Está tudo dominado! Crime organizado infiltrou-se na Política, na Justiça e na Polícia

Opera10: Redação - Proposta 2016-38 - Poder paralelo e crime organizado

Charge do Amarildo (Arquivo Google)

Aristóteles Drummond
(Diário de Petrópolis) 

O drama vivido pelo Rio entre tráfico, milícias, controle territorial de áreas densamente habitadas, como Complexo do Alemão, Rocinha e Maré, se insere em quadro grave e exige a união dos três poderes da federação.

A infiltração do crime organizado está na política, no Judiciário, no aparelho policial, imobilizando qualquer tentativa pontual de implantar a ordem e a autoridade constitucional. E o arsenal de que dispõem as diferentes facções não pode inibir o poder público. Tolerar, conviver, foi a experiência colombiana que não deu certo.

ALÉM DO NARCOTRÁFICO – A sociedade, distraída com seus problemas do cotidiano, agora com a pandemia, não se apercebeu da dimensão das organizações criminosas que respondem por negócios milionários no Rio, fora da droga.

O fornecimento de gás a preços exorbitantes, as vans, mototáxiS e comercialização via ambulantes de cargas roubadas são atividades como empresas. Foi-se os tempos dos bicheiros, que usavam pouco da violência e ainda geravam empregos, promoviam o carnaval e tinham até serviço social.

O jogo agora é pesado e envolve muita gente grande. E, o que é mais assustador, são pessoas em altas posições reconhecidas pela cobertura que oferecem ao crime.

PELO BRASIL TODO – Essa situação, mais grave no Rio, está presente nas demais regiões metropolitanas. É missão a ser assumida para valer pelas Forças Armadas, que, no passado, já livraram o país de ameaças ousadas, armadas e financiadas. E, como no passado, em estreita colaboração com os estados.

Passada a pandemia, é preciso equacionar a questão das reformas para o país ter condições de aspirar sair da crise na economia. Este é um tema a ser encarado pelos governos, acompanhado pela mídia e cobrado pela sociedade.

GERAR EMPREGOS – Tudo passa pela presença de novas empresas, de prestigiar efetivamente vocações naturais do Estado, em que a sede sul-americana da Coca-Cola é um exemplo. A volta da legalização do jogo , que é inevitável e geradora de estimados dez mil empregos no Rio, vai depender de um mínimo de controle na área da segurança.

O Judiciário choca quando no próprio STF são protegidos bandidos notórios pela periculosidade. Recentemente o próprio Presidente Fux teve de agir diante de decisão absurda de um colega e com agravante do pedido ter partido de escritório de um ex assessor do ousado magistrado. Assim, aonde vamos chegar?

8 thoughts on “Está tudo dominado! Crime organizado infiltrou-se na Política, na Justiça e na Polícia

  1. Ainda é pouco; a deterioração do tecido social embora célere ainda não levou a população ao desespero.
    Ainda necessitamos de muito mais. Mas, a classe política, o judiciário e o executivo estão trabalhando arduamente para atingirmos o ponto de “desespero crítico”.

  2. Esse Aristotoles é defensor do golpe civil militar de 64.Ditadura que produziu muito do que temos hoje.

    • Conheço pessoalmente Aristóteles Drummond, é um homem de bem, não me importo se ele é de direita ou de esquerda, para mim o que conta é o caráter dele, que jamais me tratou mal por eu ser de esquerda. Tenho a honra de ser amigo dele, Zenóbio.

      Abs.

      CN

  3. Revejam o Tropa de Elite 2. Todo ambientado no Rio de Janeiro onde moro. Na época achei um exagero só para chamar atenção e faturar bilheteria. Hoje vejo que era o que já estava ocorrendo. Poderiam regravar dando os nomes reais aos personagens. Adriano, Queiroz, Deputado …
    Rio das Pedras, Muzema, tudo real, está lá e avançando cada vez mais.
    O Witzel foi se meter onde não devia, Ah coitado!

  4. Muitos despiques aqui, neste Blog, já foram publicados, criticando o “resultado pífio” da intervenção federal, no sistema de segurança carioca. Todavia, só o fato de o gen. Braga Netto, ter mostrado aquilo que todos os governadores se negam a admitir, já conta como motivo para comemorar: o maior nutriente do crime organizado é a simaquia entre bandidos escusos + policiais + agentes penitenciários. Se não desarticular esse pacto de assistência recíproca, todos os eforços serão inócuos.
    Claro que o governador de cada estado tentará acobertar esses esquemas axiomáticos por todos os meios; afinal, niguém quer aparecer no cenário nacional, como comandante-em-chefe de quadrilhas legalistas: as duas polícias mais o staff penitenciário.
    Tanto as polícias, quanto os maradores das zonas limítrofes a outros países, sabem que os maiores atravessadores de armas ilegais são policiais e EXs; os pilantras ficam ricos, em um passe de mágica!
    Quem conhece o nordeste sabe que, na região, o mercado da pistolagem é bastante rentável. Devido ao fato de as polícias virem rapidamente se convertendo em facções fora da lei. Na região de Imperatriz-MA, apenas para ilustrar, os matadores à paisana estão sofrendo uma quebra violenta do seu monopólio. Ocorre que policiais das divisas (fronteiras): Tocantins, Maranhão e Pará estão perpetrando a maioria dos assassinatos de encomenda, incluso, chacinas.
    Os matadores se revezam nas execuções, de modo a avitar que um policial aja no próprio estado da sua circunscrição. Isso vem gerando um problema social: aqueles sicários profissionais, assim reconhecidos pela sociedade, já reclamam da queda brusca no faturamento. Justamente agora, que o ministério do trabalho foi praticamente extinto!
    PS: no Brasil, há duas corporações policiais que merecem o máximo louvor: as Polícias Civis Carioca e a Gaúcha. Pois as duas não titubeiam em cortar na própria carne! A carioca, além de combater o crime comum, cofronta-se, perigosamente, com o Crime Organizado, onde se encontram homiziados: milicianos, PMs e traficantes. Ou seja: três monstros num só corpo.
    PS: o que faz o crime organizados properar é a PONTA: lá está o seu braço armado. Sem isso, não haveria parlamentares, juízes e empresários bandidos que dessem continuidade em suas atividades?
    -Quando Carlinhos Cachoeira foi preso, de quantos policiais federais e estaduais seu staff era composto, segundo a mídia?

  5. Jornalista Aristóteles Drummond, ( esta de volta ) – Jornal de Diário de Petropoliis – Rio – Brasil, Aristóteles, fez um relato na matéria que tem a sua verdade acreditando ou não – agora uma Sugestão para a Tribuna da Imprensa – abrir espaço também com matérias de Jornais pequenos de todo o Brasil faz parte, E Vamos Apoiar a Campanha de Ajuda a ABI – http://www.abi.org.br

  6. Uma doença aparece aos poucos. O Brasil apodrece mais em alguns períodos, mas já é doente ha bastante tempo.
    O crime, organizado ou não, cresceu enormemente nas últimos 5-6 décadas e tem passado a margem das discussões. Cada vez mais pessoas estão nele, nos diversos níveis: chefias, trabalhadores, usuários, dependentes e vítimas. São milhões na informalidade de trabalho e de existência, mas “viventes” nele e dele. E chegou ao estado com força máxima, nos tres poderes. A cada nova eleição, propostas velhas e novas são apresentadas: todas vendendo sonhos para muitos que não querem sonhar! Muitos honestos identificam sua existência e os resultados, mas não querem combatê-lo: vivem nele, sem assumi-lo, mas parentes próximos e amigos lá estão. E a transigência, a omissão, a tolerância terminam por fortalecer o crime, cada vez mais! É círculo vicioso e viciado, realimentado por bons que, com o passar do tempo, já não mais conseguem/conseguirão fugir dele!
    É o câncer realimentado, diariamente, por carnes e ossos novos!
    O que fazer? A primeira coisa é mostrar a todos, principalmente aqueles que ainda podem combatê-lo em todas as frentes, que quanto mais tempo passar; quanto mais gente for coptada; quanto mais esperar-se por milagres ou milagreiros, mais longe estaremos de reduzir as vítimas e encontrar as soluções.
    É um debate complexo, sensível, comprometedor e, principalmente, constrangedor: a verdade nua e crua precisa ser apresentada!
    A outra saída, é deixar a contaminação tomar conta de tudo. Até pode existir vacina para combater esta chaga. Mas será que surtirá efeito desejado? Muitos/todos quererão tomá-la? Terá de ser obrigatória?
    Fallavena

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