Está cada vez maior a pressão pela queda de um ponto na taxa de juros

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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Vicente Nunes
Correio Braziliense

A tensão pré-reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está a todo vapor. Dentro e fora do governo, economistas de várias linhagens estão convencidos de que o Banco Central deve acelerar o processo de corte da taxa básica de juros (Selic), de 0,75% para chegar a 1%. Com isso, o indicador que serve de parâmetro para a formação do custo do dinheiro cairia de 13% para 12% ao ano.

Os economistas estão levantando uma série de indicadores para justificar uma ousadia maior por parte do BC. É o caso de Carlos Thadeu Filho, sócio da consultoria MacroAgro. Segundo ele, desde a última reunião do Copom, em 10 e 11 de janeiro, o dólar caiu de R$ 3,25 para R$ 3,08. Já as estimativas de inflação cederam de 4,80% para 4,47%.

OUTRAS QUEDAS – Não é só, como ressaltam integrantes do governo. Os preços dos serviços, os quais o BC sempre aponta como os mais resistentes e que mais contaminam a inflação futura, estão nos níveis mais baixos desde 2002 para meses de janeiro: subiram apenas 0,36%.

Quando descontados todos os fatores atípicos, resultando no que o BC chama de núcleo, a inflação de serviços acumulada em 12 meses cedeu de 9,40%, em outubro de 2015, para 5,74% em janeiro último. Ou seja, os argumentos da autoridade monetária para ir mais devagar no corte dos juros estão se desmanchando.

VISÃO DE MERCADO – Dentro do governo, todos reconhecem a capacidade acadêmica dos atuais diretores do BC comandados por Ilan Goldfajn, mas ressaltam que falta mais uma visão de mercado para equilibrar o jogo. Por isso, ressaltam assessores do Palácio do Planalto, será preciso que os analistas privados ampliem o coro de que que o melhor a ser feito neste momento é reduzir a Selic em um ponto, para 12% ano.

O BC, segundo esses assessores palacianos, não pode carregar a pecha de que está segurando uma retomada mais forte da economia, depois de sete trimestres seguidos de recessão.

7 thoughts on “Está cada vez maior a pressão pela queda de um ponto na taxa de juros

  1. PESSOAL, QUE TAL MUDARMOS O NOME DO BRASIL PARA BANDIDOLANDIA, até porque, ao que parece, estamos todos dominados pelo partidarismo-eleitoral e o golpismo-ditatorial velhacos, bandidos, subordinados a empresários, banqueiros, lobistas, etc, etc e tal, bandidos, senhores de um congresso desavergonhadamente bandido, agregados e afins bandidos, que perfazem, ostensivamente, uma república do tipo 171, bandida, ainda que tudo isso sob a fantasia da democracia que, por seu turno, não consegue esconder a sua essência de plutocracia e nem o seu jeitão de cleptocracia e bandidocracia, com o conjunto da obra submetido à imposição do dinheiro que faz da vontade popular, via voto, apenas um farsa, uma cortina de fumaça, para salvar as aparências do conteúdo bandido, enganoso e mentiroso que faz a vida, a alegria e a felicidade dos ditos cujos dominadores e operadores da dita cuja república 171. Nesse contexto, juros extorsivos é coisa de bandidos; tarifa permanente de manutenção de telefonia fixa, é coisa de bandidos; tarifa permanente de manutenção de energia elétrica, é coisa de bandidos; tarifa permanente de água e esgoto, use ou não use, coisa de bandidos; tarifa permanente de conta bancária, tb é coisa de bandidos: juros extorsivos do cartão de crédito: coisa de assaltantes. E por aí vai… E assim caminha a bandidagem da república 171 esquemosa do Brasil, da qual somos todos vítimas e reféns há 127 anos. Me perdoem se eu estiver enganado, mas antes, por via das dúvidas, façamos uma auditoria séria, imparcial, honesta, verdadeira, de tudo isso aí, e se eu estiver errado corto os bagos e jogo para os vira-latas comerem. http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2017/02/19/cleptocracia-3/#comentarios

  2. Depois dos desequilíbrios Fiscal, Monetário e Cambial do Governo Presidenta DILMA (69) PT, causadores da maior Recessão desde 1929, o Governo TEMER (76) PMDB está consertando os desequilíbrios da maneira que segue:

    Política Fiscal:
    2017 – Deficit Primário Federal ……….R$ -170,5 Bi.
    2018 – Deficit Primário Federal………..R$ -139 Bi.
    2019 – Deficit Primário Federal………..R$ ZERO
    2020 – Superavit Primário Federal…..R$ + 50 Bi.

    Política Cambial:
    Desde JUL/1994 (início do Plano Real), quando se começou com um Câmbio 1 US$ Dollar = 1 R$
    até hoje, houve uma Inflação de 440%.
    Logo o Preço de equilíbrio do US$ Dollar deveria ser hoje +- R$ 4,40. Está em R$ 3.10 ( muito defasado). Quando o $ Real esta sobrevalorizado em +- 30% como agora, mesmo tendo a curto Prazo efeito anti-inflacionário, a médio e longo Prazo a Economia como um todo perde muito.

    Política Monetária:
    Taxa Básica de Juros SELIC hoje……..13%aa.
    É consenso que o COPOM cortará 4ª Feira, -0,75%aa reduzindo a SELIC para 12,25%aa. A meu ver, não fosse a defasagem de 30% do US$ Dollar (Real muito sobre-valorizado) poderia até como diz o artigo, cortar – 1%aa. ficando a SELIC em 12%aa.
    De qualquer forma deve-se sempre esperar de um bom Banco Central, Prudência.

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