Esclarecendo (precisa?) minha clara posio. No sou contra ou a favor de Dilma, ela existe. No sou contra ou a favor de Serra, ele existe. Assim, toda vez que escrevo sobre eles, criticam.

injustia total dizer que favoreo Serra e procuro prejudicar Dona Dilma. Sou abertamente pela mais completa reforma (que h dezenas de anos chamo de RENOVOLUO, no escrevo REVOLUO, diriam que quero guerra civil), que nenhum dos dois tem condies, vontade, independncia, liberdade ou competncia para fazer.

Acontece que o pas precisa urgentemente de tantas, to vastas e multiplicadas reformas que espantosa imprudncia confiar em Serra ou Dilma. Mas se s existem eles dois, e se no pode haver a menor esperana com um ou com outro, v l, com outra, como apoiar a ex-chefe da Casa Civil, que jamais acreditou no sistema eleitoral? Ou o ex-governador que sempre perseguiu a escolha eleitoral, mas j foi vetado na pretenso presidencial que tenta renovar ou conquistar 8 anos depois da fracassada primeira tentativa?

O Brasil precisa, no mnimo, no mnimo, de umas dez reformas. A mais urgente, necessria, imprescindvel e inadivel, a mudana no sistema poltico-partidrio-eleitoral. A representatividade s ganhar autenticidade e credibilidade, quando o cidado-contribuinte-eleitor puder decidir e influir na escolha dos candidatos pela participao, e eleg-los pela representao.

Se as coisas continuarem como esto, com nomes sufragados 1 ano antes da eleio e sendo chamados de PR, quando so candidatos vergonhosos e ilcitos, mas realssimos, o ato de comparecer e votar, mesmo que seja obrigatoriamente, no modifica nem decide coisa alguma.

Dessas urnas falsas, viciadas e fraudadas, sairo sempre dilmas e serras, sejam eles nomes ou pseudnimos. E como no passam de dois, o esquecido, desprezado e desinteressado eleitor, ser obrigado a votar num deles, e a lamentar esse voto, antes ou depois.

Na Repblica velha, de 1889 a 1930, apenas um candidato. De 1930 a 45 (15 anos) e de 1964 a 1985 (21 anos), nenhum candidato. Quem estava no Poder somava ou multiplicava o tempo, o importante era a permanncia. Nos intervalos dessas NO ESCOLHAS, quase tantos vices que assumiram quanto eleitos que terminaram o mandato.

Na Constituio de 1946, fizeram uma alterao excelente, eliminando a imbecilssima coincidncia de mandatos, que s existe no Brasil. Passaram o mandato presidencial para 5 anos, mantendo governadores e deputados com 4 anos. Assim, o presidente era eleito sozinho, como acontece nos pases presidencialistas ou parlamentaristas.

(No esquecer que a Constituio brasileira, esdrxula e contraditria, no nem uma coisa nem outra. Confeccionada e discutida para ser PARLAMENTARISTA, no plenrio foi VOTADA e APROVADA como presidencialista, tinha que se acumpliciar com essa confuso).

Isso ir durar ainda muito tempo, com esses annimos aparecendo como candidatos nicos, invencveis pela razo muito simples de que no existem nem existiro outros. Seria necessrio uma REVOLUO, assim, em maisculas, sem aspas ou paets. Leviandade, ingenuidade e irresponsabilidade at mesmo pensar nisso.

***

PS Muitos acreditam que o fim do VOTO OBRIGATRIO mudaria tudo. Embora a palavra OBRIGATRIO seja restritiva e no positiva, nenhuma alterao. Se o voto passar a ser da nica e exclusiva deciso do eleitor, talvez at piore. Votaro menos, os annimos ganharo mais.

PS2 Nos EUA no h o VOTO OBRIGATRIO, em 1960 votaram 61 milhes de cidados. E Nixon, franco favorito, perdeu para Kennedy, apoiado pela mfia do velho pai contrabandista.

PS3 No quero comparar Nixon e Kennedy, e sim mostrar que a falha no est na obrigao do voto, mas na forma de praticar esse voto.

PS4 Enquanto no houver a possibilidade de uma conveno como a que decidiu entre Obama-Hillary, o voto ser sempre excrescncia, inutilidade, farsa que no fortalece, no favorece nem representa o cidado. O Planalto-Alvorada estar sempre aberto a aventureiros.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.