Especialista de Israel adverte que Brasil deve se tornar alvo de terrorismo

Paulo Peres

Partindo da premissa de que onde há fumaça há fogo, é bom o governo brasileiro ficar atento às declarações feitas recentemente, na Sociedade Hebraica, em São Paulo, pelo professor Gabriel Weimann, da Universidade de Haifa (Israel) e especialista em terrorismo, de que o Brasil deve se tornar um alvo preferencial de terrorismo.

“Esta condição se deve à posição econômica cada vez mais privilegiada do país, ao fato de sediar grandes eventos esportivos e a sua exclusão social”, afirma o professor tendo por base de que, “o Brasil tem populações frustradas e infelizes, alguns de seus cidadãos estão cheios de frustração e ódio porque se sentem alienados”.

Além disso, “é um território explorável pelas organizações terroristas, que recrutam pessoas deste perfil”. Ele citou a Copa do Mundo e as Olimpíadas, cujas próximas edições serão no Brasil, em referência à ação de extremistas nos Jogos Olímpicos de Munique, na Alemanha, em 1972.

O israelense alertou para a nova fase em que se encontra a maior organização terrorista Al-Qaeda após a morte de Osama Bin Laden e sua reposição por Ayman al Zawahiri, segundo ele “mais sofisticado” que seu antecessor. “A Al-Qaeda precisa mostrar que ainda é capaz de atuar e ser perigosa e a primavera árabe e o vácuo político criado por este acontecimento pode ser o cenário ideal para seu ressurgimento”.

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MASSACRE DE REALENGO É UM EXEMPLO

Carlos Newton

Lendo este texto do advogado e jornalista Paulo Peres, lembrei logo do chamado Massacre de Realengo, com o assassinato em massa ocorrido em 7 de abril na Zona Oeste do Rio.

Como todos sabem,  na Escola Municipal Tasso da Silveira, o jovem  Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a escola armado com dois revolvéres e começou a disparar contra os alunos, matando doze deles, com idade entre 12 e 14 anos.

A motivação do crime figura incerta, porém um bilhete deixado por  Wellington e o testemunho público de sua irmã adotiva e o de um colega próximo apontam que o atirador estava desempregado, era frustrado e  pesquisava muito sobre assuntos ligados a atentados terroristas e a grupos religiosos fundamentalistas, inclusive islâmicos, que são hoje a principal matriz do terrorismo. Lembro de uma foto dele, de barba grande, vestido como muçulmano.

Bem, pode ser coincidência, porém…

 

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