Escritório de primo/sócio de Geddel advoga para construtora de imóvel barrado

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O ministro da secretaria de Governo de Michel Temer, Geddel Vieira Lima

Cada vez mais enrolado, Geddel não consegue se explicar

Matheus Magenta e Paulo Gama
Folha

Sócios do ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) em um restaurante na Bahia têm ou tiveram relações com a empreiteira Cosbat, responsável pela obra em Salvador que levou à saída do ministro Marcelo Calero, da Cultura. O demissionário disse que sofreu pressões por um parecer favorável à continuidade da construção do edifício La Vue.

DEFESA DA COSBAT – Geddel admite a conversa, mas nega interesses pessoais. Seu primo e sócio no restaurante Al Mare, Jayme Vieira Lima Filho, tem um escritório de advocacia que defende a Cosbat na Justiça baiana.

O escritório Vieira Lima Filho Advogados Associados representa a construtora em uma ação de 2011 em uma vara de relações de consumo. O processo trata de outro edifício, chamado Ondina Mar. Tanto Jayme quanto outro primo de Geddel, Pedro Luz, constam como advogados da empreiteira no processo.

Procurado, Jayme afirmou desconhecer a ação. Ele disse que atua na área eleitoral e já representou inclusive o PMDB da Bahia, comandado por Geddel. Alegou que seu nome deve ter sido incluído só formalmente por outro sócio do escritório e que não realizou atos processuais nesse caso.

E APARECE A OAS… – Outro que divide com Geddel a sociedade do restaurante é Christiano Pinto Polillo, ex-executivo da empreiteira OAS que atuou no Porto Maravilha, projeto de revitalização no Rio.

Polillo foi também administrador da Morro do Gato Empreendimentos em conjunto com um sócio de Luiz Fernando Machado Costa Filho, dono da Cosbat. Ele negou à Folha que tenha participado da empresa e disse que os dados da Receita “devem estar errados”.

A reportagem não conseguiu localizar Costa Filho.

GEDDEL EM AÇÃO – Em julho, Geddel brigou com vereadores e o banqueiro Marcos Mariani em favor do edifício La Vue, da Cosbat. Em mensagem no Twitter, disse que o empresário influenciava políticos para barrar edifício em sua vizinhança. A região da ladeira da Barra, voltada para a Baía de Todos os Santos, é uma das mais valorizadas da cidade.

O ministro disse à Folha ser amigo do dono da Cosbat, mas negou conflito de interesse. Declarou ter defendido o interesse das pessoas que adquiriram apartamentos no empreendimento, como ele, e ressaltou que a empreiteira não realiza obras públicas.

Para o peemedebista, a estimativa de valor dos apartamentos (R$ 2,6 milhões) é exagerada, mas não revelou a quantia que negociou.

SOCIEDADE COM A OAS – A Cosbat é sócia da construtora OAS em outro empreendimento que causou polêmica em Salvador, o Residencial Costa España.

Em janeiro deste ano, reportagem de “O Globo” revelou interceptações de mensagens no âmbito da Lava Jato que mostram atuação de Geddel junto à Prefeitura de Salvador em favor do projeto.

“Não esqueça daquela oportunidade para concluirmos aquela conversa sobre o Costa Espanha. Estou precisando definir aquele tema”, disse Geddel em mensagem a Léo Pinheiro, sócio da OAS, que foi condenado a 16 anos de prisão por corrupção.

Em mensagem a interlocutor, Pinheiro disse: “Nosso amigo GVL (Geddel) pede para vc ligar para Luis. Teve com o baixinho (ACM Neto) e está liberado o Costa Espanha”. À época, Geddel alegou ter conversado com o prefeito sobre uma ciclovia na região.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Está ficando evidente que Geddel é ligado a essa empresa imobiliária, de diversas maneiras, e defende seus empreendimentos. Portanto, agora está na obrigação de apresentar provas de que realmente comprou o apartamento, porque há indícios de que pode ter sido “presenteado”, como aconteceu com seu ex-amigo Lula da Silva. Em Brasília já se diz que Geddel está “ameaçado” de demissão. Por muito menos, o saudoso presidente Itamar Franco já teria lhe mostrado a porta da rua. (C.N.)

11 thoughts on “Escritório de primo/sócio de Geddel advoga para construtora de imóvel barrado

  1. Velhos amigos….
    “O presidente manifestou alguma posição sobre a sua permanência no cargo?
    Eu conheço o presidente há 25 anos. Eu não preciso que ele manifeste confiança para saber até quando ele confia em mim.”

    • Por favor colegas de tribuna, CN. Façam um enorme favor ao Brasil.

      Protocolem o impeachment de Temer !!!

      Acelera pro inferno Trem Sem Medo !!!

      Este lugar não te pertence seu bandido Temeroso e sim a cadeia !!!

      Ou acabamos com Micheque Temer ou ele acaba com a Lava Jato !!!

      FORA TEMER !!!

  2. Diga-me com quem andas, que
    eu te direi que és.
    Serve como uma luva para o Michel Temer.
    Este gordinho sinistro, é só mais um do escrete temerário, escolhido pelo presidente “reserva”, para fazer o Brasil esquecer a era PT.
    Assim não da ó Temer. Todas estas figurinhas já manjadas de outros carnavais, só farão crescer no povo um desejo que o próximo presidente, seja uma réplica do Trump.
    Depois não adianta reclamar, é tratar de moralizar o governo, enquanto é possível.

  3. Se eu fosse o Presidente da República , imediatamente ligaria para o Ministro da Justiça, pedia algumas viaturas da Polícia Federal e mandava os policiais federais algemá-lo , colocá-lo no Camburão da Viatura e enviá-lo diretamente para o Cadeião de Pinheiros que é o devido lugar para esse Bandido de Gravata que está infernizando a vida do Páis.com sua patologia crônica de roubar o dinheiro público. há várias décadas sem ser incomodado……

  4. Temer é Cunha e Sarney, não é Itamar. Pobre país que tem um golpista malandro como presidento. Vamos sentir saudade da Janete. Ele e seus amigos vão nos levar para o brejo.

  5. PALAVRAS DE MARCELO CALERO AO SAIR DO MINISTÉRIO DA CULTURA:

    “Não tenho nada a temer. Não tenho rabo preso, não sou metido em maracutaia, sou um cidadão de classe média, servidor público, diplomata de carreira, assalariado, não tenho nada a esconder. Nunca agi errado, nunca roubei. Sou um cidadão normal”.

    O Globo publicou que o baiano Geddel Vieira Lima foi “ex-vice-presidente da Caixa, ex-ministro e ex-deputado federal (PMDB-BA) teria usado sua influência política para atuar em favor de interesses da construtora OAS dentro do banco público e também na Secretaria de Aviação Civil e junto à prefeitura de Salvador.” Como se percebe o distinto é PHD de safadezas.
    Assim, não é difícil concluir que Marcelo Calero foi vítima de uma “baianada” que, segundo o dicionário do Aurélio, significa “ação desleal,suja; sujeira, patifaria”.

    • Comentarista Celso: Perfeito seu comentário. Parabéns!!

      Se o ministro Calero não sai seria saído pelo grupo dos quatro. Ali, um protege o outro e ao mesmo tempo se digladiam pelo Poder. Infelizmente, o presidente está refém dos amigos.

      Lembro muito bem do grupo dos quatro na China, que se formou após a morte de Mao Tsé Tung. Foram defenestrados do Poder pelo Partido Comunista Chinês pela alta periculosidade em relação a pátria vermelha.

      Tirar Geddel seria um ato de coragem de Temer e serviria para liberta-lo dos grilhões da cúpula do PMDB. Sobraria Padilha e Moreira para decidir por ele. Jucá e Henrique Alves não tinham condições de continuar.

      Temer precisa fazer a diferença em relação a Dilma, no entanto, os fatos teimam em decretar a similaridade entre os dois governos. A política econômica mudou com Meirelles, apenas na retórica, pois a recessão só vem aumentando e na política propriamente dita os escândalos se sucedem em cascata.

      A Pauta do Abafa na Câmara e no Senado tem tudo para transformar o Brasil, na Venezuela de Chaves e de Maduro. O Legislativo em frangalhos na opinião pública com pautas de interesse pessoal e das empreiteiras, tais como: Acordos de Leniência, Abuso de Autoridade, e Anistia do Caixa Dois. Nos últimos dias lançaram o Amordaçamento do Judiciário, com o fim das transmissões da TV Justiça.

      Por falar em Judiciário, o Legislativo imprime uma dura campanha de intimidação e desmoralização desse PODER, começando pela denúncia dos super-salários acima do Teto Constitucional.

      Infelizmente, a Lava Jato caminha para o seu final, assim como ocorreu na Itália de Berlusconi. Os métodos são os mesmos que acabaram com a operação Mãos Limpas na Itália.

      Na Itália como no Brasil, “nada se cria, tudo se copia”.

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