Estados Unidos e Cuba já reabriram as embaixadas

http://www.humorpolitico.com.br/wp-content/uploads/2014/12/Charge-Bruno-511x420.jpg.pagespeed.ce.Xnm-UXarxZ.jpgDeu na Pátria Latina

A embaixada dos Estados Unidos em Cuba reabriu nesta segunda-feira (20), no edifício onde se encontrava atualmente a Seção de Interesses dos EUA no país, e o governo cubano também reabriu hoje sua embaixada em Washington, depois de décadas de conflitos.

Ao contrário de Cuba, que promoveu uma cerimônia formal de abertura de sua embaixada, os Estados Unidos não farão nenhum ato oficial, o que ficará para a visita do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, a Havana – cuja data não foi ainda anunciada.

O prédio da Seção de Interesses dos EUA em Cuba foi construído em 1953, no período do governo do presidente Fulgencio Batista. A bandeira dos Estados Unidos foi retirada em 1961, quando o então presidente Dwight Eisenhower rompeu relações diplomáticas com Cuba, em resposta às expropriações do governo revolucionário de Fidel Castro.

A Seção de Interesses dos EUA em Cuba só foi reaberta em setembro de 1977, sob o amparo da missão diplomática suíça e depois do presidente Jimmy Carter chegar à Casa Branca, tendo sido ele o único chefe de Estado norte-americano a visitar Cuba após a revolução que colocou no poder o presidente Fidel Castro.

Atualmente, a Seção de Interesses dos Estados Unidos em Cuba tem 360 funcionários, entre norte-americanos e cubanos, além de marines (tropas militares) para fazer a segurança.

Segundo dados do governo norte-americano, 37.149 cubanos receberam vistos para viagens temporárias aos Estados Unidos e 20.552 vistos de imigrantes, durante o ano de 2014.

4 thoughts on “Estados Unidos e Cuba já reabriram as embaixadas

  1. Cuba sofre há mais de cinquenta anos de uma ditadura brutal, que implantou um regime comunista de viés estalinista, e portanto assassino, genocida, sem liberdade de expressão, sem liberdade de ir e vir do país e colocou o povo cubano ma miséria. O governo concentra toda a economia, e os salários que paga são irrisórios. Qualquer homem que viaje a turismo para Cuba, recebe nas ruas os cafetões, oferecendo prostitutas. Vai mal ! Este é um tipo de socialismo que não é para ser imitado e que, definitivamente não deu certo. Os méritos desta aproximação com os Estados Unidos são todos de Barack Obama, que tem sido um presidente supimpa da grande nação americana. Vamos esperar que haja mais intercâmbio, não só turístico, com os Estados Unidos, para o povo cubano sair melhor no conforto de viver – o que vai demorar ! ou mesmo sair daquela Ilha-Prisão.

  2. Posso estar errado, mas acredito que se os EUA na época não tivesse fechado
    as portas para Cuba, Fidel Castro não teria corrido para os braços da Rússia.

  3. Nao entendi o comentarista mais acima ou o Departamento de Estado mentiu ao ter informado sobre concessao de vistos de turistas a 37149 vistos cubanos. Como entao nao podem sair? So se for por falta de grana. Aqui tambem o vigia do meu edificio manifestou desejo de conhecer Las Vegas, mas carece de grana e duvido que consiga visto de turista no consulado dos EUA com seu salario de 1200 reais com as poucas horas extras que esta fazendo. Pare de propaganda de guerra fria. Isso nao cola mais. Ainda mais aqui. Nem em Miami isso cola mais. Quanto a prostitutas, elas estao em toda parte, aqui em Copa,no Rio, na beira mar de Fortaleza, Ceara, etc., etc., Brasil afora. Temos cafifas ate de travecos para exportar.

  4. O comentarista Chamberlain, com o devido respeito, fala do que não sabe e não está informado. Isto é falta de leitura (até de jornais) e de acompanhamento atento do que acontece em Cuba. Vejam este artigo do Forum Cubano, disponível na internet, naturalmente escrito por aqueles que conseguiram fugir daquela Ilha-Prisão :

    « Corrupção, impunidade e injustiça A história da permissão de saída »
    Sair de Cuba é um delito?
    08/04/2010 por jurisconsultocubapt

    Dos Estados Unidos a mãe de Marta Vázquez pretende chamá-la. Ela está indecisa. Tem que escolher entre conseguir seu sonho ou perder sua casa. Essa é a escolha que os futuros imigrantes cubanos tem.

    Marta quer ir-se do país há vários anos. Jamais o intentou ilegalmente. É incapaz de por em risco a vida dos seus filhos em alto-mar. Registrou-se no sorteio de 1998, porém não teve sorte.

    Seu sonho demorava, decidiu comtinuar sua vida. Em 2001 sua mãe foi de visita aos Estados Unidos e ficou. A remessa que enviava mensalmente lhe permitiu construir sua casa. A saída do país passou a ser sua última opção.

    Não obstante, sua mãe depois de tornar-se cidadã norte-americana, insiste em reclamá-la. Está indecisa, não se resigna a dar por perdido o tempo, suor e dinhero invertidos na edificação da sua casa. O sacrifício de sua mãe, que com 65 anos trabalha num país estrangeiro, só para ajudá-la.

    Com certeza algo a fazia pensar constantemente em emigrar. O futuro dos seus filhos. Principalmente o rapaz, um jovem de 21 anos que deixou os estudos e se dedica aos negócios na rua. Teme que termine na prisão.

    Histórias como a de Marta ocorrem frequentemente em Cuba. Podem ser contadas de mil formas, com motivos diferentes, qualquer um é suficiente para justificar a emigração. Com certeza, em todas há que se escolher. Sobretudo perguntar: por quê tem que se perder tudo?

    O emigrante cubano talvez seja o único que perde todos os direitos cidadãos em sua pátria. Tem que pedir permissão para sair sem direito ao retorno. Sendo assim, solicitar licença para visitar o lugar onde nasceu.Como se fosse pouco, o governo instrumenta disposições jurídicas que lhes impedem de conservar suas propriedades.

    A Lei 989 de 5 de dezembro de 1961, vigente no sistema legal, estabelece as medidas a serem tomadas sobre os móveis ou imóveis, ou de qualquer outra categoria de valor, etc aos que abandonam com imperdoável desdém o território nacional. A norma nacionaliza os bens dos imigrantes por meio do confisco, sem direito a indenização.

    O confisco é uma sanção derivada e complementar de uma pena imposta para uma ação delitiva. O infrator deve responder com seus bens, sem direito a compensação. Haveria que se perguntar: sair de Cuba é um delito?

    Laritza Diversent

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