Era só o que faltava. Procurador-geral se diz impedido legalmente de depor na CPI do Cachoeira

Carlos Newton

É inacreditável e verdadeiro. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, está procurando uma desculpa para escapar de depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que vai investigar as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresas públicas e privadas.

Após reportagem em que o Correio Braziliense revelou a estratégia de deputados e senadores aliados para desgastar politicamente Gurgel, a poucos meses do julgamento do escândalo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria-Geral da República informou, por meio da assessoria, que existiria um “impedimento” legal.

Parlamentares da base avisam que, caso Gurgel não aceite o convite, a convocação pode ser votada e aprovada na comissão, que tem ampla maioria governista. “O que incomoda a sociedade brasileira é por que o procurador não deu provimento às denúncias contidas na Operação Vegas? Ele deve uma explicação ao país por tê-las deixado dormitando por vários anos”, ataca o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), em entrevista à repórter Junia Gama, do Correio.

Na verdade, Gurgel está “inventando” uma saída jurídica muito criativa. Não existe nenhuma lei ou norma que torne uma autoridade imune ao comparecimento a um CPI. Ele vai ter de explicar claramente por que demorou tanto até mandar abrir o inquérito.

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