Estados Unidos jamais apoiariam volta da ditadura no Brasil e até trabalhariam contra

Governo Joe Biden não acredita em golpe militar no Brazil

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Em conversas reservadas, integrantes do governo dos Estados Unidos dizem que não há a menor possibilidade de o país apoiar o retorno da ditadura no Brasil, como pregam defensores do presidente Jair Bolsonaro. “Nunca ouvimos embaixadores dos EUA e de países relevantes falarem em apoio à ditadura no Brasil”, diz uma autoridade norte-americana.

Segundo essa mesma fonte, o futuro do Brasil não vai depender de uma pessoa, mas das instituições reconhecidas, que são fortes e independentes.

DE OLHO NO BRAZIL – “Essas instituições vão impedir que algo fora da Constituição ocorra no Brasil”, acrescenta o informante, lembrando que os EUA e seus aliados estão de olhos bem aberto em relação ao que se passa no Brasil atualmente.

Outro integrante do governo de Joe Biden afirma que os Estados Unidos não escolhem vencedores ou perdedores. “Isso cabe aos eleitores. E nós temos total confiança no sistema eleitoral brasileiro”, complementa. “Trabalhamos com líderes eleitos, gostemos ou não.”

Para as autoridades norte-americanas, não há interesse em ruptura institucional no Brasil, nem por parte dos EUA, nem dos países vizinhos nem dos parceiros comerciais. “Certamente, se aparecesse qualquer sinal efetivo de que o Brasil voltaria para uma ditadura, trabalharíamos para reverter isso”, frisa.

LONGE DA POLÍTICA – Em Brasília, sabe-se que as autoridades dos Estados Unidos que acompanham o dia a dia do Brasil estão convencidas de que os militares brasileiros devem ficar bem longe da política, para evitar os desnecessários ruídos de volta da ditadura. “Nossa percepção é de que militares não são atores políticos”, diz um integrante do governo de Joe Biden.

Apesar de todo o estresse provocado pela insistência de integrantes das Forças Armadas em endossarem as maluquices do presidente Jair Bolsonaro, o governo norte-americano não vê possibilidade — não neste momento — de mudar a postura de colaboração entre os militares norte-americanos e os brasileiros. “Tudo continua como está”, ressalta a mesma fonte.

Para o governo do EUA, o Brasil é um parceiro estratégico em operações de força de paz, em operações de segurança na região, sobretudo no que se refere à Venezuela. “A parceria está mantida. Mas, de novo, é importante ressaltar que as Forças Armadas não são atores políticos”, complementa o auxiliar do governo norte-americano.

8 thoughts on “Estados Unidos jamais apoiariam volta da ditadura no Brasil e até trabalhariam contra

  1. O Brasil é um parceiro importante e que precisa de investimentos e empréstimos em UD dollars que podem ser controlados pelos USA. Um regime ditatorial no Brasil seria uma desgraça financeiramente e para a nossa imagem no exterior. Por tudo isso o Jair Messias deveria tomar um pouco de juízo e se comportar como uma pessoa adulta – ele e os velhinhos da reserva remunerada que só vivem dando pitaco onde não devem.

  2. Conheço bem o povo americano , tenho muitos amigos lá, e sei que Biden jamais apoiará um estúpido retrocesso brasileiro rumo a uma ditadura, principalmente se comandada por um desmiolado infeliz que temos a infelicidade de ter como presidente. Nossas Forças Armadas têm juízo e não haverão de embarcar nesta empreitada louca.

  3. Não apoiar um golpe não é a mesma coisa de não apoiar Bolsonaro – numa eleição. Isto é, que num 2º turno entre Lula e Bolsonaro, os EUA tem sua preferência estratégica.

    • O governo do PT não é o melhor cenário no Brasil para os EUA. Seria a retomada da contraposição brasileira no cenário Internacional. Às vezes assumindo frentes junto com outros países que desagradou os norte-americanos. Foi assim em questões da geopolítica. Na situação do Irão, da Palestina, Cuba, Venezuela e outros. Tem o caso da NSA atravessado.

    • Concordo com sua assertiva Lossian. Os EUA já tem problemas internos demais e não querem confusão na casa dos outros.
      Seu Congresso foi invadido pelo
      insuflamento do perdedor inconformado, o ogro Trump. Tiveram na iminência de um golpe de Estado e a divisão é vim fato. Ontem mesmo, um cidadão ameaçou explodir o Congresso. Depois de cinco horas foi preso.
      A casa dos EUA está ardendo, por isso, acordaram a tempo.
      Cada país têm que resolver seus problemas sozinhos, sem interferências externas.

  4. Isto não exxxiste! Os gringos, leia-se a banca judia internacional, que há muito usurpou o império declinante, topam tudo por dinheiro! Farão tudo para não deixar assumir governo nacionalista no Brasil que possa recuperar o fruto do assalto as nossas riquezas nacionais (estoque de riquezas minerais e empresas estratégicas) empreendida por meio do golpe de estado levado a cabo com o apoio das “gloriosas” forças armadas, judiciário, mídia venal e corrupta, mercado e “inocentes” úteis, tipo Carlos Newton, guardadas as devidas proporções.

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