Era só o que faltava: Meirelles exige mais autonomia e Padilha quer ser mantido

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Meirelles e Padilha pretendem permanecer com Maia  

Bruno Boghossian e Marina Dias
Folha

Considerado peça-chave em uma eventual mudança de comando no governo, Henrique Meirelles já discutiu, reservadamente, a possibilidade de permanecer no Ministério da Fazenda caso Michel Temer seja substituído por Rodrigo Maia. Em conversas com aliados e investidores sobre a deterioração do cenário político, o ministro apontou que a equipe econômica só aceitaria permanecer sob um novo presidente caso haja garantias de autonomia ampliada – principalmente sobre a escolha da cúpula do BNDES.

Ao longo da semana, Meirelles se reuniu com representantes do setor financeiro que o questionaram sobre o futuro da política econômica caso Maia assuma a Presidência da República. Ouviu apelos para que fique no ministério nessa hipótese.

REFORMAS – O mercado quer atualizar suas previsões sobre a continuidade da agenda de reformas proposta por Temer, travada com a crise política provocada pelas acusações de corrupção contra o presidente. Pondera se Maia, que tem relação direta com o plenário da Câmara, teria capacidade de retomar esses planos.

A principal preocupação é a realização da reforma da Previdência. Investidores e banqueiros acreditam que Temer perdeu capital político e não será capaz de conduzir mudanças nas regras de aposentadoria na dimensão que julgam necessária. Maia tenta convencer o setor financeiro de que pode ser um novo fiador dessa agenda.

Na avaliação da equipe de Meirelles, uma reorganização do núcleo do Planalto em uma mudança de presidente poderia gerar dúvidas sobre a manutenção dessa pauta.

PADILHA – Uma das incógnitas seria a permanência de Eliseu Padilha na Casa Civil. O ministro foi o principal articulador da proposta de reforma da Previdência de Temer. Apesar de embates entre as equipes política e econômica, Meirelles considerou Padilha um ator importante no avanço do projeto.

Um possível deslocamento do atual chefe da Casa Civil para uma pasta fora do Planalto, num eventual governo Maia, enfraqueceria, na visão desses auxiliares de Meirelles, as negociações políticas da reforma.

Por enquanto, Meirelles só trata timidamente da possibilidade de permanecer em uma equipe de Maia. Lembra que, quando aceitou ser o ministro da Fazenda de Temer, em maio de 2016, negociou cláusulas que lhe dariam liberdade para escolher seu time e estabelecer os rumos da política econômica. Sob Maia, dizem auxiliares, seria necessária uma renegociação dos termos, com uma ampliação de seu poder.

INTERFERÊNCIAS – Meirelles já demonstrou incômodo com interferências da ala política do governo Temer sobre aspectos que impactam diretamente as contas públicas. Reclamou também da escolha de Paulo Rabello de Castro para presidir o BNDES, por considerar que o economista abriu os cofres do banco em um momento de aperto fiscal.

Aliados apontam que uma das principais condições para a permanência de Meirelles no Ministério da Fazenda seria a garantia de que ele poderia nomear uma nova cúpula para a instituição. A disposição do ministro diante de uma mudança de governo é comedida porque a dificuldade de recuperação econômica criou obstáculos para seus planos políticos.

Meirelles projetava uma candidatura ao Planalto em 2018, ancorada no discurso de que ele teria sido o idealizador de medidas que tirariam o país da recessão. A manutenção do comando da equipe econômica também é uma expectativa de parte da classe política que acena com apoio a Maia. Em uma conversa nesta semana, o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, que defende o desembarque do partido do governo Temer, disse ao presidente da Câmara que Meirelles é essencial para garantir a estabilidade do país.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como dizia o Barão de Itararé, era só o que faltava. Meirelles já governa o país, coloca na Secretaria da Previdência Social um conselheiro de entidade da previdência privada, que acumulou salários até ser denunciado, e ainda que mais autonomia? Deviam entregar logo a ele as chaves do Planalto e a tão sonhada faixa presidencial. Quanto a Padilha, seu único interesse é não perder o foro privilegiado. (C.N.)

13 thoughts on “Era só o que faltava: Meirelles exige mais autonomia e Padilha quer ser mantido

  1. O Padilha não quer ir para casa, quer mesmo é ficar sob o manto protetor do supremo.
    Em casa poderia ser visitado pelo japonês da federal e isto, segundo o ministério da saúde, é prejudicial a própria saúde dele.
    Assim já deve estar mexendo os pauzinhos, venha quem vier, o “toco” dele estará a sua disposição.
    A primeira instância da justiça federal anda assombrando a alegre rapaziada do governo.
    “Juizéco” de primeira é o diabo que eles nem querem ver, muito menos enfrentar, dai a correria.
    A muitos anos passados, surgiu um “slogan” de Campanha: Cunhado não é parente, Brizola para presidente. Pois não é que algo parecido começa a surgir? Padrasto, também não é parente, pode continuar ministro do presidente.
    Mais outro que quer distância da primeira instância e abrigo nos intermináveis processos do supremo.
    Cada um manobrando para não ser atropelado pela “tia justa” e alcançar a tão sonhada prescrição, que só o supremo pode garantir.

  2. Sabe a tal “conta-corrente” de US$ 150 milhões na Suíça que Joesley Batista disse que disponibilizou para Lula e Dilma Rousseff em 2014?

    Não se espere extratos dessas contas.

    Joesley tem dito que dava o dinheiro em reais quando Guido Mantega pedia, e “descontava” da tal conta suíça.

    O que teria sobrado serviu para ele comprar alguns bens e o resto foi repatriado em 2016.

    Lauro Jardim

    https://goo.gl/HjRzxo

    Já tem gente pedindo a prisão de Joesley por que ele estaria mentindo?

    Será por que esse depoimento, derruba as “provas” de que Lula e Dilma teriam contas no exterior?

  3. Este país está uma zona, ninguém tem mais respeito por justiça, este cidadão foi citado e ainda continua no poder, o povo é manipulado e não aprende, agora é a igreja evangélica que está se preparando para assumir o poder, virou uma bagunça, quando deveria apenas pregar a palavra de Deus, mas estão indo com sede ao pote do poder, parece que estamos vivendo o apocalipse, todos querem o poder para encherem mais seus bolsos com dinheiro público, o que estão fazendo deste país, mídia controladora e manipuladora, justiça desacreditada, políticos inexcrupulosos, os poderes no Brasil estão caminhando para o caos.

  4. Não se preocupem pois não existe nada que estando péssimo não possa piorar . Neste momento a quadrilha se reorganiza realocando seus biltres , reagrupando seus comparsas e criando novas e estratégicas falcatruas para continuar dilapidando o erário público e assaltar a sociedade .

  5. Data Máxima Vênia, tirar Temer e continuar com Meirelles, Padilha e Moreira, seja quem for o alçado no lugar é melhor a continuidade de Temer. Seria o mesmo que trocar seis por meia dúzia. O país não merece seus homens “públicos”.

    Infelizmente, a Carta Magna não previu eleições diretas, no caso presente. Se Temer renunciar ou for empichado como a Dilma, esse horripilante Congresso elegerá o substituto em escrutínio indireto. Ora, o pior Congresso eleito no Brasil, o mais atrasado, o mais conservador e o mais corrupto será o juiz do processo de mudança da cadeira presidencial. Tenha dó de nós, criador de todas as coisas.

    Nossos políticos são mestres na arte de mentir, com a cara mais deslavada do mundo, aliás, Trump também, o homem da verdade alternativa ou pós verdade. Quando dizem, que querem algo pelo PAÍS ou que seus atos são para melhora do país e do fim do desemprego avassalador, na verdade pensam nas suas empresas, nos seus cargos e nas suas carreiras políticas. Não pensam nunca no povo, essa é que é a verdade, antes pensam neles mesmos.

    São egoístas e egocêntricos, querem o poder pelo poder e não para realizar coisas para o povo, para a nação. Agora mesmo, todas as medidas econômicas têm o viés marcado pela venda do patrimônio nacional. As nossas riquezas estão sendo entregues pelo capital voraz em todos os fóruns globais. A China está comprando tudo o que pode no Brasil, pois tem capital sobrando na ordem dos trilhões. Em pouco tempo, os chineses serão o nosso principal colonizador desbancando finalmente os Estados Unidos da América. Ocorre, que a China é mais predadora do que os americanos, por mais incrível que possa parecer.

    Rapidamente, as florestas brasileiras serão dizimadas, o bioma nacional da caatinga desaparecerá e a mata atlântica reduzida ao mínimo minimorum. O chinês fará no Brasil, o estrago que fizeram no seu país, hoje refém de uma poluição sem precedentes e do fim do Rio principal, que não desemboca mais no oceano, o Rio Yan Tsé, que de amarelo não tem mais nada, a não seu metais pesados e uma cor escura e fétida.

    Triste fim de um país, que precisa de outros para crescer, que têm uma elite atrasada e corrupta, que prefere investir recursos públicos subsidiados pelo BNDES, em outros países, do que na nação carente de infraestrutura. Até o produto do “roubo” aos cofres públicos são carreados para fora do país, produzindo riquezas nacionais em países alhures. Uma vergonha, em todos os sentidos. Me sinto humilhado pelas ações de nossos governantes, sempre contra nós, contra tudo e contra a natureza das coisas.

    Estamos em uma encruzilhada, sem sabermos qual caminho a seguir. No entanto, resta em mim uma certeza: Lula nunca mais.

  6. Com a permissão dos dois, Robertos e Vicente Quinane, colocam os políticos nas cordas, merecendo cada letra de seus realistas comentários, onde só faltou a menção da ideia do Moderado, de entregar a Meirelles as chaves da Nação.

    No fundo, e no raso, ele já é o Síndico…

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