Estados e municípios não se interessam por crédito para investimentos em segurança

Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Pedro do Coutto

A reportagem é de Marco Grillo, edição de ontem de O Globo, revelando que o BNDES ofereceu aos estados e municípios recursos na escala de 4 milhões de reais a serem usados em políticas de segurança pública. Parece incrível, mas por falta de interesse, a 31 de dezembro o crédito foi recolhido. Ninguém se interessou por obter recursos para aplicar em projetos capaz de transformar a segurança em um sistema mais inteligente do que esse existente hoje.

As provas são muitas. Os crimes se repetem, as fugas também e mais importante do que isso, não existem ações capazes de prevenir a prática de roubos, furtos e homicídios.

RECURSOS ADICIONAIS – É claro que a divisão dessa verba terminaria pulverizando os recursos. Porém temos de lembrar que tais recursos seriam adicionais às verbas consignadas nos orçamentos de cada unidade da federação.

A repressão é fundamental, porém ela geralmente sucede os crimes, raramente os antecede. Sei que é difícil tentar prevenir a ação dos criminosos, mas nem por isso deve se descuidar desse setor. Afinal de contas, a prevenção pode salvar vidas humanas e isso já significa mito em matéria de política social.

Por falar em política social como todos verificam, o sistema de policiamento tem de vir acompanhado de ações voltadas para melhorar a vida dos que vivem em comunidades de renda baixa.

IGUAL A ZERO – Por menor que seja a importância, o resultado de tal ideia não poderá ser igual a zero e isso já define que vale a pena preservar a vida humana e melhorá-la com parcelas de atenção para os problemas do meio ambiente e saneamento básico, que muitas vezes depende somente de uma leve ação dos governos estaduais e municipais.

As comunidades de menor renda são as mais expostas às ações da bandidagem, ameaçando a integridade pessoal dos moradores.      Portanto, temos que reconhecer que as populações desses locais vivem sob o medo permanente que coloca em risco as famílias sem renda significativa para prover um mínimo de segurança e um máximo de saneamento, sobretudo porque a falta de saneamento básico adequada tem como reflexo um índice mais elevado de doenças que terminam na porta e também nos corredores dos postos de saúde.

A reportagem de Marco Grillo tornou-se um documento altamente importante como sinal de alerta voltado a livrar da omissão aqueles overnantes que se comprometeram com os eleitores a atuar para preservar seus direitos de existir em paz.

6 thoughts on “Estados e municípios não se interessam por crédito para investimentos em segurança

    • Parece coisa do outro mundo, tudo é feito de maneira oculta e ondinheiro público é oferecido sempre de maneira displicente e sem o conhecimento da sociedade.
      Só temosnuma saida honrosa: privatizar o BNDES e todas as outras instituições financeiras estatais.
      E ponto.

  1. A maioria das comunidades, estão sob o domínio das milícias, que exploram os moradores de todas as formas.
    O combate às milícias não tem a mesma intensidade do combate ao narcotráfico, talvez por ter maior influência nas eleições. Não são poucos os candidatos eleitos por essas comunidades dominadas pelas milícias.

  2. Os deputados não aprovam medidas para a Segurança Pública e muito menos para a área forênsica das secretarias de segurança pública estaduais.
    É que seus malfeitos seriam descobertos com maior eficácia daí se cuidarem no encobrimento de seus delitos.

  3. Bom dia , leitores (as):

    Senhores Pedro do Coutto , Carlos Newton e Marcelo não seria mais ” CORRETO e JUSTO ” os Municípios e Estados receberem de forma equânime parte das riquezas que geraram , ao invés de receberem migalhas como ocorre até hoje ?
    Com o agravante de que quando acontece alguma intempérie ou desastre da natureza , lhes metem goela adentro os famigerados empréstimos do ” GOVERNO FEDERAL ” agravando ainda mais o estado de penúria e falimentar da maioria dos Municípios e Estados , forçando-os a abrirem mão de seus respectivos ” Patrimônios e Ativos ” á preço vil , portanto a recusa dos Estados e Municípios é legítima , eles deviriam se unir exigir a devolução de suas riquezas .
    O pior é que os ditos ” Representantes ” no legislativo federal contribuíram esses problemas .

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