Erenice Guerra demonstra que a moralização do serviço público (iniciada por Getúlio Vargas) ainda é apenas uma utopia no Brasil

Nogueira Lopes

Quando o presidente Getúlio Vargas criou o DASP (Departamento de Administração do Serviço Público), em julho de 1938, e instituiu o concurso público para admissão de servidores, buscou moralizar o sistema, até então submetido exclusivamente às indicações políticas.

Agora, uma estranha senhora chamada Erenice Guerra demonstra que na prática esse sistema jamais funcionou. Com a maior facilidade, ela conseguiu criar um feudo familiar muito lucrativo, e jamais foi incomodada. Nem mesmo quando se recusou a informar quantos parentes eram servidores, para tomar posse como chefe de Casa Civil. Descumpriu essa norma obrigatória e mesmo assim foi empossada.

Em muitos países, servir ao Estado é considerado uma honra, o funcionalismo é estável e se altera muito pouco, quando mudam os governantes. No Brasil, porém, ainda há funcionários que preferem servir-se do Estado, ao invés de servi-lo.

A justiça tem sua Dama de Ferro

Ao tomar posse como corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, criticou a lentidão da Justiça brasileira, reconheceu estar diante de seu maior desafio profissional, mas espera vencê-lo.

“Estou pronta para, pela primeira vez, deixar a atividade judicante e assumir a função de fiscalizar a distribuição da justiça e o andamento dos serviços forenses, funções estatais divorciadas dos mandamentos constitucionais”, assinalou, lembrando que “a Constituição Federal garante a razoável duração do processo”.

Quem conhece sua trajetória no STJ, onde ficou conhecida como a “Dama de Ferro”, sabe que muita coisa agora deverá mudar na Justiça.

Mais um golpe é lançado na praça

A empresa paulista Contact Serviços de Cobrança está aplicando um novo golpe na praça. Seus “funcionários” ligam para instituções e empresas e avisam que existe um débito pendente com relação à Telelistas ou Páginas Amarelas. Amigavelmente a Contact então se oferece para fatiar a “dívida” em três prestações.

Muitos desavisados pagam a falsa conta, ao invés de ligar para a Telelistas ou Páginas Amarelas e confirmar se existe realmente o débito.

Novidades no tratamento do câncer

No Canadá, cientistas descobriram que um medicamento receitado a pacientes com alta taxa de colesterol também pode ser eficaz no tratamento contra o câncer de próstata.

Segundo os especialistas do hospital St Michael’s, de Toronto, “os resultados são uma prova sólida para que sejam iniciados testes clínicos sobre os efeitos da enzima estatina no tratamento dessa doença”.

Traduzindo: os pesquisadores atiraram no que viram e acertaram no que não viram.

Depois do Capitão Gay, o Sargento

O sargento da Marinha Cláudio Rocha, candidato a deputado federal no RJ, assumiu que é gay e sua campanha deu uma reviravolta. Já está em terceiro lugar em seu partido, o PCdoB, atrás apenas de Jandira Feghali e Edmilson Valentim.

“O pior é o preconceito. O partido não me deixa aparecer na TV, e minhas placas estão sendo destruídas nas ruas. Mesmo assim vou em frente e estou confiante”, diz Claudio, que já é conhecido como “Sargento Gay”, em homenagem ao personagem celebrizado por Jô Soares, o “Capitão Gay”.

Planos de saúde ganham nota 4,7

Pesquisa realizada pelo Datafolha mostra que os planos de saúde ameaçam o exercício da medicina. Ataques à autonomia dos médicos, interferência descabida na relação com os pacientes, pressões para redução de internações, de exames e outros procedimentos são os principais problemas detectados.  Em uma escala de zero a dez, os médicos atribuem nota 4,7 para os planos ou seguros saúde no Brasil. Não é preciso dizer mais nada.

Sempre vale lembrar Shakespeare

Nesta reta final das eleições, com tantas falsas promessas e esperanças que vão se desfazer, vale a pena lembrar o poeta, dramaturgo e ator Shakespeare: “Ser grande é abraçar uma grande causa”.

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