Especialistas dizem que é preciso cautela em defesa da cloroquina, “substância ainda em estudo”

Cloroquina ainda não tem eficácia e segurança conclusivas 

Alex Bessas
O Tempo

Durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, realizado nesta quarta-feira, dia 7, o presidente Jair Messias Bolsonaro voltou a defender o uso de cloroquina no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus. Especialistas, no entanto, entendem que ainda são necessários mais pesquisas sobre o tema.

Sem falar diretamente sobre o discurso, o infectologista Carlos Starling fez ponderações sobre o que chamou de “apologia de uma substância que ainda está em estudo”.

SEM COMPROVAÇÃO –  Instrutor da Sociedade Mineira de Terapia Intensiva (Somiti), membro da Sociedade Mineira e Brasileira de Infectologia e integrante do Comitê de Enfrentamento à Epidemia da Covid-19 de BH, Starling explicou que não iria se posicionar por que estava ministrando aula e, por isso, não ouviu o pronunciamento. “Não faz parte do nosso universo da ciência defender uso de algo que ainda está sendo pesquisado”, reforçou.

“Podemos usar, por que temos tão poucas opções e, para quem não tem nada em mãos… Podemos tentar, sim, mas com muito cuidado e muita responsabilidade científica”, expôs o infectologista.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM-MG), por meio de assessoria, disse que, por ora, não comentaria o discurso, reforçando o teor de uma nota divulgada no dia 20 de março.

EFICÁCIA – O documento diz que, até o momento, nenhum tratamento específico para a doença é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) ou pelo governo brasileiro. Lembra que “até o momento não há estudos conclusivos que comprovem a eficácia e segurança do uso de medicamentos que contém cloroquina e hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19”.

Por fim, o comunicado diz que “a compra e uso indiscriminado desses medicamentos não é recomendada: a automedicação pode representar grave risco à saúde e o consumo desnecessário pode acarretar desabastecimento dessas substâncias, prejudicando pacientes que delas fazem uso contínuo para tratamento da malária e de doenças reumatologias e dermatológicas”.

PRESCRIÇÕES – Em seu site, o CFM informa: “Diante da excepcionalidade da situação de combate à Covid-19, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pode – por ato administrativo específico – autorizar a prorrogação de receitas já emitidas por até 90. Eventuais prescrições futuras também seriam contempladas pela decisão”. Um pedido nesse sentido foi encaminhado às autoridades sanitárias no dia 20 de março.

Segundo o Ministério da Saúde, o risco da cloroquina seria gerar arritmias cardíacas fatais. Com estudos científicos ainda em andamento, o ministro da Saúde disse, em coletiva nesta terça-feira (7), que médicos podem indicar o uso da substância. “Será que seria inteligente dar um remédio para 85% das pessoas que não precisam desse remédio – e um remédio que tem efeitos colaterais?”, questionou ele nesta quarta (8).

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PRONUNCIAMENTO DE BOLSONARO

“Após ouvir médicos, pesquisadores, e chefes de Estado de outros países, passei a divulgar, nos últimos 40 dias, a possibilidade de tratamento da doença desde sua fase inicial. Há pouco, conversei com o doutor Roberto Kalil. Cumprimentei-o pela honestidade e compromisso com o Juramento de Hipócrates, ao assumir que não só usou a hidroxicloroquina, bem como a ministrou para dezenas de pacientes. Todos estão salvos. Disse-me mais: que, mesmo não tendo finalizado o protocolo de testes, ministrou o medicamento agora, para não se arrepender no futuro. Essa decisão poderá entrar para a história como tendo salvo milhares de vidas no Brasil. Nosso parabéns ao doutor Kalil. Temos mais boas notícias. Fruto de minha conversa direta com o primeiro-ministro da Índia, receberemos, até sábado, matéria-prima para continuarmos produzindo a hidroxicloroquina, de modo a podermos tratar pacientes da Covid-19, bem como malária, lúpus e artrite. Agradeço ao primeiro-ministro Narendra Modi, e ao povo indiano, por esta ajuda tão oportuna ao povo brasileiro.”

31 thoughts on “Especialistas dizem que é preciso cautela em defesa da cloroquina, “substância ainda em estudo”

  1. O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PDT-CE) voltou a atacar ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nos últimos dias aproximou-se do tucano João Doria e passou a fustigar o presidente Bolsonaro, pretendendo derrubá-lo com a ajuda da Rede Globo.

    O que disse Ciro Gomes:

    – O Lula é o líder das falcatruas. Só quem é um fanático lulista que vai desconhecer.

    Mais adiante, explicou por que pensa desta forma:

    – Perdi o respeito por ele.

    Lula só está livre porque seus amigos do STF resolveram tirá-lo da cadeia, condenado que foi em dois processos que o julgaram como ladrão e mentiroso.

    https://polibiobraga.blogspot.com/

  2. Não tô nem pro Bolsonaro. Torço pelo seu governo, que não é só ele, mas o povão nas ruas já está chamando a cloroquina que já salvou milhares e até médicos que se contaminaram de o REMÉDIO DO BOLSONARO.

    Chora esquerdinha mentirosa, fanática, nefasta , criminosa, como os que nos desgovernaram com lula e Dilma.

    • ACUDAM ACUDAM, ACUDAM,

      Mário Jr surtou de vez, coitado!

      ” …. o povão nas ruas já está chamando a cloroquina que já salvou milhares e até médicos que se contaminaram de o REMÉDIO DO BOLSONARO.”

      Bolsonaro é cientista, agora, médico como hobby, e presidente porque eleito.

      Mário Jr poderia servir de cobaia.
      Tomaria a cloroquina, e constataríamos se o seu fanatismo e radicalização, obsessão e compulsividade contra a esquerda, o salvaria desse mal, que se descobriu ser contagioso!!!

  3. Dia 2 de abril iniciou-se um estudo randomizado de 510 pacientes com covid-19 nos EUA (https://clinicaltrials.gov/ct2/show/record/NCT04332991?titles=ORCHID&draw=2&rank=4), mas a conclusão vai demorar. Enquanto isso, essa droga continuará sendo administrada, juntamente com outros medicamentos, para pacientes graves. Afinal de contas, embora não seja a panaceia que alguns apregoam, qualquer coisa é melhor que nada.

    “7 Respostas a Perguntas Sobre o uso do Medicamento da Malária que Trump Continua a Promover

    Aqui estão os fatos sobre a hidroxicloroquina, que o presidente promoveu, apesar de poucas evidências de que funcione contra o coronavírus.
    Por Denise Grady , Katie Thomas e Patrick J. Lyons
    • 9 de abril de 2020 às 9:17 ET

    Não há provas de que qualquer medicamento possa curar ou prevenir a infecção pelo coronavírus. Mas, diante de uma pandemia explosiva com um número assustador de mortes, as pessoas estão desesperadas por um pouco de esperança, uma chance de acreditar que há algo que ajudará.
    A droga que recebeu mais atenção é a hidroxicloroquina, que o presidente Trump recomendou repetidamente , apesar das advertências de suas próprias autoridades de saúde de que existem poucos dados para apoiar seu uso disseminado como tratamento contra o vírus.
    As empresas farmacêuticas de todo o mundo começaram a doar dezenas de milhões de doses de hidroxicloroquina para os Estados Unidos, e o presidente disse em 4 de abril que 29 milhões de doses foram adicionadas ao Estoque Estratégico Nacional, um estoque de suprimentos médicos mantidos pelo governo para responder a emergências.

    O que é hidroxicloroquina?
    A hidroxicloroquina é um medicamento prescrito que foi aprovado décadas atrás para tratar a malária. Também é usado para tratar doenças auto-imunes como artrite reumatóide e lúpus. Às vezes é referido pelo seu nome de marca, Plaquenil, e está intimamente relacionado à cloroquina, que também é usada no tratamento da malária.

    Por que a hidroxicloroquina foi considerada um possível tratamento para o coronavírus?
    Existem várias razões. Um promissor estudo de laboratório , com células cultivadas, descobriu que a cloroquina poderia impedir o coronavírus de invadir as células, o que deve ser feito para replicar e causar doenças. No entanto, drogas que conquistam vírus em tubos de ensaio ou placas de Petri nem sempre funcionam no corpo humano, e estudos com a hidroxicloroquina descobriram que ela não conseguiu prevenir ou tratar a gripe e outras doenças virais.
    Relatos de médicos na China e na França disseram que a hidroxicloroquina, às vezes combinada com o antibiótico azitromicina, parecia ajudar os pacientes. Mas esses estudos foram pequenos e não usaram grupos de controle adequados – pacientes cuidadosamente selecionados para coincidir com os do grupo experimental, mas que não recebem o medicamento que está sendo testado. Pesquisas envolvendo poucos pacientes e sem controles não podem determinar se um medicamento funciona. E o estudo francês foi desacreditado : o grupo científico que supervisiona a revista em que foi publicada disse que o estudo não atendia aos seus padrões.
    Um estudo recente da China incluiu um grupo controle e sugeriu que a hidroxicloroquina pode ajudar pacientes com casos leves de Covid-19, a doença causada pelo coronavírus. Mas esse estudo teve limitações: também era pequeno, com um total de apenas 62 pacientes, e eles receberam vários outros medicamentos, além da hidroxicloroquina. Os médicos que avaliaram os resultados sabiam quais pacientes estavam sendo tratados e essas informações poderiam ter influenciado seu julgamento. Mesmo se os resultados persistirem, eles se aplicarão apenas a pessoas que estão levemente doentes. E os próprios pesquisadores disseram que são necessários mais estudos.
    Outro motivo pelo qual o medicamento foi considerado para pacientes com coronavírus é que ele pode controlar um sistema imunológico hiperativo, razão pela qual é usado no tratamento de lúpus e artrite reumatóide. Em alguns casos graves de Covid-19, o sistema imunológico parece entrar em excesso e causar inflamação que pode danificar os pulmões e outros órgãos. Os médicos esperam que a hidroxicloroquina possa acalmar a condição, às vezes chamada de tempestade de citocinas, mas até agora não há provas de que ela tenha esse efeito.

    A hidroxicloroquina pode protegê-lo contra o vírus?
    Não há evidências de que a hidroxicloroquina possa prevenir a infecção por coronavírus. No entanto, pesquisadores da Universidade de Minnesota estão testando o medicamento em pessoas que vivem com pacientes com coronavírus para ver se ele pode protegê-los.

    A hidroxicloroquina é aprovada pela Food and Drug Administration?
    Sim, mas para malária, lúpus e artrite reumatóide, não para Covid-19. Por décadas, os médicos têm permissão legal para prescrevê-lo para qualquer condição que achem que isso possa ajudar, uma prática chamada uso off label. No entanto, devido à acumulação e à alta demanda de hidroxicloroquina, alguns estados como Nova York ordenaram que os farmacêuticos preenchessem prescrições apenas para usos do medicamento aprovados pela FDA ou para pessoas que participavam de ensaios clínicos.
    No final de março, o FDA concedeu aprovação de emergência para permitir que os hospitais usassem hidroxicloroquina do estoque nacional para tratar pacientes que, de outra forma, não se qualificariam para um ensaio clínico. Sob a aprovação, os pacientes e suas famílias receberão informações sobre o medicamento, e os hospitais devem rastrear informações sobre os pacientes que receberam o medicamento, incluindo sua condição de saúde e efeitos colaterais graves. Mas a autorização do FDA para uso emergencial não é equivalente a atender aos requisitos federais, incluindo evidências científicas em ensaios, que considerariam a hidroxicloroquina um tratamento comprovado contra o vírus.

    A hidroxicloroquina está sendo administrada a pacientes com coronavírus agora?
    Sim. Muitos hospitais estão dando a pacientes porque não há tratamento comprovado e esperam que isso ajude. Os ensaios clínicos com grupos de controle começaram em todo o mundo. Um julgamento nacional começou em 2 de abril nos Estados Unidos ; isto envolve 510 pacientes em 44 centros médicos.
    Os pesquisadores dizem que esses estudos são essenciais para descobrir se a droga funciona contra o coronavírus. Caso contrário, tempo e dinheiro podem ser redirecionados para outros tratamentos em potencial.

    Existe algum perigo em tomar hidroxicloroquina?
    Como toda droga, ela pode ter efeitos colaterais. Não é seguro para pessoas que apresentam anormalidades nos ritmos cardíacos, problemas oculares que envolvem a retina ou doença hepática ou renal. Outros possíveis efeitos colaterais incluem náusea, diarreia, alterações de humor e erupções cutâneas.
    Os líderes de três sociedades profissionais de cardiologia alertaram em 8 de abril na revista Circulation que a hidroxicloroquina e a azitromicina podem causar perturbações perigosas no ritmo cardíaco e escreveram: “Existem dados muito limitados para avaliar a segurança da terapia combinada”.
    No geral, é considerado relativamente seguro para pessoas que não têm doenças subjacentes que a droga piora. Mas não se sabe se a hidroxicloroquina é segura para pacientes Covid-19 gravemente doentes, que podem ter danos nos órgãos causados pelo vírus.

    Se eu conseguir hidroxicloroquina, devo tomá-lo para evitar a infecção por coronavírus?
    Não, especialmente não sem consultar um médico que conhece seu histórico médico e quais outros medicamentos você está tomando. Não há provas de que funcione. E se estiver sendo vendido na rua ou pela Internet, pode ser falso ou inseguro.
    Um homem do Arizona na casa dos 60 anos morreu no mês passado depois de engolir um produto de limpeza de aquário que continha cloroquina no rótulo. Ele e sua esposa, que também ficaram gravemente doentes, pensaram que o produto os protegeria do vírus.

    Nesse ponto, a melhor maneira de evitar a infecção é praticar as medidas de distanciamento social e quarentena recomendadas pelas autoridades de saúde pública. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças também recomendam que as pessoas usem máscaras de pano em público e lavem as mãos regularmente.”

  4. A Rede Goebbels descobriu a cloroquina, o JN convidou _duas_ ‘cientistas’ para debater o assunto do momento. Uma, era radicalmente contra; a outra, histericamente contra. Placar: embuste 2 X 0 razão.

    • Hoje cedo, no mais conceituado programa da rede globo; no meio do programa e das baboseiras, o apresentador se corrigiu : Gente, eu errei, hoje não é quarta-feira; hoje é quinta feira”.

      PS: O resto das informações, só poderão ser desmentidas, quando o povo esquecer do assunto, por estar prestando atenção em novas mentiras.

  5. Trump tem participação em empresa fabricante do medicamento
    – Interessante, não? Assim fica mais fácil entender o comportamento dele de fazer toda propaganda e ainda contar com o apoio da Rainha Louca do Brasil

    • Essa mentira foi desmentida á uns três dias.
      Onde você estava, o que você estava fazendo ?
      Trabalhando eu sei que não era; pois, sua repartição publica está fechada.

  6. Prezado Sr. Mário Jr. ,

    Ser chato é normal, conservadores são sempre chamados de chatos.

    E estão com a razão.

    Pior é ser comunista e nunca reconhecer a merda que escolheu.

    Errar é humano, permanecer comunista só por intere$$e.

    Morte ao comunismo.

    O s

  7. Quero ver o peitudo que se contaminar com vírus chines proibir o hospital ou o médico de aplicar a cloroquina.
    O cara só é ateu antes da pane no avião ou da febre da malária.

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