Essa tentativa de parar o mundo será a decisão correta para evitar o coronavirus?

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Charge do Cau Gomez (A Tarde)

Carlos Newton

Na História contemporânea, jamais houve nada igual. A situação de pânico por doença transmissível mais grave ocorreu no início da década de 80, quando o vírus do HIV foi identificada por cientistas de países diferentes. Naquela época não se sabia como se dava o contágio. A doença ganhou o nome de Sida (Aids, aqui no Brasil), era tida como incurável e representava uma ameaça concreta à humanidade. Mesmo assim, não houve esse pânico que se registra agora, no Brasil e no mundo.

A diferença é que, na era da Aids, que hoje começa a ser curável, o mundo não estava conectado pela internet, redes sociais e celulares.

PÂNICO VIRTUAL E IMEDIATO – Quase quarenta anos depois, os tempos mudaram muito e o pânico se espalha em extraordinária velocidade. E os governantes são os primeiros a serem contaminados. Para não sofrerem acusações de omissão, eles decidem bloquear qualquer aglomeração humana e outras atividades. Parece fazer sentido.

Donald Trump, na sua prepotência, proíbe todos os voos da Europa (à exceção do Reino Unido, ninguém sabe por quê, talvez em homenagem à Lady Di, que tinha um topete igual ao dele…).

Países europeus fecham as fronteiras a estrangeiros, apenas os nacionais podem circular. Isso vai resolver o quê? Ninguém sabe, porque os nacionais também podem estar contaminados.

O QUE SE SABE DE CONCRETO – Ao contrário da Aids, que era uma incógnita à época, no caso do coronavírus rapidamente já se sabe uma porção de coisas. É um vírus tipo influenza, como a gripe, que atinge as vias respiratórias. Não constitui grave ameaça para os jovens, suas vítimas fatais são os mais velhos, exatamente como ocorre com a gripe, e o nome no Brasil poderia ser mais um “coroa vírus”.

Ao contrário da Aids, nenhuma criança nascerá com essa doença, adquirida da mãe. A grande maioria das pessoas vai contrair o vírus, mas ele ficará incubado, como acontece com tantas outros males transmissíveis, entre eles a tuberculose, que outrora foi ameaça muito maior, mas continua em cena, perguntem lá na Rocinha, onde bate recordes sucessivos.

TRATA-SE DE DOENÇA CURÁVEL  – O mais importante é que se trata de doença curável e já estão sendo aperfeiçoados os métodos de tratamento, como a entubação e do uso do Interferon Alba 2-B, que por coincidência é um medicamento desenvolvido originalmente para a Aids e que se tornou um poderoso antiviral.

Os governantes, ridiculamente, ordenam que não haja aglomerações, suspendem as aulas, as exposições de arte, os espetáculos musicais, as sessões de cinema, as competições esportivas de todo tipo, até mesmo a Fórmula 1, os tribunais não querem mais abrir, tudo isso para evitar a contaminação, e na verdade  agora ninguém mais quer ir ao trabalho, preferem ficar de pernas para o ar, como dizia o poeta Ascenso Ferreira.

PREJUÍZOS AOS TRABALHADORES -Contaminados pelo pânico, os políticos tomam essas medidas autoritárias, que dão prejuízos a um número imenso de trabalhadores, esquecidos de que a grande massa da população mundial circula o tempo todo em trens, metrôs, ônibus, vans, navios, barcas, aviões, catamarãs e outros coletivos, onde a contaminação é muito mais fácil e praticamente inevitável.

Em tradução simultânea, os políticos querem parar o mundo para evitar o coronavírus. Mas a vontade de viver sempre fala mais alto. Aqui no Rio, amanhã vai fazer sol. Vocês acreditam que as praias ficarão desertas ou estarão lotadas, como sempre? E à noite, as escolas de samba deixarão de ter ensaios?

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P.S. – Já ia esquecendo. Falta alguém avisar às autoridades que as medidas mais importantes a serem tomadas são as seguintes: 1) comprar  muito material e reforçar as equipes responsáveis pelos testes laboratoriais. 2)  instruir os médicos sobre as formas de tratamento que vêm dando certo nos outros países, especialmente a China e a Itália, onde muitos pacientes foram curados; 3) distribuir gratuitamente máscaras cirúrgicas, como a que o presidente Bolsonaro usa; 4) imitar o Chapolin Colorado, que recomendava, trocando as letras: “Não priemos cânico!” (C.N.)

4 thoughts on “Essa tentativa de parar o mundo será a decisão correta para evitar o coronavirus?

  1. CORONAVÍRUS, deve ser invenção da juventude pó de arroz, como se dizia antigamente, que não dá no couro, que não suporta a concorrência do “Coroa Vírus” que acomete as mulheres mais inteligentes e mais interessantes do planeta, que até suspiram fundo quando avistam uma cabecinha branquinha, bonitinha, charmosinha, do tipo “mamãe passou açúcar em mim”, porque sabem que ali tem café no bule. Fala sério. Vade retro Coronavírus, Satanás. E a juventude que trate de cuidar bem os seus coroas, face ao famigerado coronavírus, até porque sem eles na parada, para segurar as pontas, muita gente que não morrerá de coronavírus acabará morrendo é de fome, e todos sabemos porque.

  2. O veículo com maior poder de transmissão de doenças é o vil metal..
    O dinheiro passa nas mãos de milhões de pessoas de todas as camadas sociais, ricos, pobres e muitos com doenças contagiosas. É difícil, ou impossível evitar o manuseamento do dinheiro.

  3. Mais uma recomendação para acompanhar a lista do senhor Newton: cortar o saco dos políticos que se aproveitarem da situação para enriquecimento proprio ou rachadinhas entre compinchas.

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