Espiritismo.Tomografia mostra que regiões do cérebro se ‘desligam’ em transe de psicografia

Carlos Newton

Muito interessante e instigante a reportagem publicada pelo site do G1 (Organização Globo), informando que cientistas da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e da Universidade Thomas Jefferson, nos EUA, mediram as atividades cerebrais de dez médiuns brasileiros enquanto faziam psicografia, ou seja, enquanto, segundo acreditam, um espírito supostamente escrevia um texto usando suas mãos.

A equipe liderada por Julio Peres, do Instituto de Psiquiatria da USP, usou voluntários que têm entre 15 e 47 anos de experiência em psicografia. Eles foram divididos em dois grupos – mais e menos experientes. E foram comparados os resultados da ação de psicografar com a atividade cerebral enquanto redigiam um texto fora do estado de transe, isto é, de “próprio punho”.

Para verificar a atividade cerebral dos dez médiuns, os cientistas injetaram neles um marcador radioativo que permite checar a intensidade dos fluxos sanguíneos em diferentes áreas do cérebro por meio de tomografia. E o resultado foi surpreendente:

“Os autores afirmam que os médiuns experientes apresentaram níveis mais baixos de atividade durante a psicografia, em comparação à escrita normal, justamente em áreas frontais do cérebro associadas ao planejamento, raciocínio, geração de linguagem e solução de problemas. De acordo com os cientistas, isso pode refletir a ausência de consciência durante a psicografia”, diz a matéria, acrescentando:

“Os psicógrafos menos experientes, por sua vez, tiveram atividade mais intensa nessas mesmas áreas enquanto psicografavam, ainda que também inferior à registrada durante a escrita fora de transe. Segundo os pesquisadores, esse fato poderia estar relacionado com uma tentativa ‘mais esforçada’ dos médiuns menos experientes de fazer a psicografia.”

De acordo com Peres, não há ainda uma explicação exata para esses resultados e mais estudos são necessários.

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CIÊNCIA NOÉTICA

A pesquisa é importante para os estudos da chamada Ciência Noética, que estuda fenômenos subjetivos da consciência, da mente, do espírito e da vida, a partir do ponto de vista científico. Neste particular, as experiências de psicografia são notáveis.

A Noética não é nenhuma novidade. Pelo contrário, era estudada muito antes de Cristo. São extraordinárias as reflexões de Sócrates sobre a existência da alma. Ele não escreveu uma só linha, mas seu discípulo Platão copiosamente o fez. Através de seus relatos, podemos saber que muitos textos sobre a alma, existentes na Bíblia, na verdade são compilações dos ensinamentos de Sócrates, que viveu 500 anos antes de Cristo.

O Brasil é um país riquíssimo em fenômenos paranormais. Há um livro impressionante escrito sobre Chico Xavier pelo jornalista Marcel Souto Maior (“Sob o Véu de Isis”), um texto primoroso, que merece constar em toda biblioteca.  Marcel, que se declara ateu, aos 9 anos de idade já era uma poeta de primeira, podendo ele próprio ser um psicógrafo, sem saber.

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REENCARNAÇÃO

Outros fenômenos interessantíssimos são a reencarnação e o “dejá vu”. Há um caso extraordinário, de uma jovem americana que lembrava ter vivido na Irlanda, onde teve vários filhos.  Sabia os nomes deles, suas peripécias de infância, recordava tudo, uma coisa impressionante.

Intrigada, resolveu pesquisar e descobriu que os pseudos filhos estava vivos e moravam no interior da Irlanda. Conseguiu o endereço e se comunicou com eles. Foi ridicularizada, é claro. Mas não teve dúvidas. Pegou um avião e viajou para lá, onde se defrontou com os pseudos filhos (bem mais velhos do que ela), relatou tudo que se lembrava sobre a infância deles  e enfim os convenceu.

Essa história, é claro, ficou famosa e acabou virando um emocionante filme em Hollywood, “Yesterday’s Children ” (“Minha Vida na Outra Vida”), dirigido por Marcus Cole, com Jane Seymour no papel principal. Mas a maioria dos espectadores julga que se trate de obra de ficção.

Como dizia Shakespeare, entre o céu e a terra há mais coisa do que sonha nossa vã filosofia. O assunto é desafiante, qualquer dia voltaremos a falar disso.

 

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