a mensagem que Cristo deixou, então minha vida não terá sido em vão.”

    • Daqui a pouco vão inventar que Martin Luther King Jr defendia: o casamento gay, a liberação das drogas, o aborto, a ideologia de gêneros nas escolas, a invasão de propriedades e as manifestações “artísticas” de vilipêndio à fé cristã, como um legítimo defensor da agenda esquerdista faria.

      • Perfeito! Daqui a pouco vão dizer que ele deveria ter saído do armário para abraçar a causa LGBT!!!! Luther King foi conservador sim, nos aspectos religiosos, morais e de costumes. Pregava a igualdade racial, uma utopia para aqueles tempos, mas não era uma bandeira só de negros, também havia brancos que o apoiavam. Essa esquerda pedante, chinfrim e desmiolada brasileira, sempre em busca de ícones, principalmente daqueles que já morreram e não podem desmentir a farsa pessoalmente!

  1. Vixi Maria do Céu!!

    No novo capítulo do Fla-Flu ideológico, agora a manada que faz parte da briguinha ideológica que emporcalha e afunda o país resolveu brigar pra ver quem tem mais ascedência sobre determinado(a) símbolo/personalidade histórica……..

    “Aiinnnn, o Fulano é nosso!!!! Num tasca que Fulano é Direita/Esquerda !!!!”

    É por causa desse tipo de babaquice infantilóide e cretina, que não leva a lugar nenhum, que essa pocilga chamada Brasil não tem futuro nenhum…

    “Êh, ô, ô, vida de gado
    Povo marcado
    Êh, povo feliz!”

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk xD

  2. “– É difícil de emplacar porque Luther King estava longe de caber no figurino que a direita gostaria de inseri-lo.”
    Caberia então no roll dos ícones de esquerda tipo , mao leni istalin fidel gayvara maduro lula dilma, entre tantos outros, não entendi a pena ou ela não queria se fazer entender, mas pelo patrão que tem provavelmente queria sair de isentão puxando a sardinha pro seu prato.
    “É improvável que a direita consiga capturar o legado de Luther King, mas só a tentativa já demonstra que nem os ícones mais sagrados estão a salvo de nossas batalhas culturais.”

  3. A direita, conservadores e liberais se preocupam mais na boa administração econômica do país, visando produção e empregos.
    Não se preocupa muito com questões morais.
    A direita, ao contrário da esquerda, sabe que o melhor benefício social é o emprego.
    O resto depende de bom senso, coisa que a esquerda também não tem.

    • Concordo, porque estamos no Brasil.
      Mas observe esquerda e direita nos EUA, como Obama e Hilary que causou o genocídio do povo Sírio, quando apoiou os rebelde e forneceu toneladas em armamentos para os rebeldes na tal primavera árabe.
      Já Trump, conservador, direita, não está querendo gastar dinheiro com guerra e até está retirando tropas do oriente médio. Com Trump todos os americanos hoje tem emprego hoje. Bons empregos.

      • texto corrigido:

        Concordo.
        Aqui é Brasil, um país culturalmente e economicamente esculhambado, para não dizer coisa pior.
        Mas, observe esquerda e direita nos EUA, com Obama e Hilary da esquerda causaram o genocídio do povo Sírio, quando apoiou os rebelde e forneceu a eles toneladas em armamentos..
        Já Trump, conservador, direita, não está querendo gastar dinheiro com guerras e até está retirando tropas do oriente médio.
        Com Trump, todos os americanos estão empregados.

        • Observe, no caso da cultura: FHC, com todos os diplomas, ainda assim é um desconectado com a realidade, tanto é que , quando presidente, ao lidar com ela, mandou que esquecessem os livros que escreveu.
          Enfim, o brasileiro é precário na percepção da realidade, que ocorre, quando a pratica e que é onde se pode extrair a verdadeira cultura.
          Brasileiro adora teorias.

  4. Martin Luther King não foi corrupto, ladrão, mentiroso contumaz, ególatra, megalomano, não usava velório de viúva como palanque, não chamava juiz de quadrilheiro ou canalha, jamais considerou-se o maior estadista de todos os tempos, e o mais importante como cristão:mais perseguido que Jesus Cristo!Game over para a pena vermelha da foice!

    • É verdade. Como pastor do cristianismo Martin Luther King mostrou que o ódio racial ou de qualquer outro tipo, é anti-cristão.
      Nada a ver com direita ou esquerda, o poder político.
      Cisto: “Meu reino não é deste mundo”

    • A única coisa que poderia ser associada entre o pastor King e Lula, seriam as “escapadas” que os dois deram, King era chegado na coisa e a mulher nem ficava sabendo porque os seguranças “seguravam”, tal qual os bate paus de Lula. Dona Marisa, sabia, ficava quieta mas não aceitava. Morreu disso e de vergonha de ser exposta e ser chamada a testemunhar em processos de corrupção aos quais ela não teria como mentir como seu marido mentia. Conheci ambos. Dona Marisa, fraquejou para não perder a família, mas ela própria foi engolida pelo marido sem vergonha que tinha. Ela aproveitou da situação, sim. Mas a vergonha foi maior e ela não suportou.

  5. Meu prezado Roberto Marques,

    Obrigado por citares o meu nome e um artigo postado pelo Newton, onde abordei a esquerda e a direita como responsáveis pela radicalização política e separação entre o nosso povo.

    Quem gosta de criticar o uso dessas expressões para definir quem seria “do lado do povo” ou quem optaria pelo “dinheiro” – pois assim essas tendências têm sido rotuladas -, é quem mais as utiliza, mais acirra os ânimos, a ponto que não basta mais apenas o Brasil, mas encontrar em outras nações quem melhor possa definir a conduta de uma ou outra ideologia.

    Em se tratando de Martin Luther King, que combateu o racismo, e deu a sua vida pela luta que estabeleceu para si mesmo, sinceramente, mas o autor do texto agride a história, tenta sublevá-la, adicionando à direita a culpa pelo racismo em caráter mundial!

    O mais grave é que considera muito mais importante a política, que o odioso racismo, ainda hoje em estado latente em qualquer país de direita ou de esquerda!

    Se formos considerar a Rússia como de esquerda, e assim é conhecida mesmo com Putin no poder, lembro que durante a Copa do Mundo de futebol realizada naquela país, um dos avisos do governo foi recomendar as russas que não se relacionassem com … negros!

    Se o jornalista conhecesse um pouco mais sobre os Estados Unidos quando surgiu a máfia e suas origens – italiana, irlandesa -, as organizações criminosas foram aquelas que mais combateram o governo, rompendo com as proibições do jogo, da prostituição, da venda e produção de bebida alcoólica.

    Pois o negro era também hostilizado, humilhado, assassinado da mesma forma que anteriormente, em face do racismo, menos por questões políticas como se quer dar a entender neste momento.

    A morte do pastor King ainda permanece em dúvida quanto à autoria do crime, pois a sua filosofia de combater a chaga do racismo se assemelhou ao do Mahatma Gandhi, uma revolução pacífica, e isso descontentou autoridades e até mesmo movimentos extremistas em defesa dos negros, como Malcon-X, muçulmano, e os famosos Panteras Negras, que desejavam o enfrentamento com os brancos.

    Logo, se querem atrair Luther King para a esquerda a tentativa é tão absurda, esdrúxula, e sem sentido, que eu gostaria de saber como que serão classificados politicamente esses movimentos negros que citei, contrários ao pacifismo, pois favoráveis à violência:
    Malcon-X e Panteras Negras seriam, então, de direita?!

    Se a esquerda quer atribuir a violência sempre à direita, acusando-a de crimes sem fim, por favor:
    Stalin era de direita;
    Mao era de direita;
    Pol Pot era de direita;
    Fidel era de direita;
    Putim é de direita;
    Li Keqiang (primeiro-ministro chinês) é de direita, e por aí vai …

    Não se pode aceitar que os erros graves e crassos, defeitos de caráter, falta de humanidade, até mesmo os exemplos de dignidade e honradez existentes, possam se encaixar na política, que esta sobrepuje o ser humano!

    Neste raciocínio ou Deus nos fez por questões políticas, confirmadas pela expulsão do casal do paraíso, pois Eva atendeu ao desejo da cobra, de esquerda, lógico ou, então, se somos um desenvolvimento orgânico misturado com gases nobres e com a evolução chegamos a este patamar, o homem seria de direita, pois naturalmente violento e deixando a desejar em suas atitudes e, a mulher, de esquerda, pelo seu amor incondicional aos filhos, à pacificação, ao carinho, afeto e proteção!

    Bah, mas ler artigos desse tipo, das duas uma:
    Ou como diz um genial comentarista que é rasa a minha cultura ou a profundidade das conclusões de muitos articulistas têm como objetivo reescrever a história, mas do ponto de vista deles, naturalmente superficial, tendenciosa, e enganadora.

    Forte abraço.
    Saúde, meu amigo.

  6. Leiam o artigo do falecido Janer Cristaldo, sobre o “fabuloso” Luther King

    EUA HOMENAGEIAM
    PLAGIÁRIO CONTUMAZ

    Centenas de pessoas foram ontem ao memorial de Martin Luther King, em Washington, nos Estados Unidos, para lembrar o mártir dos direitos civis dos negros. O vigarista ninguém mais lembra. Luther King fez sua fama montado na mentira e no embuste. Acadêmico, viveu de plágios.

    De Ana, minha fiel correspondente nos Estados Unidos, recebo este apanhado:

    – Seu primeiro sermão como reverendo foi plagiado de uma homilia do pastor protestante Harry Emerson Fosdick, intitulada Life is What You Make It, e tal afirmação está de acordo com as palavras de um dos melhores amigos de King na época, o também reverendo Larry H. Williams.

    – O primeiro livro de MLK, Stride Toward Freedom, é um compendio de plágios das mais variadas fontes, todas sem o devido crédito. Tal informação e’ corroborada pelos escritores Keith D. Miller, Ira G. Zepp, Jr., and David J. Garrow, que longe de serem agentes da CIA, são, ao contrario, entusiastas admiradores do vigarista de Atlanta.

    – E se isso não for o bastante como evidência, o Centro Martin Luther King para Mudanças Sociais Não-Violentas (Martin Luther King Center for Nonviolent Social Change, Inc.), de cujo staff faz parte a própria viúva de King, Coretta Scott King, publicou o livro The Papers of Martin Luther King Jr., no qual diz-se sobre os escritos de MLK na Boston University e no Crozer Theological Seminary: “Julgados reatroativamente de acordo com critérios acadêmicos, são tragicamente manchados por diversas evidências de plágio, especialmente aqueles no campo de sua principal graduação, Teologia Sistemática.”

    – Ainda de acordo com o The Martin Luther King Papers, na dissertação referida acima, “apenas 49% das sentenças no capitulo sobre Tillich contém cinco ou mais palavras escritas pelo próprio Dr. King.”

    – O ensaio escrito por King na época em que estudava no Crozer, The Place of Reason and Experience in Finding God, foi amplamente pirateado de trabalhos do teólogo Edgar S. Brightman, autor de The Finding of God.

    – Outra tese escrita por King, Contemporary Continental Theology, escrita logo após seu ingresso na Boston University, é plágio de um livro de Walter Marshall Horton.

    – A tese de doutorado de King, A Comparison of the Conceptions of God in the Thinking of Paul Tillich and Harry Nelson Wieman, pela qual lhe foi conferido um PhD em Teologia, contém mais de cinqüenta frases completas plagiadas da tese de doutorado do Dr. Jack Boozer, The Place of Reason in Paul Tillich’s Concept of God.

    – No The Journal of American History, junho de 1991, página 87, David J. Garrow, um acadêmico esquerdista simpático a MLK, afirma que Coretta Scott King, viúva e secretária de MLK era sua cúmplice nos plágios (King’s Plagiarism: Imitation, Insecurity and Transformation.

    – Lendo o acima mencionado artigo de Garrow, somos levados à conclusão de que King plagiava porque havia escolhido uma carreira política na qual um PhD lhe seria útil, e na falta de talento para criar algo de sua própria lavra, usava de todos os meios possíveis, incluindo o roubo de trabalhos e méritos alheios. Por que, então, os professores de King no Crozer Seminary e Boston University, fizeram vistas grossas e garantiram-lhe seu PhD, apesar de sua óbvia falta de méritos? Garrow responde na página 89: “os trabalhos acadêmicos de King, especialmente os da Boston University se compõem basicamente de descrições de sumários e comparações de outros escritos. No entanto, seus trabalhos sempre receberam notas altas, numa clara indicação de que seus professores não esperavam muito mais dele. O editores de The Martin Luther King Jr. Papers concluem que “a omissão por parte dos professores de MLK em perceberem seus repetidos plágios são de fato impressionantes.”

    – Mas o pesquisador Michael Hoffman esclarece: “… na verdade, a má fé dos professores não é assim tão impressionante. King era politicamente correto, era negro e tinha ambições. Professores esquerdistas dariam com alegria um PhD a um candidato com tais atributos, pouco importando quanta fraude estivesse envolvida. Por essas mesmas razões, também não é de admirar que tenha levado mais de 40 anos para que o constante hábito de plágio por parte de King tenha finalmente se tornado público.

    – Professores universitários, que na verdade compartilhavam com King sua visão de uma América racialmente misturada e marxista, ajudaram a acobertar suas fraudes durante décadas. E o acobertamento ainda persiste. No jornal New York Times, do dia 11 de outubro de 1991, página 15, aprendemos que no dia anterior um comitê de pesquisadores da Boston University havia admitido que “não há dúvidas de que Dr. King plagiou sua tese de doutorado.” No entanto, esse mesmo comitê concluiu: “Decidimos afastar a idéia de que o título de doutor concedido a MLK deveria ser revogado, pois tal ação serviria a nenhum propósito.”

    Ou seja, mesmo diante de fraude comprovada, a instituição de ensino de 172 anos preferiu a autodesmoralização a retirar de King a honraria recebida indevidamente. Sobre as conexões comunistas de MLK, também a documentação é farta.

    Suas ligações com líderes comunistas americanos como Myles Horton e Don West, Abner Berry e James Dumbrowski, todos conhecidos membros do Partido Comunista americano. MLK se reuniu várias vezes com eles em 1957 com a intenção de juntos planejarem passeatas e badernas nos Estados do Sul do país.

    Bayard Rustin, secretário pessoal de King de 1955 a 1960 era membro da Youth Communist League no New York College em Nova Iorque. Outro associado a King, reverendo Fred Shuttlesworth, era o fundador da Southern Conference Educational Fund, uma conhecida célula comunista, cujo diretor Carl Braden também era membro do comitê Fair Play for Cuba, uma organização de comunistas americanos de apoio à ditadura castrista. Rustin, após retornar de uma viagem a Moscou, ajudou King a planejar a sua mais famosa marcha a Washington em 28 de agosto de 1963. Na época, The Worker, o diário oficial do Partido Comunista americano, declarou em suas páginas que as tais marchas lideradas por King eram um projeto do Partido Comunista.

    Outro associado de King, Robert Williams, apenas 20 dias após a mais importante marcha de King a Washington, viajou para a China, onde solicitou apoio de Mao para as campanhas de MLK, e esse mesmo Robert Williams mantinha uma segunda residência em Cuba, de onde transmitia três vezes por semana um programa de radio AM chamado Radio Free Dixie. Nos seus programas de rádio, Williams conclamava os negros americanos a se insurgirem violentamente contra os brancos. Nesta mesma época, Williams escreveu o livro Negros with Guns, que tinha o prefácio escrito por MLK e foi editado e publicado pelas mesmas figuras do comitê Fair Play For Cuba.

    De acordo com o biógrafo e simpatizante de King, o já citado David J. Garrow, “King se definia na vida privada como marxista”. Em seu livro The FBI and Martin Luther King, Jr., Garrow cita a seguinte fala de MLK durante uma reunião com seu staff: “nós estamos em uma nova era, que deverá ser a era da revolução… a estrutura inteira da vida americana tem que ser mudada… nós estamos empenhados na luta de classes”.

    O judeu comunista Stanly Levison foi um dos maiores financiadores de MLK. Também foi Levison quem editou e arranjou para que o primeiro livro de King, Stride Toward Freedom, fosse publicado, e King o considerava um de seus melhores amigos. A ligação estreita de King com Levison foi o que chamou a atenção do FBI.

    A última noite de sua vida foi passada em um motel, onde King fez sexo com duas mulheres, enquanto batia e abusava fisicamente de uma terceira. A orgia foi gravada pela FBI e se encontra naquele arquivo que um juiz simpatizante de King proibiu de ser aberto. No entanto, alguns detalhes foram vazados em livro do ex-agente do FBI William C. Sullivan, e de acordo com o livro, MLK pode ser ouvido nas fitas gritando coisas como “eu estou fodendo em nome de Deus!” e “esta noite eu não sou negro”. As orgias sexuais com dinheiro doado para sua organização eram constantes, e as provas também são fartamente documentadas, além dos desvios de dinheiro para outros fins pessoais.

  7. Certas situações exigem de mim uma compreensão que não tenho; uma capacidade de separar quem desfraldas bandeiras sociais, porém tem um comportamento pessoal discutível.

    Janer Cristaldo escreveu o artigo transcrito acima mencionando acusações contra Martin Luther King como plagiador, e envolvido em escândalos sexuais.
    Pode ser verdade, mas também pode haver exageros.

    King era odiado pela maioria branca e até mesmo entre os negros, principalmente os movimentos que ensaiavam combater o racismo com violência, enquanto o pastor era defensor do pacifismo, nos mesmos moldes de Gandhi, que também foi assassinado por um radical indiano.

    Mas, o que me deixa decepcionado é que o falecido escritor gaúcho deu muito mais importância à conduta pessoal de King, do que o seu significado na defesa dos direitos civis dos negros, a ponto que deu a sua vida em prol da causa que defendia com maestria, excelência, dedicação, desprendimento.

    Tá, plagiou uma que outra obra ou discurso; volta e meia atendia os desejos da sua libido e ia para motéis acompanhados de mulheres atraentes; quem sabe usou as doações dos fiéis para uma que outra festinha íntima …
    Mas, quanto ao divisor de águas criado por Martin Luther King antes de se envolver contra o racismo, e depois da sua imolação?!
    Deve ser desprezado a luta incessante de um homem como qualquer outro, que tem defeitos, erros, condutas impróprias lá pelas tantas, desconsiderando o símbolo que se tornou como combatente legítimo do preconceito humano contra ele mesmo?!

    Uma escapadela ali, outra lá; um texto copiado, outro usado; um desvio de dinheiro da congregação às vezes … e o trabalho meritório, a sua vida em sacrifício de suas convicções, nada disso conta?!

    King deu a sua vida para a sua etnia; sacrificou-se por ela; protestou contra o racismo em passeatas, palestras, discursos plagiados ou não, e devemos aceitar que falhas no seu comportamento pessoal destruam a sua obra??!!

    Lembram de Jimmy Swaggart?
    De suas pregações que lotavam estádios, teatros, cinemas, o cara não era branco porque chegava a ser alvo, foi flagrado como?
    É, isso mesmo, no quarto de um motel com uma prostituta, tirando fotos de suas partes íntimas em close!
    Depois, em frente a milhares de seguidores estupefatos pelo seu comportamento “demoníaco”, chorou em prantos e soluços, pedindo perdão.
    Aonde estão as críticas contra esse procedimento nada evangélico e pentecostal?

    Ted Haggard, outro pastor americano, envolveu-se em tantos escândalos sexuais, que a sua foto saiu na capa de uma revista Gay!
    A comunidade teve um chilique quando soube que um de seus líderes teria contratado os serviços de um garoto de programa, em um episódio com claras conotações políticas.
    Também o evangelista era branco.

    Donnie Romero, o polêmico pastor fundador da Stedfast Baptist Church em Fort Worth, Texas, renunciou devido ao sexo com prostitutas, jogos de azar e uso de maconha.
    Também era branco.

    O pastor evangélico Todd Bentley foi acusado publicamente de conduta “imprópria para o ministério público”. Todd foi denunciado por posturas sexuais inadequadas contra homens e mulheres!
    Sim, era branco.

    Por que eu trouxe à baila esses casos?
    Pelo simples fato que esses pastores não morreriam por um filho!
    Não dariam as suas vidas nem para Deus!
    Porém, King, morreu pelo próximo, pelos direitos civis, pelas injustiças, segregações e preconceito odioso, abominável, inaceitável e criminoso!

    Janer Cristaldo – que Deus o tenha! -, tinha um senso de medidas sobre o trabalho alheio que deixa muito a desejar.

    Minha reverência a King, à sua obra, à sua luta, ao seu pacifismo, e por ter dado a sua vida em sacrifício do ser humano!

  8. Essa mania moderna de rotular pessoas e idéias como de esquerda e direita não leva em conta que o mundo muda, e a forma como as pessoas são vistas também.
    Invocar, p. ex., Gandhi como “esquerdista” é uma super-simplificação enorme. Esquerdista, porquê, pelo fato dele se opor ao colonialismo inglês? Ou pelo seu apelo à não-violência? Nesse último caso, então Lenin, Trotski, Mao e Fidel, não foram esquerdistas, já que não se furtaram de praticar atos violentos? Gandhi era um anticolonialista, mas também um anti-modernista, que pregava que os indianos repudiassem toda forma de progresso tecnológico, inclusive os trens – a Índia tem uma das maiores redes ferroviárias do mundo – e mesmo os avanços da medicina. Uma posição que dificilmente os esquerdistas de hoje aceitariam, exceto talvez alguns discípulos da Extinction Rebellion. Será mesmo tão simples determinar que Gandhi era de esquerda?

    Muitos conceitos também não são facilmente rotuláveis. Pacifismo e não-violência são de esquerda, porque “do bem”? No entanto, desde o começo do séc. XXI, boa parte da esquerda se tornou francamente entusiasta de guerras e intervenções militares “humanitárias” para “salvar” povos estrangeiros e implantar “democracias”, e os críticos dessas ações bélicas são frequentemente taxados de “fascistas”. Em 2003, George W. Bush invadiu o iraque com o apoio do socialista fabiano Tony Blair, fundador da “Terceira Via” (na verdade, uma expressão criada por Mussolini para definir o fascismo) e pelo presidente neocomunista da Polônia. Muitos dos mais exaltados defensores de ações militares das potências ocidentais na Líbia e na Síria são de esquerda, como o jornal The Guardian. Também é a esquerda que hoje alimenta a maior parte da campanha de ódio à Rússia e a Vladimir Putin, em vingança por ter perdido a “sua” “Madam president” Hillary Clinton, sem se importar com a possibilidade de uma guerra nuclear, e qualquer um que se oponha a isso é um “russian bot”, um “fantoche de Putin”, enquanto Trump é visto como criminoso por ter considerado a possibilidade de normalizar as relações com a Rússia, o que não fez, A epítome mais recente desse “esquerdismo” de guerra foi aquele filme da Mulher-Maravilha, que usava apelos de feminismo e diversidade cultural para glorificar a guerra, do ponto de vista americano, é claro, dizendo, obviamente, que a guerra é uma coisa horrível, e a solução para isso é matar todos os caras maus com que os americanos estejam em guerra.

    Quando da fundação dos Estados Unidos, o direito à posse de armas foi estabelecido realmente com o propósito de favorecer a resistência contra uma eventual tirania, fosse de um hipotético retorno do colonizador britânico, ou mesmo de alguma tendência autoritário do governo do novo país. Nesse contexto, o direito de possuir armas, seria visto hoje como de “esquerda”. Mas no fim das contas esse direito, na cultura norte-americana atual, degenerou numa espécie de fetichismo, e deu margem a episódios de violência, e não cumpriu seu intento de impedir o surgimento de um governo grande e invasivo. No Brasil, a questão das armas é mais de autodefesa contra a violência urbana. Um dado curioso é que hoje as mesmas pessoas que se opõem às armas também se opõem ao fortalecimento da polícia e do aparato legal para reprimir a criminalidade.

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