Estádios para a Copa, quase todos reconstruídos, a custos enormes, desde o Maracanã ao de Brasília. O do Corinthians, denúncia gravíssima: PODE MATAR MILHARES. Estamos acostumados com a corrupção. Mas MORTES?

Helio Fernandes

Os estádios para a Copa da 2014, (T-O-D-O-S) são polêmicos, contestados, têm custos exorbitantes, destinados a públicos inexistentes. A corrupção (e o interesse pessoal) ronda muitos deles.

Brasília – A Fifa exige que o estádio tenha capacidade para um público entre 65 e 75 mil pessoas. É o mais autêntico candidato a “elefante branco” (desculpem) agora e depois. Se for usado para um jogo da Copa, pode “arrastar” 30 mil pessoas. Depois, a média de jogos na capital é de 15 mil pessoas e olhe lá. O único esporte que prospera em Brasília é a mordomia, o salário altíssimo para a elite, a hipocrisia.

Bahia – Derrubaram espetacularmente um estádio que podia muito bem ser adaptado. Pode (isso mesmo, no condicional) sediar um jogo. Depois, só os jogos entre o Bahia (que está passando para a Série A) e o Vitória (no limite de cair para a Série B) podem preencher metade dos lugares, quando jogarem entre eles.

Maracanã – Depois de “trezentas” reformas, ficou “prontinho” para ser derrubado. Símbolo citado sempre gloriosamente, era “o maior do mundo”. Na Copa de 50, Brasil-Uruguai, ainda sem “borboletas, tinha mais de 200 mil pessoas.

Já com medidores de público, dois recordes oficiais. Internacionais: 187 mil pessoas no Brasil-Paraguai, eliminatória da Copa de 1970. Entre clubes: Flamengo-Fluminense, 183 mil pagantes.

Depois do enriquecimento de governadores, prefeitos, deputados-secretários, passou ao limite de 65 mil pessoas, o máximo que comportava. Ainda não sabem quanto vai custar, toda obra tem um valor na “planta”, e outro nas contas dos empreiteiros ou construtores.

Quanto à capacidade, mistério ainda maior. Nunca mais será o “maior do mundo”, nem símbolo de coisa alguma. Mário Filho, grande jornalista e verdadeiro impulsionador da sua construção, deve estar chorando de dor e tristeza, (Tinha tal paixão por  futebol, que morreu em 1966, voltando comigo da Copa do Mundo da Inglaterra).

Não podem arruinar ou desacreditar mais o Maracanã, tem que ser salvo. E manter uma capacidade de público entre 80 e 100 mil pessoas. Seu passado exige isso. E tem que ser explorado de acordo com o deslumbramento que provoca.

Precisa ser administrado e não roubado ou abandonado. As três hipóteses ou opções, difíceis de conseguir com os personagens que habitam a vida pública brasileira. Principalmente no Rio de Janeiro, onde é localizado.

Morumbi – Pertencente ao São Paulo, tinha um projeto que custaria 250 milhões. Recusado pela Fifa. O clube apresentou outro, de 650 milhões, a Fifa garantiria a semifinal da Copa ali. Mas o São Paulo não tem 300 milhões para completar. A não ser no BNDES.

Pacaembu – Municipal, popular, fácil acesso para o público, poderia ser aproveitado com pequenos gastos, para jogos iniciais ou intermediários. A Fifa não aceitou, pior, nem examinou.

Estádio do Corinthians: corrupção,
dinheiro do BNDES, da Odebrecht, perigo
de explosão, milhares de mortos

De todos os estádios que falei, nada se compara ao que será constituído em Itaquera, uma cidade já superlotada, sem acesso, longe de transportes, e com dinheiro público. Inicialmente do BNDES. Mas insistem também com o governador de São Paulo, (que deixa o cargo em pouco mais de um mês) e com o prefeito Kassab, cujo mandato acabará em março de 2012. Tudo protegido pela Fifa.

O que falei sobre faturamento, corrupção, dinheiro público, proteção da Fifa e de Ricardo Teixeira, favorecimento ao Corinthians, se completa com informações rebuscadas em trabalho do próprio repórter. Mas o que vou citar a partir de agora, sobre o perigo de construir o Estádio do Corinthians em cima de terreno EXPLOSÍVEL tem fonte citável e respeitada.

Tudo que vem agora, GRAVÍSSIMO e MORTÍFERO, foi contado, revelado, denunciado e documentado pelo jornalista esportivo (Folha e televisão ESPN) Paulo Vinícius Coelho. Seríssimo, com obsessão por informação, fontes e revelações.

Há tempos fez a denúncia importante: “O Estádio do Corinthians, em Itaquera, será construído num terreno que tem, por baixo, dutos da Petrobras”. Muita gente não acreditou no perigo denunciado pelo PVC (como é conhecido), nem ligou para o fato, que mesmo sem confirmação, precisava ser investigado.

A seguir, o mesmo PVC, com base em documentação, mostrou que esse terreno de Itaquera não pertence ao Corinthians. PVC citou uma CPI de 2001 (que comprovou o fato) e deu até o nome de um Promotor, José Carlos de Freitas, que examina a propriedade do terreno.

Finalmente, Paulo Vinicius Coelho mostra o perigo que corre a construção de um estádio para 75 mil pessoas, num terreno minado. Textual de PVC, agora assustando para valer, e como dados irrefutáveis:

“Em 1983 a favela da Socó, também em São Paulo, explodiu, numa tragédia que chocou o país. Estava construída sobre fundações com dutos iguais ao do terreno de Itaquera”.

***

PS – Quem vai duvidar, arriscar e construir num terreno que pode EXPLODIR COM DEZENAS DE MILHARES DE PESSOAS? Em matéria de corrupção, ainda fica faltando muita coisa. Também, segundo dizem, “a Copa só será em 2014”.

PS2 – Perguntinhas ingênuas, inócuas, inúteis. O BNDES vai financiar o Estádio do Corinthians, que não é nem proprietário do terreno?

PS3 – A construtora-empreiteira Odebrecht, está afirmando que financiará a própria obra com 300 milhões do BNDES. A “dinheirama” servirá para tudo isso?

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